Agora o medo é exatamente o oposto... 

Celso Pinheiro, CIA, CFE
[email protected]
+44-20-3287-3215 (London) 
+55-11-9415-5708 (São Paulo)

-----Mensagem original-----
De: [email protected] [mailto:[email protected]]
Em nome de Régis CM
Enviada em: sexta-feira, 17 de abril de 2009 09:23
Para: [email protected]
Cc: Fórum do Voto Seguro
Assunto: {VotoEletronico} Re: Carta a ONU


Ele tinha medo que o Lula fosse roubado em 2002... E hoje o Nelson Jobim é
ministro...

==

Notícia da época:

http://www.mail-archive.com/[email protected]/msg10954.ht
ml

[VotoEletronico] PPS pede à ONU observador externo na eleição

Marko Ajadaric
Tue, 10 Sep 2002 15:41:57 -0700


O PPS, partido do presidenciável Ciro Gomes, pediu oficialmente à
Organização das Nações Unidas (ONU) que envie observadores internacionais
para acompanhar a eleição presidencial no Brasil.

A solicitação foi formalizada pelo líder do PPS na Câmara e um dos
coordenadores da campanha de Ciro, deputado João Herrmann (SP). O
parlamentar entregou esta tarde um documento de cinco páginas na sede da ONU
no País, Brasília.

Na carta, Herrmann diz que a democracia no Brasil corre "grave risco".
"O candidato oficial, senador José Serra, patrocinado pela máquina estatal,
comanda um ´estado paralelo´ integrado por forças policiais, serviços de
espionagem e por campanhas verdadeiramente científicas de destruição da
imagem e da biografia de seus adversários", afirma o deputado no texto.

Herrmann também volta, no documento, a lançar suspeitas sobre o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), que estaria agindo para beneficiar Serra, na
campanha, ao lembrar que o presidente da corte, ministro Nelson Jobim, é
amigo pessoal do senador tucano.

Lembra que foram encontradas urnas fraudadas em Brasília que dariam votos a
Serra e para e a Joaquim Roriz (PMDB), governado do Distrito Federal que
concorre à reeleição.

Faz menção ainda a discurso do senador José Sarney (PMDB-AP) no início do
ano, em que o ex-presidente da República defende a ex-presidenciável Roseana
Sarney (PFL), então envolvida com investigações na empresa Lunus. Sarney
atribuiu a Serra as ações da Polícia Federal que tiraram Roseana da disputa
sucessória.

(André Barrocal - Gazeta Mercantil Tempo Real)

