Se essa carta não foi divulgada na época e não foi enviada com cópias para
instâncias superiores provavelmente ficou arquivada no meio do caminho, pois
com certeza o esquema da urna é comandado pela CIA. seria bom distribuir
essa carta por todas as ONGs e instâncias da ONU, inclusive a ONG de Jimmy
Carter.

F. Santana

2009/4/16 Fraude Urnas Eletrônicas <[email protected]>

>   Amigos do grupo,
>
> Está carta, enviada à ONU em 2002, mostra para onde caminha a democracia
> brasileira.
>
>
>
> Sds,
>
>      Luciano Melo
>
>
>    Boletim Informativo Fraude Urnas 
> Eletrônicas<http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/>
>
> Deputado João Herrmann fez denuncia à ONU acerca do risco de fraude e de
> manipulação do processo eleitoral 
> brasileiro<http://feedproxy.google.com/%7Er/fraudeurnas/%7E3/R-VkeHdd4XE/deputado-joao-herrmann-fez-denuncia-onu.html>
>
> Posted: 16 Apr 2009 08:00 AM PDT
>
> [image: 
> carta-apresentacao]<http://lh3.ggpht.com/_nhJfJYyXwGo/SeU-6EnduOI/AAAAAAAAAj4/O0uEKPoStFg/s1600-h/carta-apresentacao%5B6%5D.jpg>Na
>  reportagem Morre
> o deputado João Herrmann 
> Neto<http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2009/04/morre-o-deputado-joao-herrmann-neto.html>publicada
>  dia 14 de abril de 2009, comentamos sobre a carta redigida pelo
> parlamentar, entregue em 2002 ao Residente Representativo da ONU Dr. Valter
> Franco, pedindo o envio de observadores estrangeiros ao Brasil para
> acompanhar as eleições presidenciais daquele ano.
>
> No artigo de hoje, transcreveremos o inteiro teor da missiva, retirado do site
> Informe 
> Sergipe<http://www.informesergipe.com.br/pagina_data.php?sec=7&&rec=1128&&aano=2002&&mmes=9>.
>
>
> “Na primeira noite
> Eles se aproximam
> E colhem uma flor
> Do nosso jardim
> E não dizemos nada.
> Na segunda noite
> Já não se escondem:
> Pisam as flores,
> Matam nosso cão
> E não dizemos nada.
> Até que um dia
> O mais frágil deles
> Entra sozinho em nossa casa,
> Rouba-nos a lua e,
> Conhecendo nosso medo,
> Arranca-nos a voz da garganta
> E porque não dissemos nada,
> Já não podemos dizer nada.” (V. Maiakowski)
>
>
> Sr. Walter Franco (Representante da ONU no Brasil),
>
> Na condição de brasileiro, democrata e internacionalista, como deputado
> federal, líder da bancada de meu partido na Câmara dos Deputados, e de
> observador da ONU em processos eleitorais nos mais diversos países do mundo,
> lamento ver-me obrigado a dirigir-me à Organização das Nações Unidas nos
> termos em que o faço. *Atitude que não tomaria, não estivesse o processo
> democrático em meu país correndo grave risco*.
>
> Venho buscar guarida para a democracia, como tantas vezes a buscamos – e
> encontramos – na Justiça de meu país, durante o regime autoritário que
> enfrentamos de 1964 a 1985. Com pesar, constato que hoje ela já não me traz
> mais segurança. Entretanto, ainda tenho esperança de que não se torne o
> cadafalso da democracia, que conquistamos ao preço de muitas vidas e
> sofrimento.
>
> *A lisura do processo eleitoral brasileiro, pela primeira vez desde as
> eleições a bico-de-pena, sistema viciado pela fraude que provocou a
> revolução de 1930 e o advento do voto secreto, jamais esteve tão ameaçada*
> .
>
> O candidato oficial, senador José Serra, patrocinado pela máquina estatal,
> comanda um “estado paralelo” integrado por forças policiais, serviços de
> espionagem e por campanhas verdadeiramente científicas de destruição da
> imagem e da biografia de seus adversários.
>
> A justiça eleitoral, presidida por um íntimo amigo seu, integrada,
> lamentavelmente, por uma maioria de juízes sob os quais a sociedade hoje
> lança seus olhares de desconfiança mais atentos, tem – para desgosto e
> vergonha dos democratas de meu país – julgado com dois pesos e duas medidas.
> *Jamais os brasileiros assistiram isso. Sinto confessar: nem na ditadura
> militar que nos governou*.
>
> Não custa lembrar que, naquele tempo duro de repressão e arbítrio,
> tentamos, de todas as maneiras, levar ao conhecimento da humanidade as
> desgraças que o nosso povo enfrentava. Muitos davam de ombros e explicavam a
> nossa ação como a de uma esquerda simplesmente derrotada, valendo-se apenas
> do direito de espernear. Foi preciso que surgissem alguns cadáveres, saídos
> dos subterrâneos do arbítrio para que nossa posição fosse entendida. Os
> cadáveres do atentado que se pretende fazer contra a nossa democracia, neste
> momento, já foram desenterrados.
