Ele tinha medo que o Lula fosse roubado em 2002... E hoje o Nelson
Jobim é ministro...

==

Notícia da época:

http://www.mail-archive.com/[email protected]/msg10954.html

[VotoEletronico] PPS pede à ONU observador externo na eleição

Marko Ajadaric
Tue, 10 Sep 2002 15:41:57 -0700


O PPS, partido do presidenciável Ciro Gomes, pediu oficialmente à
Organização das Nações Unidas (ONU) que envie observadores
internacionais para acompanhar a eleição presidencial no Brasil.

A solicitação foi formalizada pelo líder do PPS na Câmara e um dos
coordenadores da campanha de Ciro, deputado João Herrmann (SP). O
parlamentar entregou esta tarde um documento de cinco páginas na sede
da ONU no País, Brasília.

Na carta, Herrmann diz que a democracia no Brasil corre "grave risco".
"O candidato oficial, senador José Serra, patrocinado pela máquina
estatal, comanda um ´estado paralelo´ integrado por forças policiais,
serviços de espionagem e por campanhas verdadeiramente científicas de
destruição da imagem e da biografia de seus adversários", afirma o
deputado no texto.

Herrmann também volta, no documento, a lançar suspeitas sobre o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estaria agindo para beneficiar
Serra, na campanha, ao lembrar que o presidente da corte, ministro
Nelson Jobim, é amigo pessoal do senador tucano.

Lembra que foram encontradas urnas fraudadas em Brasília que dariam
votos a Serra e para e a Joaquim Roriz (PMDB), governado do Distrito
Federal que concorre à reeleição.

Faz menção ainda a discurso do senador José Sarney (PMDB-AP) no início
do ano, em que o ex-presidente da República defende a
ex-presidenciável Roseana Sarney (PFL), então envolvida com
investigações na empresa Lunus. Sarney atribuiu a Serra as ações da
Polícia Federal que tiraram Roseana da disputa sucessória.

(André Barrocal - Gazeta Mercantil Tempo Real)