==

2009/4/17 Francisco José Duarte de Santana <[email protected]>:
> Se essa carta não foi divulgada na época e não foi enviada com cópias 
> para instâncias superiores provavelmente ficou arquivada no meio do 
> caminho, pois com certeza o esquema da urna é comandado pela CIA. 
> seria bom distribuir essa carta por todas as ONGs e instâncias da ONU, 
> inclusive a ONG de Jimmy Carter.
>
> F. Santana
>
> 2009/4/16 Fraude Urnas Eletrônicas 
> <[email protected]>
>>
>> Amigos do grupo,
>>
>> Está carta, enviada à ONU em 2002, mostra para onde caminha a 
>> democracia brasileira.
>>
>>
>>
>> Sds,
>>
>>      Luciano Melo
>>
>>
>>
>> Boletim Informativo Fraude Urnas Eletrônicas
>>
>> Deputado João Herrmann fez denuncia à ONU acerca do risco de fraude e 
>> de manipulação do processo eleitoral brasileiro
>>
>> Posted: 16 Apr 2009 08:00 AM PDT
>>
>> Na reportagem Morre o deputado João Herrmann Neto publicada dia 14 de 
>> abril de 2009, comentamos sobre a carta redigida pelo parlamentar, 
>> entregue em 2002 ao Residente Representativo da ONU Dr. Valter 
>> Franco, pedindo o envio de observadores estrangeiros ao Brasil para 
>> acompanhar as eleições presidenciais daquele ano.
>>
>> No artigo de hoje, transcreveremos o inteiro teor da missiva, 
>> retirado do site Informe Sergipe.
>>
>> “Na primeira noite
>> Eles se aproximam
>> E colhem uma flor
>> Do nosso jardim
>> E não dizemos nada.
>> Na segunda noite
>> Já não se escondem:
>> Pisam as flores,
>> Matam nosso cão
>> E não dizemos nada.
>> Até que um dia
>> O mais frágil deles
>> Entra sozinho em nossa casa,
>> Rouba-nos a lua e,
>> Conhecendo nosso medo,
>> Arranca-nos a voz da garganta
>> E porque não dissemos nada,
>> Já não podemos dizer nada.” (V. Maiakowski)
>>
>> Sr. Walter Franco (Representante da ONU no Brasil),
>>
>> Na condição de brasileiro, democrata e internacionalista, como 
>> deputado federal, líder da bancada de meu partido na Câmara dos 
>> Deputados, e de observador da ONU em processos eleitorais nos mais 
>> diversos países do mundo, lamento ver-me obrigado a dirigir-me à 
>> Organização das Nações Unidas nos termos em que o faço. Atitude que 
>> não tomaria, não estivesse o processo democrático em meu país correndo
grave risco.
>>
>> Venho buscar guarida para a democracia, como tantas vezes a buscamos 
>> – e encontramos – na Justiça de meu país, durante o regime 
>> autoritário que enfrentamos de 1964 a 1985. Com pesar, constato que 
>> hoje ela já não me traz mais segurança. Entretanto, ainda tenho 
>> esperança de que não se torne o cadafalso da democracia, que 
>> conquistamos ao preço de muitas vidas e sofrimento.
>>
>> A lisura do processo eleitoral brasileiro, pela primeira vez desde as 
>> eleições a bico-de-pena, sistema viciado pela fraude que provocou a 
>> revolução de 1930 e o advento do voto secreto, jamais esteve tão
ameaçada.
>>
>> O candidato oficial, senador José Serra, patrocinado pela máquina 
>> estatal, comanda um “estado paralelo” integrado por forças policiais, 
>> serviços de espionagem e por campanhas verdadeiramente científicas de 
>> destruição da imagem e da biografia de seus adversários.
>>
>> A justiça eleitoral, presidida por um íntimo amigo seu, integrada, 
>> lamentavelmente, por uma maioria de juízes sob os quais a sociedade 
>> hoje lança seus olhares de desconfiança mais atentos, tem – para 
>> desgosto e vergonha dos democratas de meu país – julgado com dois pesos e
duas medidas.
>> Jamais os brasileiros assistiram isso. Sinto confessar: nem na 
>> ditadura militar que nos governou.
>>
>> Não custa lembrar que, naquele tempo duro de repressão e arbítrio, 
>> tentamos, de todas as maneiras, levar ao conhecimento da humanidade 
>> as desgraças que o nosso povo enfrentava. Muitos davam de ombros e 
>> explicavam a nossa ação como a de uma esquerda simplesmente 
>> derrotada, valendo-se apenas do direito de espernear. Foi preciso que 
>> surgissem alguns cadáveres, saídos dos subterrâneos do arbítrio para 
>> que nossa posição fosse entendida. Os cadáveres do atentado que se 