>
> Urnas falsas, previamente programadas e já com votos para o candidato
> oficialista computados, foram encontradas na periferia da capital da
> República, o que mereceu destaque, inclusive, da imprensa internacional, e
> uma inédita representação ao Tribunal Regional Eleitoral firmada por todos
> os partidos de oposição no Distrito Federal.
>
> A sociedade brasileira, mesmo que lentamente, atenta para o fato de sermos
> a única rande democracia em todo o mundo que “resolveu” utilizar urnas
> eletrônicas em seus pleitos eleitorais. Sistema esse que não oferece
> possibilidade de recontagem voto a voto.
>
> Ora, se hoje os celebrados “hacker`s” adentram sistemas virtuais
> sofisticados e teoricamente inexpugnáveis, como os da NASA e do próprio
> Pentágono, qual a segurança que nós, brasileiros, podemos ter em tal sistema
> se urnas já são encontradas “grávidas” na periferia pobre de Brasília?
>
> No início deste ano, em pronunciamento histórico na tribuna do Senado
> Federal, o ex-presidente José Sarney, meu adversário político, mas
> sabidamente um democrata, não só vaticinou o processo eleitoral viciado que
> agora se revela, como responsabilizou o então ministro da Saúde, o hoje
> candidato José Serra, pela destruição da candidatura presidencial de sua
> filha, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney.
>
> Na oportunidade, o ex-presidente lembrou os dossiês ameaçadores, os grampos
> telefônicos, a vigilância compulsiva da vida pessoal e dos passos de todos
> os adversários, que se transformaram na especialidade de Serra.
>
> Esse modus operandi tornou-se tão conhecido que hoje, no meio político e no
> seio da sociedade, disseminou-se o receio de atender uma simples ligação
> telefônica e estar sendo bisbilhotado.
>
> Um dos jornais mais conceituados de meu país, a Folha de São Paulo, em
> artigo de seu editor, Otavio Frias Filho, publicado há pouco tempo, chamou a
> atenção para o “apetite” de José Serra pelo poder. Os que, como eu, o
> conhecem de longa data, sabem que ele é um homem capaz de qualquer coisa
> pelo poder. Nosso saudoso ex-presidente Tancredo Neves, instado a nomeá-lo
> ministro, respondeu que não colocaria pessoas autoritárias em seu governo.
>
> Não podemos nós, democratas que defendemos a democracia no Peru ou no Timor
> Leste, em Kosovo ou na Venezuela, que lutamos pela liberdade em todos os
> continentes, estar alheios à conspurcação do sistema eleitoral democrático
> no Brasil, com a entronização de um projeto político aético, concebido por
> uma máquina político-partidária movida pela corrupção do Estado, ante a
> complacência e a omissão do senhor presidente Fernando Henrique Cardoso?
>
> Denuncio, pois, à Organização das Nações Unidas, a qual tenho servido,
> quando chamado pelos quatro cantos do mundo, que se busca a entronização em
> meu país de um regime político semelhante ao que vigiu por décadas no
> México, sob a batuta do PRI e de um estado corrupto e violento, referendado
> por “eleições” fraudadas, a que Mario Vargas Llosa chamou “ditadura
> perfeita”.
>
> Denuncio que o jogo democrático em meu pais está comprometido por um
> sistema onde o capital financeiro, parte da justiça eleitoral, a maioria da
> grande imprensa, a poderosa máquina estatal e alguns partidos políticos,
> notadamente o PSDB, se aliaram na tentativa de levar ao poder um homem com
> claros traços ditatoriais.
>
> Denuncio que se prepara uma grande fraude eleitoral a partir do sistema
> eletrônico de votação.
>
> Denuncio que a democracia em meu país corre risco.
>
> Não cabe admitir, como querem os áulicos palacianos, que estejamos, ao
> buscar a guarida da ONU, agredindo a soberania nacional. Esta, entristece-me
> afirmar com clareza e concretude, porque é de conhecimento de toda a Nação
> brasileira, foi lançada, há muito, ao pântano dos negócios escusos, das
> privatizações descabidas, porque danosas ao patrimônio público, da sujeição
> absoluta aos ditames do capital internacional, notadamente o especulativo,
> em detrimento dos interesses da sociedade.
>
> Tenho, com a responsabilidade de 30 anos de vida publica à serviço de meu
> povo e da democracia, a exata noção da gravidade deste alerta, desta
> denúncia, deste chamamento que faço ao fórum onde se congregam as Nações de
> todo o mundo.
