Oi Favinha, Hoje acho que estou divinamente inspirada para lhe responder.
Veja bem (sem ser propaganda de cimento), entendo que em algumas situações da vida, quando não podemos compartilhar os melhores momentos/sentimentos com a pessoa eleita pelo nosso coração, bate uma tristeza, um desânimo, apatia e até mesmo depressão. Contudo somos seres em busca pela eterna satisfação dos sentidos, da obtenção do prazer e realização de desejos os mais variados possíveis. Na grande maioria das vezes imaginamos situações utópicas ou ilusórias e condicionamos nossa felicidade a obtenção daquelas quimeras, daquelas metas que até podem ser alcançadas,e, quando isso aconteçe, a insatisfação volta e traçamos novas metas, novos anseios que trazem as velhas sensações enquanto não são alcançadas. Subestimamos as graças já alcançadas - no seu caso: o prazer de poder desfrutar da sua varanda com a vista maravilhosa dos marecos nadando, da paz e do tempo gasto no ócio e descanso da rede, da saúde para poder aproveitar tudo isso... Então, sabemos que o ser humano é um eterno insatisfeito, que é praticamente impossível ter tudo que imaginamos, então lembre-se de tantas coisas boas que vc pode ter e muitos não; do que vc é capaz de fazer nestes momentos de lazer e relaxamento: ler bons livros, ter idéias para projetos pessoais ou até mesmo em benefício dos menos favorecidos, cultivar novos hábitos como ouvir música, plantar novas espécies e dedicar-se a um trabalho artesanal, conhecer e conversar mais calmamente com as pessoas mais próximas... Quisera eu poder ter esse tempo e esse cenário para meus momentos de recolhimento e lazer. Olhe em volta e agradeça por tudo que já alcançou com seu trabalho, saúde e dedicação e acima de tudo com a permissão de Deus que lhe possibilitou tudo isso obter. Não entregue-se a tristeza. Exulte, glorifique, agradeça e deseje. Lançe seu desejo para o universo, peça por ele e aguarde. O universo ( e o Sr. dele, por trás de tudo isso) irá conspirar a seu favor. Espero ter ajudado de alguma forma. Quanto a visita, no momento não vejo possibilidade para tal. Quem sabe numa outra oportunidade... Fique em paz e tenha uma boa semana. Abs, Crys Em 29/11/07, Mane Fava <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > Adorável Cristina, > > A senhorita como sempre escrevendo divinamente bem, mostrando sua > sensibilidade e inteligência. > No presente momento estou precisando muito, não da inteligencia, mas, da > sensibilidade, da presença aqui comigo, na minha varanda, desfrutando da > minha rede, olhando meu laguinho cheio de marrecos de Pequim, tomando, quem > sabe, um vinho, porque aqui no brejo faz frio de noite, mesmo no verão. > Tenho estado triste últimamente, pois não é que apesar da minha > experiência de vida, deixei-me enredar, justamente, nos meandros do amor, > que de uma hora pra outra transformou-se em profunda melancolia e numa > inquietante saudade, que não quer parar e insiste em me maltratar, sem > arredar um segundo sequer. > Quem sabe, a boa companhia de uma pessoa gente boa, agradável, pudesse ser > o grande curativo, para pelo menos arrefecer essa angústia, e faríamos disso > uma troca de satisfações mútuas. Quem sabe? > Pense nisso e saiba que estou aqui sempre, na mesma granjola, no mesmo > lugar. > > Beijo (permisso) > > Mfava > Campina Sempre Grande > > > Em 29/11/07, Ana Cristina Cavalcanti Tinôco <[EMAIL PROTECTED]> > escreveu: > > > > > > Bom, como sou uma alminha boa, que fica melhor depois de uma elogio do > > Sr. Favinha, então dou minha contribuição para a ressureição do Beco. > > > > Abaixo, em primeiríssima mão, a última crônica escrita com base no ENE - > > Encontro Natalense de Escritores. > > > > > > > > > > > > > > > > * COMEÇAR PELO FIM > > * > > > > * * > > > > * * > > > > Como o próprio título sugere, este foi o último parágrafo > > que escrevi, apesar de estar usando-o agora, na esperançosa tentativa de > > melhor compreender, e transcrever, o surpreso e novo raciocínio que passei a > > ter sobre a assertiva acima. > > > > "Começar pelo fim" foi um conselho proferido por Ruy Guerra durante o II > > ENE -Encontro Natalense de Escritores. É a maneira por ele tida como mais > > eficaz para escrever um texto literário. Ruy é cineasta e dirigiu filmes > > notáveis como "Os Fuzis","Kuarup","Ópera do Malandro", "Estorvo", "Erendira" > > e "Veneno da Madrugada", estes últimos obras de Gabriel Garcia Márquez, de > > quem é amigo pessoal. É escritor e compositor ao lado de ícones da MPB como > > Edu Lobo e Chico Buarque. > > > > A referida frase, usada como recomendação para dar fluidez a um texto > > foi citada sem deixar de reconhecer sua autoria em Edgar Allan Poe, que a > > utilizou num ensaio descritivo sobre o seu famoso poema "The Raven" > > afirmando que a melhor maneira de escrever um poema é iniciá-lo pelo final. > > > > Começar pelo final pode se configurar como uma opção que oferece > > múltiplas possibilidades de desenvolvimento. Aplicável para inícios que > > tiveram meio e finais difíceis, não seria, entretanto, um recomeço, posto > > que não haveria repetição das ações já comprovadamente falhas; seria antes > > uma reinvenção, um novo olhar sob um outro prisma. É uma máxima facilmente > > adaptável a muitas situações em nossa vida fragmentária, classificável, > > empacotada, quando a relatividade dos valores, sentimentos, percepções pode > > passar a adquirir novas significações de acordo com mudanças > > circunstanciais. > > > > Verdades simples e absurdamente desconhecidas podem ser captadas em > > momentos como esses, de troca de conhecimentos. E dentre as novas verdades > > trazidas por Ruy Guerra, o enaltecimento à maturidade (para não usar a > > melancólica palavra "velhice") e seus inerentes frutos tais como a > > diminuição da audição, visão, memória, entre outras habilidades > > comprovadamente limitadas pelos que já adentraram as faixas dos 60/70 anos, > > foi o que mais chamou a atenção. Sua leitura própria e positiva sobre o tema > > foi mais específica no tocante à perda parcial da memória. Relatou Ruy que o > > que poderia ser considerado negativo - pelo prejuízo do esquecimento - pode > > ser usado como artifício para se reinventar a própria história de vida > > partindo do final no qual nos encontramos e recriando um novo início e meio, > > desta feita até mesmo mais feliz, haja vista poder ser criado ao bel prazer. > > > > > > Como podemos perceber, a criatividade aliada à coragem dos que ousam > > fugir aos padrões pré-estabelecidos, ao normal e aceito como verdade > > absoluta, é uma nova arma não só para a composição de textos bem > > estruturados como para o combate à mesmice, ao lugar comum. Uma oportunidade > > para reescrever e revalorizar a própria história de vida. Começar pelo fim é > > viver com esperança em dias melhores. É não repetir fórmulas equivocadas e > > receitas simplórias. É acender a chama do desejo pelo novo, do anseio pelo > > desconhecido, da saudável instigação e curiosidade que nos motiva a viver > > com mais prazer. > > > > > > > > > > > > Natal, 28 de novembro de 2007 > > > > Ana Cristina Cavalcanti > > > > [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]> > > > > > > > > > > -- > > Crys > > > > . > > > > > > > -- > Mfava > Campina Sempre Grande. > > > -- Crys
