Olá,

Aproveitando a noticia que o Regis postou, tenho umas informações 
interessantes sobre o presidente do TSE, min. Carlos Ayres Britto.

Depois de alguns contra-tempos, eu e a adv Maria Aparecida Cortiz fomos 
finalmente recebidos por ele, no dia 28 de abril, para uma rápida audiência.

Não deu tempo de falar tudo o que sabíamos sobre os problemas do voto-e 
no Brasil, mas pudemos entregar uma boa quantidade de textos e 
relatórios, mostrando e justificando porque o voto em papel conferido 
pelo eleitor tem sido adotado em todo o mundo.

O ministro disse que iria ler tudo por si próprio, sem entregar o 
marterial para interpretação de seus assessores técnicos.

Na rápida conversa, deu para falar que as urnas biométricas não vão 
impedir a fraude dos mesários e que a nova tela (com o voto completo) 
que eles vão colocar ao final da votação de cada eleitor nas urnas 
eletrônicas (a tal "materializaçao virtual do voto") é muito bom para o 
eleitor mas não adianta nada em termos de transparência e conferência da 
apuração.

Ao final, descobrimos que o ministro criou um Comitê Multidisciplinar, 
composto por 4 professores universitários para apresentarem um parecer 
sobre o relatório da subcomissão do voto-e da Câmara, que pede o voto 
impresso conferido pelo eleitor.

O Comitê é composto pelos seguintes professores:

1) Antônio Fontes Filho - CenPRA (Campinas)
2) Amândio Ferreira Balcão Filho - CenPRA e INPE (ITA)
3) Mamede Lima-Marques - UnB
4) Ricardo Dahab -  Unicamp

Não me parece que seja um grupo deveras independente, pois foram 
escolhidos a dedo e exclusivamente pelo secretário de informática do TSE.

O prof. Mamede se apresentou na CCJ da Câmara em 2007 e foi meio 
ambíguo. O prof. Dahab é um dos que fizeram o, também ambíguo, relatório 
Unicamp. Os outros dois eu não conheço mas sei que estavam na equipe do 
CenPRA que o TSE contratou em 2008 para fazerem um teste de penetração 
nas urnas cujo resultado (positivo) tem sido mantido secreto.

Eu fiquei com a impressão que o ministro Ayres Britto está começando a 
sentir necessidade de uma opinião externa sobre as urnas-e mas ainda não 
consegue se libertar totalmente da "orientação" dos técnicos de 
informática do TSE.

O comitê deve apresentar seu relatório ainda neste mês de maio.

Vamos aguardar para ver se eles irão seguir o mesmo caminho dos 
especialistas em segurança de dados do resto do mundo, recomendando o 
voto em papel conferido pelo eleitor, ou se eles vão enfrentar estes 
especialistas afirmando que a segurança das urnas dispensa o voto impresso.

[ ]s
   Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP
   www.votoseguro.org
   -----------------
   SEI EM QUEM VOTEI,
   ELES TAMBÉM,
   MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU MEU VOTO


Régis CM escreveu:
> A urna não entra nos objetivos do "choque de transparência" do Ministro 
> Brito...
> 
> ====
> 
> http://www.conjur.com.br/2009-mai-04/presidente-tse-choque-transparencia-eleitoral
> 
> À luz do dia
> 
> 
>   Carlos Britto quer choque de transparência eleitoral
> 
> Por Márcio Chaer 
> <http://www.conjur.com.br/2009-mai-04/presidente-tse-choque-transparencia-eleitoral#autores>
> 
> Quando o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos 
> Ayres Britto, deixar o cargo, em maio do ano que vem, deixará para seu 
> sucessor a tarefa de implementar as regras mais avançadas que o Brasil 
> já viu para a escolha do presidente da República, governadores, 
> senadores e deputados.
> 
> Ministro do Supremo Tribunal Federal desde 2003, Britto tem um estilo 
> peculiar de subjugar as questões mais técnicas à sua trena humanista. 
> Não é à toa que o ministro reúne todas as suas energias para uma 
> preocupação em especial: impedir que o interesse público seja 
> substituído pelo dinheiro na hora de escolher os administradores 
> públicos e os legisladores do país.
> 
> “Minha meta é garantir o máximo de transparência possível”, afirma 
> Britto. Ele evita antecipar detalhes da Resolução, em fase de discussão, 
> que ele prevê pronta dentro de 18 dias. “O que posso dizer é que estamos 
> pisando em ovos, porque é preciso muita segurança para que cada inovação 
> tenha todo o respaldo técnico e legal para que se sustente.”
> 
> Mas ele não sonega a linha de raciocínio, com um mantra que repete para 
> todas as plateias: “Quem faz doação eleitoral por baixo dos panos, cobra 
> por baixo dos panos. É uma obrigação nossa garantir que as doações sejam 
> feitas à luz do dia e que, em vez de poucos doadores oferecendo grandes 
> quantias, tenhamos muitos doadores de pequenas quantias”.
> 
> A /Folha de S.Paulo/ desse domingo anunciou que o projeto de Resolução 
> prevê regras para barrar a doação oculta, obrigando os partidos a 
> manterem conta bancária exclusiva para repasse a candidatos — o que 
> permitirá relacionar empresa ao político beneficiado. O repórter Rubens 
> Valente informa que, doando aos diretórios partidários, as empresas se 
> livram de vincular seus nomes aos candidatos. Só em 2008, mais de R$ 250 
> milhões transitaram por essa via.
> 
> Só a Camargo Corrêa, no ano passado, injetou R$ 24 milhões nas eleições 
> municipais de São Paulo. Na concepção de Britto, essa avenida escura 
> será iluminada. Os partidos poderão ter que informar o que recebem e de 
> quem recebem na internet, mensal ou trimestralmente.
> 
> Nas discussões do TSE trabalha-se com o ideal de um novo núcleo de 
> auditoria e controle das contas partidárias. Algo que permita ir além do 
> controle formal da contabilidade para avaliar a legitimidade das contas 
> e recibos apresentados. Afinal, de pouco adianta as contas estarem 
> corretas se os recibos não são legítimos.
> 
> Na última sessão do TSE do ano passado, o colegiado já aprovou Resolução 
> que implica a informação ao eleitor de quem é o suplente do senador e os 
> candidatos a vice nas chapas de governadores e presidente, com suas 
> respectivas fotos estampadas na urna eletrônica. Antes, por proposta do 
> próprio ministro Carlos Britto, já se havia determinado a inclusão do 
> nome e foto dos candidatos a vice na eleição municipal. Passos certos em 
> direção à transparência.
> 
> Ainda este ano o Tribunal deve reformatar o formulário eletrônico do 
> pedido de registro de candidatura. Os postulantes deverão declarar 
> detalhadamente seus bens e os fatos relevantes de sua vida pregressa. 
> Além de averiguar a evolução patrimonial, o tribunal quer saber sobre o 
> passivo de processos judiciais. Ainda que a informação não sirva para 
> brecar a candidatura, será útil para a avaliação do eleitor.
> 
> O ministro Carlos Britto tem insistido em que o Judiciário não pode 
> depender da reformulação legislativa para promover as mudanças 
> necessárias. Ele entende que os princípios constitucionais da moralidade 
> e da impessoalidade são auto-aplicáveis. “Vamos projetar um olhar mais 
> contemporâneo, mais arejado para aperfeiçoar nossos costumes”, propõe ele.


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eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
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