>> pretende fazer contra a nossa democracia, neste momento, já foram
desenterrados.
>>
>> Urnas falsas, previamente programadas e já com votos para o candidato 
>> oficialista computados, foram encontradas na periferia da capital da 
>> República, o que mereceu destaque, inclusive, da imprensa 
>> internacional, e uma inédita representação ao Tribunal Regional 
>> Eleitoral firmada por todos os partidos de oposição no Distrito Federal.
>>
>> A sociedade brasileira, mesmo que lentamente, atenta para o fato de 
>> sermos a única rande democracia em todo o mundo que “resolveu” 
>> utilizar urnas eletrônicas em seus pleitos eleitorais. Sistema esse 
>> que não oferece possibilidade de recontagem voto a voto.
>>
>> Ora, se hoje os celebrados “hacker`s” adentram sistemas virtuais 
>> sofisticados e teoricamente inexpugnáveis, como os da NASA e do 
>> próprio Pentágono, qual a segurança que nós, brasileiros, podemos ter 
>> em tal sistema se urnas já são encontradas “grávidas” na periferia pobre
de Brasília?
>>
>> No início deste ano, em pronunciamento histórico na tribuna do Senado 
>> Federal, o ex-presidente José Sarney, meu adversário político, mas 
>> sabidamente um democrata, não só vaticinou o processo eleitoral 
>> viciado que agora se revela, como responsabilizou o então ministro da 
>> Saúde, o hoje candidato José Serra, pela destruição da candidatura 
>> presidencial de sua filha, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney.
>>
>> Na oportunidade, o ex-presidente lembrou os dossiês ameaçadores, os 
>> grampos telefônicos, a vigilância compulsiva da vida pessoal e dos 
>> passos de todos os adversários, que se transformaram na especialidade de
Serra.
>>
>> Esse modus operandi tornou-se tão conhecido que hoje, no meio 
>> político e no seio da sociedade, disseminou-se o receio de atender 
>> uma simples ligação telefônica e estar sendo bisbilhotado.
>>
>> Um dos jornais mais conceituados de meu país, a Folha de São Paulo, 
>> em artigo de seu editor, Otavio Frias Filho, publicado há pouco 
>> tempo, chamou a atenção para o “apetite” de José Serra pelo poder. Os 
>> que, como eu, o conhecem de longa data, sabem que ele é um homem 
>> capaz de qualquer coisa pelo poder. Nosso saudoso ex-presidente 
>> Tancredo Neves, instado a nomeá-lo ministro, respondeu que não colocaria
pessoas autoritárias em seu governo.
>>
>> Não podemos nós, democratas que defendemos a democracia no Peru ou no 
>> Timor Leste, em Kosovo ou na Venezuela, que lutamos pela liberdade em 
>> todos os continentes, estar alheios à conspurcação do sistema 
>> eleitoral democrático no Brasil, com a entronização de um projeto 
>> político aético, concebido por uma máquina político-partidária movida 
>> pela corrupção do Estado, ante a complacência e a omissão do senhor 
>> presidente Fernando Henrique Cardoso?
>>
>> Denuncio, pois, à Organização das Nações Unidas, a qual tenho 
>> servido, quando chamado pelos quatro cantos do mundo, que se busca a 
>> entronização em meu país de um regime político semelhante ao que 
>> vigiu por décadas no México, sob a batuta do PRI e de um estado 
>> corrupto e violento, referendado por “eleições” fraudadas, a que 
>> Mario Vargas Llosa chamou “ditadura perfeita”.
>>
>> Denuncio que o jogo democrático em meu pais está comprometido por um 
>> sistema onde o capital financeiro, parte da justiça eleitoral, a 
>> maioria da grande imprensa, a poderosa máquina estatal e alguns 
>> partidos políticos, notadamente o PSDB, se aliaram na tentativa de 
>> levar ao poder um homem com claros traços ditatoriais.
>>
>> Denuncio que se prepara uma grande fraude eleitoral a partir do 
>> sistema eletrônico de votação.
>>
>> Denuncio que a democracia em meu país corre risco.
>>
>> Não cabe admitir, como querem os áulicos palacianos, que estejamos, 
>> ao buscar a guarida da ONU, agredindo a soberania nacional. Esta, 
>> entristece-me afirmar com clareza e concretude, porque é de 
>> conhecimento de toda a Nação brasileira, foi lançada, há muito, ao 
>> pântano dos negócios escusos, das privatizações descabidas, porque 