==

2009/4/17 Francisco José Duarte de Santana <[email protected]>:
> Se essa carta não foi divulgada na época e não foi enviada com cópias para
> instâncias superiores provavelmente ficou arquivada no meio do caminho, pois
> com certeza o esquema da urna é comandado pela CIA. seria bom distribuir
> essa carta por todas as ONGs e instâncias da ONU, inclusive a ONG de Jimmy
> Carter.
>
> F. Santana
>
> 2009/4/16 Fraude Urnas Eletrônicas <[email protected]>
>>
>> Amigos do grupo,
>>
>> Está carta, enviada à ONU em 2002, mostra para onde caminha a democracia
>> brasileira.
>>
>>
>>
>> Sds,
>>
>>      Luciano Melo
>>
>>
>>
>> Boletim Informativo Fraude Urnas Eletrônicas
>>
>> Deputado João Herrmann fez denuncia à ONU acerca do risco de fraude e de
>> manipulação do processo eleitoral brasileiro
>>
>> Posted: 16 Apr 2009 08:00 AM PDT
>>
>> Na reportagem Morre o deputado João Herrmann Neto publicada dia 14 de
>> abril de 2009, comentamos sobre a carta redigida pelo parlamentar, entregue
>> em 2002 ao Residente Representativo da ONU Dr. Valter Franco, pedindo o
>> envio de observadores estrangeiros ao Brasil para acompanhar as eleições
>> presidenciais daquele ano.
>>
>> No artigo de hoje, transcreveremos o inteiro teor da missiva, retirado do
>> site Informe Sergipe.
>>
>> “Na primeira noite
>> Eles se aproximam
>> E colhem uma flor
>> Do nosso jardim
>> E não dizemos nada.
>> Na segunda noite
>> Já não se escondem:
>> Pisam as flores,
>> Matam nosso cão
>> E não dizemos nada.
>> Até que um dia
>> O mais frágil deles
>> Entra sozinho em nossa casa,
>> Rouba-nos a lua e,
>> Conhecendo nosso medo,
>> Arranca-nos a voz da garganta
>> E porque não dissemos nada,
>> Já não podemos dizer nada.” (V. Maiakowski)
>>
>> Sr. Walter Franco (Representante da ONU no Brasil),
>>
>> Na condição de brasileiro, democrata e internacionalista, como deputado
>> federal, líder da bancada de meu partido na Câmara dos Deputados, e de
>> observador da ONU em processos eleitorais nos mais diversos países do mundo,
>> lamento ver-me obrigado a dirigir-me à Organização das Nações Unidas nos
>> termos em que o faço. Atitude que não tomaria, não estivesse o processo
>> democrático em meu país correndo grave risco.
>>
>> Venho buscar guarida para a democracia, como tantas vezes a buscamos – e
>> encontramos – na Justiça de meu país, durante o regime autoritário que
>> enfrentamos de 1964 a 1985. Com pesar, constato que hoje ela já não me traz
>> mais segurança. Entretanto, ainda tenho esperança de que não se torne o
>> cadafalso da democracia, que conquistamos ao preço de muitas vidas e
>> sofrimento.
>>
>> A lisura do processo eleitoral brasileiro, pela primeira vez desde as
>> eleições a bico-de-pena, sistema viciado pela fraude que provocou a
>> revolução de 1930 e o advento do voto secreto, jamais esteve tão ameaçada.
>>
>> O candidato oficial, senador José Serra, patrocinado pela máquina estatal,
>> comanda um “estado paralelo” integrado por forças policiais, serviços de
>> espionagem e por campanhas verdadeiramente científicas de destruição da
>> imagem e da biografia de seus adversários.
>>
>> A justiça eleitoral, presidida por um íntimo amigo seu, integrada,
>> lamentavelmente, por uma maioria de juízes sob os quais a sociedade hoje
>> lança seus olhares de desconfiança mais atentos, tem – para desgosto e
>> vergonha dos democratas de meu país – julgado com dois pesos e duas medidas.
>> Jamais os brasileiros assistiram isso. Sinto confessar: nem na ditadura
>> militar que nos governou.
>>
>> Não custa lembrar que, naquele tempo duro de repressão e arbítrio,
>> tentamos, de todas as maneiras, levar ao conhecimento da humanidade as
>> desgraças que o nosso povo enfrentava. Muitos davam de ombros e explicavam a
>> nossa ação como a de uma esquerda simplesmente derrotada, valendo-se apenas
>> do direito de espernear. Foi preciso que surgissem alguns cadáveres, saídos
>> dos subterrâneos do arbítrio para que nossa posição fosse entendida. Os
>> cadáveres do atentado que se pretende fazer contra a nossa democracia, neste
>> momento, já foram desenterrados.
>>
>> Urnas falsas, previamente programadas e já com votos para o candidato
>> oficialista computados, foram encontradas na periferia da capital da
>> República, o que mereceu destaque, inclusive, da imprensa internacional, e
>> uma inédita representação ao Tribunal Regional Eleitoral firmada por todos
>> os partidos de oposição no Distrito Federal.
>>
>> A sociedade brasileira, mesmo que lentamente, atenta para o fato de sermos
>> a única rande democracia em todo o mundo que “resolveu” utilizar urnas
>> eletrônicas em seus pleitos eleitorais. Sistema esse que não oferece
>> possibilidade de recontagem voto a voto.
>>
>> Ora, se hoje os celebrados “hacker`s” adentram sistemas virtuais
>> sofisticados e teoricamente inexpugnáveis, como os da NASA e do próprio
>> Pentágono, qual a segurança que nós, brasileiros, podemos ter em tal sistema
>> se urnas já são encontradas “grávidas” na periferia pobre de Brasília?
>>
>> No início deste ano, em pronunciamento histórico na tribuna do Senado
>> Federal, o ex-presidente José Sarney, meu adversário político, mas
>> sabidamente um democrata, não só vaticinou o processo eleitoral viciado que
>> agora se revela, como responsabilizou o então ministro da Saúde, o hoje
>> candidato José Serra, pela destruição da candidatura presidencial de sua
>> filha, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney.
>>
>> Na oportunidade, o ex-presidente lembrou os dossiês ameaçadores, os
>> grampos telefônicos, a vigilância compulsiva da vida pessoal e dos passos de
>> todos os adversários, que se transformaram na especialidade de Serra.
>>
>> Esse modus operandi tornou-se tão conhecido que hoje, no meio político e
>> no seio da sociedade, disseminou-se o receio de atender uma simples ligação
>> telefônica e estar sendo bisbilhotado.
>>
>> Um dos jornais mais conceituados de meu país, a Folha de São Paulo, em
>> artigo de seu editor, Otavio Frias Filho, publicado há pouco tempo, chamou a
