uma editora que grafa ' incólome'?
Afe maria, até quem trabaia cum letra comete essas cousas. afe dinovo!

Orf

2008/8/1 Ørf <[EMAIL PROTECTED]>

> *Ia mandar o link da musica, piada obvia, mas el googlador ensandecido
> achou cousa - e louza - mejor.
>
> beso, querida miminha e lhe vejo hoje?
>
> Orf
>
>
>
> Paulo César de Araújo:
> Eu não sou cachorro não
> *
> Record
>
> consulte o preço à TFM <http://www.tfm-online.de/>
>
>   ------------------------------
> Em EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO, o historiador carioca Paulo César de Araújo
> redime os cantores chamados de cafonas — ou bregas —, que no período entre
> 1968 e 1978 estavam no topo do mercado fonográfico nacional. O autor mostra
> como Odair José, Agnaldo Timóteo, Nelson Ned e Benito Di Paula, odiados por
> supostamente colaborar com a ditadura, foram tão ou mais perseguidos pelo
> regime militar que cantores de esquerda.
>
> Artistas considerados bregas sempre apareceram no topo da lista de mais
> vendidos. Veiculados nas rádios, freqüentavam os programas de auditório, mas
> não receberam o devido respeito e espaço em livros e teses, pois
> freqüentemente eram associados à ditadura militar. O historiador carioca
> Paulo César de Araújo preenche essa lacuna na historiografia da música
> popular brasileira e mostra como as figuras mais demonizadas por aderirem à
> cultura oficial durante os anos de chumbo, na verdade, foram tão ou mais
> perseguidas pelo regime quanto os artistas de esquerda. »A produção musical
> brega (ou cafona) faz parte da realidade cultural brasileira, tanto quanto o
> tropicalismo e a bossa nova e merece ser analisada«, argumenta o autor.
>
> EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO aborda três aspectos do papel de resistência
> desempenhado por esses artistas. Em primeiro lugar, Paulo César de Araújo
> analisa como muitas das letras trazem a denúncia ao autoritarismo e à
> segregação social. A música O divórcio, de Luiz Ayrão, por exemplo, – que, a
> princípio, se chamava Treze anos –pode ser lida tanto como um desabafo de um
> homem infeliz quanto como um basta ao regime militar. O autor compara a
> produção musical dentro do contexto histórico, dando especial atenção ao
> AI5. Paulo lembra, também, que a maioria desses cantores vivenciou o
> trabalho infantil: Nelson Ned e Agnaldo Timóteo foram engraxates. Paulo
> Sérgio, alfaiate.
>
> O livro traz, ainda, diversas curiosidades do universo musical cafona. São
> histórias que só agora chegam a público. Como a vez em que Odair José teve a
> música A primeira noite – que fala da primeira experiência sexual de um
> garoto – censurada e, para escapar ao veto, apenas trocou o título. Noite de
> desejos passou incólome pelas autoridades. Aliás, Odair José era campeão de
> vetos da censura federal. Sua música Pare de tomar a pílula foi proibida de
> ser executada nas rádios brasileiras e em toda a América latina. Mas ele não
> foi o único. Fernando Mendes teve seu Tributo a Carlinhos (o menino
> Carlinhos desapareceu sem deixar traços na década de 1960, num caso policial
> célebre e não resolvido até hoje) proibido já que poderia ser interpretado
> como referência aos presos políticos.
>
> Máximas de Waldik Soriano – A mulher é como a música. A música serve para
> limpar a alma, a mulher para limpar a casa –   também estão presentes em EU
> NÃO SOU CACHORRO, NÃO. Assim como situações que beiram a tragicomicidade:
> Nelson Ned passava por baixo da roleta de ônibus por não ter dinheiro para
> pagar a passagem. »Isso não era difícil para mim«, brinca o cantor. Essas
> histórias resgatam artistas que, entre as décadas de 1968 e 1978, se
> destacaram no cenário artístico nacional. »Embora esquecida, nossa música
> popular cafona permanece guardada em estruturas de comunicação informais«,
> explica Paulo César.
>
> Atire a primeira pedra quem nunca cantarolou uma letra de música popular
> cafona. Apesar de gosto duvidoso, as melodias fazem parte do patrimônio
> afetivo de milhares de brasileiros. Músicas como Eu não sou cachorro, não,
> Pare de tomar a pílula e Cadeira de rodas fazem parte do repertório de um
> Brasil dos excluídos, um país mergulhado na ditadura militar e sacudido
> tanto por marchas moralistas de apoio à família, à propriedade e à Igreja
> quanto pela guerrilha urbana.
>
> (informação da editora)
>
> *Paulo César de Araújo*, baiano de Vitória da Conquista, é jornalista,
> historiador e mestre em Memória Social. Trabalha como professor de História
> no ensino fundamental e médio da rede pública do Estado do Rio de Janeiro.
>
>
>
>
>
> 2008/8/1 Yasmine <[EMAIL PROTECTED]>
>
>   *CLIQUE NO LINK ABAIXO E FAÇA O TESTE PRA SABER QUE TIPO DE CACHORRO VC
>> É...*
>>
>>   http://www.segs.com.br/teste-cao.htm
>>  p.s: tô repassando
>>  
>>
>
>

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