>> danosas ao patrimônio público, da sujeição absoluta aos ditames do 
>> capital internacional, notadamente o especulativo, em detrimento dos
interesses da sociedade.
>>
>> Tenho, com a responsabilidade de 30 anos de vida publica à serviço de 
>> meu povo e da democracia, a exata noção da gravidade deste alerta, 
>> desta denúncia, deste chamamento que faço ao fórum onde se congregam 
>> as Nações de todo o mundo.
>>
>> Lembro o descompromisso do governo de Fernando Henrique Cardoso para 
>> com a liberdade em diversas oportunidades.
>>
>> Lembro de seu empenho contra os governos democráticos de toda a 
>> América Latina, além dos governos da França e da Espanha, em levar a 
>> OEA, através de pressões ao seu presidente, Senhor César Gaviria, em 
>> aceitar o resultado da “re-reeleição” do tirano Alberto Fujimori, do 
>> Peru, bancando, sozinho, a maior fraude eleitoral da historia de nosso
continente...
>>
>> Lembro de sua solidariedade ao mesmo regime fujimorista, quando 
>> gestionou junto à presidenta Mireya Moscoso, do Panamá, pelo asilo 
>> político para o facinoroso Vladimiro Montesinos, cérebro da 
>> corrupção, do narcotráfico e da tortura na década de Fujimori, hoje 
>> cumprindo pena de prisão perpétua em uma cela de segurança máxima na 
>> Base Naval de Callao, ao lado de Abmael Guzman, o terrorista do Sendero
Luminoso...
>>
>> Lembro de sua relação siamesa com o governo corrupto de Carlos Menem, 
>> seu dileto amigo, a quem ajudou em sua reeleição e foi por ele 
>> ajudado na sua, até com a manifestação pública do então mandatário 
>> argentino nas vésperas das eleições de 1998, quando Fernando Henrique 
>> conseguiu, a um alto custo, o seu segundo mandato...
>>
>> Lembro de seu apoio ao regime decadente de Fernando De La Rua, quando 
>> o povo entupia a Plaza de Mayo para derrubar um governo que já caia de
podre.
>> Lembro que o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Sebastião do Rego 
>> Barros, um dos melhores diplomatas brasileiros, foi desautorizado e 
>> humilhado quando, um dia antes da queda, declarou à imprensa 
>> brasileira que não restava outro caminho ao presidente argentino senão a
renúncia...
>>
>> Está formado o caldo de cultura para a entronização de uma “democracia”
>> sem povo nem voto. Está se preparando uma “ditadura perfeita”, sob a 
>> capa de eleições que serão fraudadas, num processo eleitoral viciado e
vicioso.
>>
>> Não se iluda a Organização das Nações Unidas: o Brasil experimenta os 
>> estertores de um governo seriamente avariado pelas denúncias não 
>> apuradas de corrupção administrativa em seu seio. Desmoralizado por 
>> privatizações a preço vil, direcionadas para interesses de grupos 
>> empresariais nem sempre decentes, e que agora, poucos anos após serem 
>> feitas, redundam em expressivos fracassos para os consumidores de 
>> seus serviços e para a própria economia nacional.
>>
>> O futuro deste país, na inexorabilidade do processo histórico, 
>> mostrará o fracasso do governo de Fernando Henrique Cardoso nos 
>> planos econômico, social e ético.
>>
>> Alerto, pois, através do ilustre representante da ONU em meu país, 
>> para o grave risco de corrosão de nossa estabilidade democrática, por 
>> meio de um processo eleitoral que se anuncia eivado de suspeitas 
>> procedentes e irregularidades comprovadas.
>>
>> Julgo, a meu critério e de ponderáveis setores da opinião pública 
>> nacional, que a Organização das Nações Unidas deve, no mínimo, 
>> avaliar a conveniência de sua presença ostensiva no decorrer do 
>> processo eleitoral brasileiro.
>>
>> Respeitosamente,
>>
>> João Herrmann Neto (Líder do PPS na Câmara dos Deputados)
>>
>> Saiba mais sobre o assunto:
>>
>> Voto em trânsito
>> União de forças: por uma legislação mais eficaz Processo eleitoral e 
>> segurança das urnas eletrônicas: Legislativo X Justiça Eleitoral 
>> Materialização do voto Morre o deputado João Herrmann Neto
>>
>> Technorati Marcas: João Herrmann Neto,urnas eletrônicas,fraude 
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