RUY CASTRO
De volta à sala de aula
RIO DE JANEIRO - O historiador e diplomata Alberto da Costa e Silva deu, como
sempre, uma ótima entrevista, esta para a repórter Mariana Filgueiras, no
"Jornal do Brasil", em que fala de quatro atividades essenciais que
praticávamos na sala de aula e que, pelo visto, a escola brasileira abandonou.
Uma, a leitura em voz alta. Um aluno lia alto e os outros o acompanhavam no
mesmo texto, em silêncio. Depois se revezavam. "Quem lê em voz alta toma gosto
pela leitura", diz ele. "Ler alto ensina a virgular, ensina as respirações da
fala." Outra, o ditado. "Ele educa o ouvido", observa Da Costa e Silva, além de
exigir do aluno o conhecimento da palavra e da estrutura da frase, a destreza e
a clareza caligráficas. Quantas crianças no Brasil de hoje serão capazes de
tomar um ditado sem cometer grossas batatadas com seus garranchos?
Uma terceira, a cópia. O simples ato de copiar um texto estimula a concentração
para a grafia, os acentos e a pontuação. Não que os garotos não estejam
entregando trabalhos baseados em textos que copiam liberalmente da internet
-mas a cópia na sala de aula é outra coisa. Ali é que, diante do professor, a
onça bebe água. E, por fim, a redação -ou composição, como se chamava, baseada
na observação de objetos. "A composição estimula os sentidos. A criança aprende
a pôr no papel, com palavras, o que vê", diz Alberto. "A descrição de quadros
de natureza-morta, por exemplo, é essencial." Ou a visita ao zoológico, diria
eu, ou à fábrica de sorvete.
Alguém dirá que o próprio conceito de sala de aula mudou e que o importante
agora é enchê-la de computadores. Mas a mecânica elementar do conhecimento em
nossos meninos terá se sofisticado a esse ponto? Por enquanto, o que estamos
produzindo são crianças que marcam xis no chute em testes de múltipla escolha.
---------- Início da mensagem original -----------
De: [email protected]
Para: [email protected]
Cc:
Data: Mon, 7 Jan 2008 19:53:17 -0300 (ART)
Assunto: Re: [becodalama] Deu na revista Piauí
> obrigado maurílio.
>
> Maurílio Eugênio escreveu: O cara apenas aportuguesou a pronúncia, o que é o
> correto.
> O Brasil talvez seja o único país que não fala as palavras estrangeiras com o
> sotaque próprio. Em Portugal, por exemplo, o príncipe Charles é Príncipe
> Carlos. Na França, nem se fala, que é o país com a maior consciência
> nacionalista entre todos.
> Portanto, spleen é splim mermo e acabou.
> Esnobismo à parte...
>
> E vosmicê, caro Serrão, não respondeu a todas as minhas perguntas, nem disse
> se quer ou não saber a historinha sobre P. Macedo...
>
>
> augustolula escreveu:
> Meu querido Serrão o correto é Spleen e não splim.
>
> ---------- Início da mensagem original -----------
>
> De: [email protected]
> Para: [email protected]
> Cc:
> Data: Sat, 5 Jan 2008 15:02:10 -0300 (ART)
> Assunto: Re: [becodalama] Deu na revista Piauí
>
> > o melhor do colunismo social esta no livro de franklin jorge ( o splim de
> > natal). leia a entrevista de J. pifanio.
> > o colunista, sei não.
> >
> >
> >
> > Maurílio Eugênio escreveu:
> > Serrão, seu bloque está porreta!
> >
> > Passei hoje na tua loja sobraçando (como diz Osvaldorf) variadas e
> > volumosas preciosidades literárias - outras não tão literárias assim - para
> > negociarmos, porém vossa iridescente presença não se encontrava fisicamente
> > presente.
> > Mesmo com a porta cerrada pude perceber a tua aura e a de Sandrinha
> > sobrepostas harmoniosamente por entre as frestas do cartaz do Sebo
> > Paraupaba levemente iluminado pela luz do sol neste sábado devagar,
> > pós-festejos do Ano Novo.
> >
> > Vagabunda! Você é uma va-ga-bun-da! O autor da crítica mordaz era um dos
> > decanos do colunismo local. A vítima dos ataques, uma sua colega de
> > profissão, Eliana Lima, que acabava de ser contratada, a peso de ouro, para
> > dar expediente no mesmo jornal...
> >
> >
> > Mas quem foi, Serrão, afinal, o colunista q chamou Eliana Lima de
> > vagabunda? Foi Paulo Macedo?
> > Por favor, F. Serrão, me mate essa curiosidade!
> > Por falar nesse célebre jornalista que tem horror que se lhe perguntem a
> > idade, eu sei uma história porreta sobre ele - se vc quiser eu conto.
> >
> > PS: Tu num abre aos sábados não, é!?
> > Enfim, um bom weekend pra vocês.
> >
> >
> > Franklin Serrão escreveu: O cidadão aí merece ser repórter da Caras, da
> > Bravo ou da Papangu (brincadeirinha, rssss). Alexandro, como é que o cara
> > elege Fernada Tavares o pináculo mais célebre da tribo potiguar e esquece
> > Marina Elali de Julin?
> >
> > p.s. celebridade é Cascudo que já foi até dinheiro.
> >
> > Alexandro Gurgel escreveu:
> > Caviar, champanhe e Ministério Público
> >
> > João Moreira Salles
> >
> >
> > Natal, capital do Rio Grande do Norte, não é exatamente um celeiro de
> > celebridades. Com exceção da top model Fernanda Tavares, a fama dos
> > personagens nativos corre na faixa que vai da Paraíba ao Ceará. Mas, se o
> > nordestino é um forte, o colunista social potiguar é um hércules. A pobreza
> > da lavra não o impede de suar o rosto nas minas exíguas do jornalismo de
> > sociedade. O ouro é pouco; a concorrência, imensa. Espalhados por jornais,
> > rádios e tevês, o contingente de colunistas potiguares é forte de cerca de
> > noventa almas...................
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > .
> >
> >
> >
> > ---------------------------------
> > Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para
> > armazenamento!
> >
> >
> >
> >
> > ---------------------------------
> > Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para
> > armazenamento!
>
>
>
>
>
>
> ---------------------------------
> Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para
> armazenamento!
>
>
>
>
> ---------------------------------
> Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para
> armazenamento!