>> atenção para o “apetite” de José Serra pelo poder. Os que, como eu, o
>> conhecem de longa data, sabem que ele é um homem capaz de qualquer coisa
>> pelo poder. Nosso saudoso ex-presidente Tancredo Neves, instado a nomeá-lo
>> ministro, respondeu que não colocaria pessoas autoritárias em seu governo.
>>
>> Não podemos nós, democratas que defendemos a democracia no Peru ou no
>> Timor Leste, em Kosovo ou na Venezuela, que lutamos pela liberdade em todos
>> os continentes, estar alheios à conspurcação do sistema eleitoral
>> democrático no Brasil, com a entronização de um projeto político aético,
>> concebido por uma máquina político-partidária movida pela corrupção do
>> Estado, ante a complacência e a omissão do senhor presidente Fernando
>> Henrique Cardoso?
>>
>> Denuncio, pois, à Organização das Nações Unidas, a qual tenho servido,
>> quando chamado pelos quatro cantos do mundo, que se busca a entronização em
>> meu país de um regime político semelhante ao que vigiu por décadas no
>> México, sob a batuta do PRI e de um estado corrupto e violento, referendado
>> por “eleições” fraudadas, a que Mario Vargas Llosa chamou “ditadura
>> perfeita”.
>>
>> Denuncio que o jogo democrático em meu pais está comprometido por um
>> sistema onde o capital financeiro, parte da justiça eleitoral, a maioria da
>> grande imprensa, a poderosa máquina estatal e alguns partidos políticos,
>> notadamente o PSDB, se aliaram na tentativa de levar ao poder um homem com
>> claros traços ditatoriais.
>>
>> Denuncio que se prepara uma grande fraude eleitoral a partir do sistema
>> eletrônico de votação.
>>
>> Denuncio que a democracia em meu país corre risco.
>>
>> Não cabe admitir, como querem os áulicos palacianos, que estejamos, ao
>> buscar a guarida da ONU, agredindo a soberania nacional. Esta, entristece-me
>> afirmar com clareza e concretude, porque é de conhecimento de toda a Nação
>> brasileira, foi lançada, há muito, ao pântano dos negócios escusos, das
>> privatizações descabidas, porque danosas ao patrimônio público, da sujeição
>> absoluta aos ditames do capital internacional, notadamente o especulativo,
>> em detrimento dos interesses da sociedade.
>>
>> Tenho, com a responsabilidade de 30 anos de vida publica à serviço de meu
>> povo e da democracia, a exata noção da gravidade deste alerta, desta
>> denúncia, deste chamamento que faço ao fórum onde se congregam as Nações de
>> todo o mundo.
>>
>> Lembro o descompromisso do governo de Fernando Henrique Cardoso para com a
>> liberdade em diversas oportunidades.
>>
>> Lembro de seu empenho contra os governos democráticos de toda a América
>> Latina, além dos governos da França e da Espanha, em levar a OEA, através de
>> pressões ao seu presidente, Senhor César Gaviria, em aceitar o resultado da
>> “re-reeleição” do tirano Alberto Fujimori, do Peru, bancando, sozinho, a
>> maior fraude eleitoral da historia de nosso continente...
>>
>> Lembro de sua solidariedade ao mesmo regime fujimorista, quando gestionou
>> junto à presidenta Mireya Moscoso, do Panamá, pelo asilo político para o
>> facinoroso Vladimiro Montesinos, cérebro da corrupção, do narcotráfico e da
>> tortura na década de Fujimori, hoje cumprindo pena de prisão perpétua em uma
>> cela de segurança máxima na Base Naval de Callao, ao lado de Abmael Guzman,
>> o terrorista do Sendero Luminoso...
>>
>> Lembro de sua relação siamesa com o governo corrupto de Carlos Menem, seu
>> dileto amigo, a quem ajudou em sua reeleição e foi por ele ajudado na sua,
>> até com a manifestação pública do então mandatário argentino nas vésperas
>> das eleições de 1998, quando Fernando Henrique conseguiu, a um alto custo, o
>> seu segundo mandato...
>>
>> Lembro de seu apoio ao regime decadente de Fernando De La Rua, quando o
>> povo entupia a Plaza de Mayo para derrubar um governo que já caia de podre.
>> Lembro que o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Sebastião do Rego
>> Barros, um dos melhores diplomatas brasileiros, foi desautorizado e
>> humilhado quando, um dia antes da queda, declarou à imprensa brasileira que
>> não restava outro caminho ao presidente argentino senão a renúncia...
>>
>> Está formado o caldo de cultura para a entronização de uma “democracia”
>> sem povo nem voto. Está se preparando uma “ditadura perfeita”, sob a capa de
>> eleições que serão fraudadas, num processo eleitoral viciado e vicioso.
>>
>> Não se iluda a Organização das Nações Unidas: o Brasil experimenta os
>> estertores de um governo seriamente avariado pelas denúncias não apuradas de
>> corrupção administrativa em seu seio. Desmoralizado por privatizações a
>> preço vil, direcionadas para interesses de grupos empresariais nem sempre
>> decentes, e que agora, poucos anos após serem feitas, redundam em
>> expressivos fracassos para os consumidores de seus serviços e para a própria
>> economia nacional.
>>
>> O futuro deste país, na inexorabilidade do processo histórico, mostrará o
>> fracasso do governo de Fernando Henrique Cardoso nos planos econômico,
>> social e ético.
>>
>> Alerto, pois, através do ilustre representante da ONU em meu país, para o
>> grave risco de corrosão de nossa estabilidade democrática, por meio de um
>> processo eleitoral que se anuncia eivado de suspeitas procedentes e
>> irregularidades comprovadas.
>>
>> Julgo, a meu critério e de ponderáveis setores da opinião pública
>> nacional, que a Organização das Nações Unidas deve, no mínimo, avaliar a
>> conveniência de sua presença ostensiva no decorrer do processo eleitoral
>> brasileiro.
>>
>> Respeitosamente,
>>
>> João Herrmann Neto (Líder do PPS na Câmara dos Deputados)
>>
>> Saiba mais sobre o assunto:
>>
>> Voto em trânsito
>> União de forças: por uma legislação mais eficaz
>> Processo eleitoral e segurança das urnas eletrônicas: Legislativo X
>> Justiça Eleitoral
>> Materialização do voto
>> Morre o deputado João Herrmann Neto
>>
>> Technorati Marcas: João Herrmann Neto,urnas eletrônicas,fraude
>> eleitoral,ONU,carta
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