>
> Lembro o descompromisso do governo de Fernando Henrique Cardoso para com a
> liberdade em diversas oportunidades.
>
> Lembro de seu empenho contra os governos democráticos de toda a América
> Latina, além dos governos da França e da Espanha, em levar a OEA, através de
> pressões ao seu presidente, Senhor César Gaviria, em aceitar o resultado da
> “re-reeleição” do tirano Alberto Fujimori, do Peru, bancando, sozinho, a
> maior fraude eleitoral da historia de nosso continente...
>
> Lembro de sua solidariedade ao mesmo regime fujimorista, quando gestionou
> junto à presidenta Mireya Moscoso, do Panamá, pelo asilo político para o
> facinoroso Vladimiro Montesinos, cérebro da corrupção, do narcotráfico e da
> tortura na década de Fujimori, hoje cumprindo pena de prisão perpétua em uma
> cela de segurança máxima na Base Naval de Callao, ao lado de Abmael Guzman,
> o terrorista do Sendero Luminoso...
>
> Lembro de sua relação siamesa com o governo corrupto de Carlos Menem, seu
> dileto amigo, a quem ajudou em sua reeleição e foi por ele ajudado na sua,
> até com a manifestação pública do então mandatário argentino nas vésperas
> das eleições de 1998, quando Fernando Henrique conseguiu, a um alto custo, o
> seu segundo mandato...
>
> Lembro de seu apoio ao regime decadente de Fernando De La Rua, quando o
> povo entupia a Plaza de Mayo para derrubar um governo que já caia de podre.
> Lembro que o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Sebastião do Rego
> Barros, um dos melhores diplomatas brasileiros, foi desautorizado e
> humilhado quando, um dia antes da queda, declarou à imprensa brasileira que
> não restava outro caminho ao presidente argentino senão a renúncia...
>
> Está formado o caldo de cultura para a entronização de uma “democracia” sem
> povo nem voto. Está se preparando uma “ditadura perfeita”, sob a capa de
> eleições que serão fraudadas, num processo eleitoral viciado e vicioso.
>
> Não se iluda a Organização das Nações Unidas: o Brasil experimenta os
> estertores de um governo seriamente avariado pelas denúncias não apuradas de
> corrupção administrativa em seu seio. Desmoralizado por privatizações a
> preço vil, direcionadas para interesses de grupos empresariais nem sempre
> decentes, e que agora, poucos anos após serem feitas, redundam em
> expressivos fracassos para os consumidores de seus serviços e para a própria
> economia nacional.
>
> O futuro deste país, na inexorabilidade do processo histórico, mostrará o
> fracasso do governo de Fernando Henrique Cardoso nos planos econômico,
> social e ético.
>
> Alerto, pois, através do ilustre representante da ONU em meu país, para o
> grave risco de corrosão de nossa estabilidade democrática, por meio de um
> processo eleitoral que se anuncia eivado de suspeitas procedentes e
> irregularidades comprovadas.
>
> Julgo, a meu critério e de ponderáveis setores da opinião pública nacional,
> que a Organização das Nações Unidas deve, no mínimo, avaliar a conveniência
> de sua presença ostensiva no decorrer do processo eleitoral brasileiro.
>
> Respeitosamente,
>
> João Herrmann Neto (Líder do PPS na Câmara dos Deputados)
> Saiba mais sobre o assunto:
>
>    - Voto em 
> trânsito<http://feedproxy.google.com/%7Er/fraudeurnas/%7E3/wHtPqtlT7-k/voto-em-transito.html>
>    - União de forças: por uma legislação mais 
> eficaz<http://feedproxy.google.com/%7Er/fraudeurnas/%7E3/2TBno2KqfLo/uniao-de-forcas-por-uma-legislacao-mais.html>
>    - Processo eleitoral e segurança das urnas eletrônicas: Legislativo X
>    Justiça 
> Eleitoral<http://feedproxy.google.com/%7Er/fraudeurnas/%7E3/wPpobFSrLMM/processo-eleitoral-e-seguranca-das.html>
>    - Materialização do 
> voto<http://feedproxy.google.com/%7Er/fraudeurnas/%7E3/ualBaT8IvPI/materializacao-do-voto.html>
>    - Morre o deputado João Herrmann 
> Neto<http://feedproxy.google.com/%7Er/fraudeurnas/%7E3/ndKyfLtIImk/morre-o-deputado-joao-herrmann-neto.html>
>
> Technorati Marcas: João Herrmann 
> Neto<http://technorati.com/tags/Jo%c3%a3o+Herrmann+Neto>
> ,urnas eletrônicas <http://technorati.com/tags/urnas+eletr%c3%b4nicas>,fraude
> eleitoral 
> <http://technorati.com/tags/fraude+eleitoral>,ONU<http://technorati.com/tags/ONU>
> ,carta <http://technorati.com/tags/carta>
>
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