A urna de 1996 tinha impressora. Eu ví uma em uma seção eleitoral que já
tinha encerrado.

A impressora estava aberta e os votos em cascata caiam até o chão.

A conclusão que eu tiro é de que houve uma diretriz de avacalhar com a
impressora e esperar alguma reação da sociedade.

Como ninguém se manifestou tiraram a impressora como desnecessária.

Tudo indica que a fraude eleitoral no Brasil evoluiu assim:

1) Fraude garantida pela apuração só ser feita dias depois e as urnas (de
lona) puderem ser transportadas para qualquer lugar sem possibilidade de
fiscalização. Um sindicalista me mostrou como se abria aquelas urnas com um
simples golpe sem ferir o lacre.

2) Proconsult usando uma empresa com esse nome que fazia totalizações mais
rápidas com computador e com informações mais rápidas também pois era uma
criação do SNI. E a divulgação mais rápida ainda pela Globo. Mas esse
sistema tinha um calcanhar de Aquiles: nenhuma entidade pode fornecer
resultados em substituição ao TRE.

3) 1989. Correção do erro da Proconsult. Coloca-se o sistema de totalização
eletrônica dentro do TRE. Assim o diferencial delta fica legalizado. Foi com
essa fraude que destruiram Brizola.

4) Criação da urna eletrõnica com a impressora como manda os princípios para
qualquer tipo de dispositivo que precise de confiança e fidelidade.  Mas
isso ia conturbar o esquema já existente de totalização eletrônica.

5) Testaqm-se então as urnas eletrõnicas em algumas sessões ignorando e
depreciando o uso da impressora. Ninguém reclamou, colou. Tira-se a
impressora.

6) aí vem a reação do grupo do voto seguro.

7) 2001. Aprova-se a volta da impressora. Lei Requião Tuma

8) 2001. Nelson Lobbyn consegue adiar o uso para 2004. 2002 era uma eleição
esstratégica.

9) 2003. Projeto assinado por Azeredo substituindo a impressora por uma
impressora virtual. Revoga-se lei Requião-Tuma.

10) 2004. Impressora virtual recusada pois identificava o voto. Nem eira nem
beira.

11) Adia-se impressora para 2014. Mas até lá surge outra novidade nem que
seja para encobrir o engõdo de que foi vítima a sociedade brasileira.

F. Santana

Em 16 de setembro de 2010 15:43, Augusto Herrmann <[email protected]>escreveu:

> Amilcar,
>
> obrigado pelo retrospecto. Parabéns pela iniciativa de ter apresentado
> o sistema Scantegrity na tentativa de melhorar a confiabilidade do
> processo eleitoral! Houve algum retorno ou sinalização do TSE no
> sentido de adotar, ou mesmo estudar a adoção da tecnologia e dos
> princípios por trás dela? Imagino que não...
>
> Quanto à classificação em gerações das urnas eletrônicas, pelo que
> pude entender, a urna que faz DRE, mas, ao mesmo tempo, imprime o voto
> e permite ao eleitor ver o seu voto impresso é considerada uma urna de
> 2ª geração, certo? Em caso afirmativo, por esse critério, creio que já
> tivemos urnas de 2ª geração no Brasil, antes do projeto de lei do
> Senador Eduardo Azeredo que aboliu o voto impresso, o que as colocou
> de volta na 1ª geração. É isso mesmo?
>
> Saudações,
> Augusto Herrmann
>
> On Sep 16, 1:57 pm, Amilcar Brunazo Filho <[email protected]>
> wrote:
> > Augusto,
> >
> > Em Qua, 2010-09-15 às 11:01 -0700, Augusto Herrmann escreveu:
> >
> > > Talvez vocês já conheçam, mas este é um exemplo de implementação
> > > existente de urna eletrônica auditável independente do software que
> > > foi testada em Maryland, nos Estados Unidos da América.
> >
> > > Maryland Voters Test New Cryptographic Voting System
> > >http://www.wired.com/threatlevel/2009/11/scantegrity
> >
> > > Augusto Herrmann
> >
> > Eu e o prof. Pedro Rezende (da UnB) temos chamado o Scantegrity, este
> > sistema que foi testado em Maryland em 2009, de 3ª geração de máquinas
> > de votar pela seguinte classificação:
> >
> > - 1ª geração - Máquinas DRE onde a confiabilidade do resultado é 100%
> > dependente da confiabilidade do software do próprio equipamento. É o
> > modelo que temos no Brasil.
> >
> > - 2ª geração - Máquinas com registro do voto conferível pelo eleitor e
> > independente do software. São sistemas que permitem a auditoria do
> > resultado por agentes independentes do administrador do processo
> > eleitoral e de uma forma totalmente independente da confiabilidade do
> > software do equipamento. São exemplos desta geração as máquinas DRE com
> > voto impresso usadas na Venezuela desde 2004 e as máquinas votar por
> > escaneamento do voto, como usado em muitos estados dos EUA e na Rússia
> > em 2008
> >
> > - 3ª geração - máquinas de votar que permitem ao próprio eleitor
> > rastrear o destino do seu voto de ponta a ponta (end-to-end, ou E2E),
> > permitindo que comprove que seu voto está no "arquivo de todos os votos"
> > mas sem permitir que o eleitor possa revelar o seu voto. A totalização
> > dos votos, soma dos votos do arquivão, também pode ser feita pelo
> > próprio eleitor usando um software público de código totalmente aberto.
> > O primeiro exemplo de máquinas dessa geração é justamente o Scantegrity.
> >
> > Nós apresentamos o Scantegrity ao TSE formalmente, como uma proposta do
> > PDT, em uma audiência pública em agosto passado.
> >
> > Saudações,
> >
> > Eng. Amilcar Brunazo Filho
> > membro do Comitê Multidisciplinar Independente - CMind
> >
> > O TSE pode fazer mais.
> > Além da APURAÇÃO RÁPIDA DOS VOTOS, que já nos oferece,
> > deveria propiciar uma APURAÇÃO CONFERÍVEL PELA SOCIEDADE CIVIL
> >
> > Conheça o Relatório do CMind
>
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> O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
> autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
> representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E
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> O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
> eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
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