O Paulo César de Araújo conta no livro “em não sou cachorro não” que a 
inspiração de Waldick para escrever a letra de “Eu não sou cachorro não” 
aconteceu em Natal. Vinha o Waldick de Recife para fazer um show aqui e o avião 
atrasou. Estava em Parnamirim esperando o homem que somente se vestia de preto 
e nunca tirava os óculos escuros o dono do Supermercado São Cristóvão, agora 
não me vem o nome dele. Depois de longa espera, chega o avião com o Waldick. 
João Santana, lembrei, depois da longa espera, disse para o Waldick: “eu não 
sou cachorro não para esperar tanto”. Na hora, Waldick disse: “isso é letra de 
música”. E assim foi. 

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      De: [email protected]
    Para: [email protected]
      Cc: 
    Data: Thu, 4 Sep 2008 14:53:46 -0300
 Assunto: Re: [becodalama] Cachorro

> Lex,maravilha de blog....ja está entre os favoritos
> valeu mesmo...
> Yasmine
> 
> 2008/9/4 Yasmine <[EMAIL PROTECTED]>
> 
> >  querido Waldick...eu gostava d+
> >
> > Cantor Waldick Soriano morre no Rio aos 75 anos
> >
> > da *Folha Online*
> >
> > O cantor baiano Waldick Soriano morreu, aos 75 anos, nesta quinta-feira, às
> > 5h35, no Instituto Nacional do Câncer (Inca), em Vila Isabel, zona norte do
> > Rio.
> >
> > Ele estava 
> > internado<http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u441030.shtml>na
> >  Unidade de Cuidados Paliativos do Inca desde o dia 31 de agosto. O músico
> > lutava contra o câncer de próstata, descoberto há cerca de dois anos.
> >
> >
> >   Ana Ottoni/Folha Imagem [image: Texto: O cantor Waldick Soriano posa
> > para foto, com copo na mão, no Bar Boemia, em São Paulo (SP). A atriz e
> > diretora Patrícia Pillar produz o novo show, o mais recente CD e um
> > documentário sobre a trajetória do cantor. (São Paulo (SP), 18.08.2007. Foto
> > de Ana Ottoni/Folha Imagem)] Waldick Soriano lutava contra o câncer; ele
> > estava internado desde 31 de agosto
> >
> > Soriano foi submetido ao tratamento até maio deste ano, quando os médicos
> > consideraram que não havia mais como tratar a doença e o transferiram para a
> > equipe de cuidados paliativos, que chegou a fazer visitas à casa do cantor,
> > na Ilha do Governador, zona norte do Rio.
> >
> > Waldick 
> > Soriano<http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u441262.shtml>nasceu
> >  em Caetité, cidade do interior da Bahia, em 13 de maio de 1933. Ele é
> > considerado um ícone da música brega --ou música romântica, como costumava
> > dizer-- e compôs cerca de 700 canções. O auge da sua carreira foi nos anos
> > 60 e 70, quando suas músicas alcançavam as paradas de sucesso das rádios.
> >
> > No ano passado, o cantor foi tema do documentário "Waldick, Sempre no Meu
> > Coração", dirigido pela atriz Patrícia Pillar, que abordou a carreira e a
> > vida íntima do artista no filme. Também em 2007, foram lançados pela Som
> > Livre os CD e DVD "Waldick Soriano - Ao Vivo".
> >
> > O corpo do cantor deve ser sepultado no cemitério São Francisco Xavier, no
> > Caju, na região portuária do Rio. A administração do cemitério informou que
> > o horário ainda não foi marcado pela família do cantor.
> >
> >
> > 2008/9/4 Alex de Souza <[EMAIL PROTECTED]>
> >
> >    só lembrando q hj foi um dia triste pra cachorro.
> >>
> >> http://bregapuro.blogspot.com/
> >>
> >> Lex
> >>
> >> 2008/8/1 Ørf <[EMAIL PROTECTED]>
> >>
> >>>    ixxo seria dito por esse povinho que gosta de injetar tóchico, os
> >>> tais maconheiros...
> >>> Eu que sou dos legais (e dos ilegais também, rss, afinal nem tudo que é
> >>> ilegal é anormal)
> >>> sorvo mais um gole do meu uisque(Jameson, em sonho, irlandês de 70 irreal
> >>> no miduei, drury's na reality comprado na bodega de Séo Bento fiado na
> >>> caderneta) e sorrio com a sabedoria do meu amigo Lex:
> >>>
> >>> Eita caba bom de texto, num é que nem me passou o trocadalho atriz?
> >>>
> >>> Orf
> >>>
> >>> 2008/8/1 Alex de Souza <[EMAIL PROTECTED]>
> >>>
> >>>    o mais certo seria: in colomy
> >>>>
> >>>> Lex
> >>>>
> >>>> 2008/8/1 Yasmine <[EMAIL PROTECTED]>
> >>>>
> >>>>>
> >>>>>
> >>>>> acho que sim,adoro a voz sensual do querido Cabrito.
> >>>>> p.s: curto pra caramba Waldick ,sem brincadeira...rs
> >>>>> beijo Orf!
> >>>>>
> >>>>>
> >>>>>  2008/8/1 Ørf <[EMAIL PROTECTED]>
> >>>>>
> >>>>>>        *Ia mandar o link da musica, piada obvia, mas el googlador
> >>>>>> ensandecido achou cousa - e louza - mejor.
> >>>>>>
> >>>>>> beso, querida miminha e lhe vejo hoje?
> >>>>>>
> >>>>>> Orf
> >>>>>>
> >>>>>>
> >>>>>>
> >>>>>> Paulo César de Araújo:
> >>>>>> Eu não sou cachorro não
> >>>>>> *
> >>>>>> Record
> >>>>>>
> >>>>>> consulte o preço à TFM <http://www.tfm-online.de/>
> >>>>>>
> >>>>>>    ------------------------------
> >>>>>> Em EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO, o historiador carioca Paulo César de
> >>>>>> Araújo redime os cantores chamados de cafonas - ou bregas -, que no 
> >>>>>> período
> >>>>>> entre 1968 e 1978 estavam no topo do mercado fonográfico nacional. O 
> >>>>>> autor
> >>>>>> mostra como Odair José, Agnaldo Timóteo, Nelson Ned e Benito Di Paula,
> >>>>>> odiados por supostamente colaborar com a ditadura, foram tão ou mais
> >>>>>> perseguidos pelo regime militar que cantores de esquerda.
> >>>>>>
> >>>>>> Artistas considerados bregas sempre apareceram no topo da lista de
> >>>>>> mais vendidos. Veiculados nas rádios, freqüentavam os programas de
> >>>>>> auditório, mas não receberam o devido respeito e espaço em livros e 
> >>>>>> teses,
> >>>>>> pois freqüentemente eram associados à ditadura militar. O historiador
> >>>>>> carioca Paulo César de Araújo preenche essa lacuna na historiografia da
> >>>>>> música popular brasileira e mostra como as figuras mais demonizadas por
> >>>>>> aderirem à cultura oficial durante os anos de chumbo, na verdade, 
> >>>>>> foram tão
> >>>>>> ou mais perseguidas pelo regime quanto os artistas de esquerda. »A 
> >>>>>> produção
> >>>>>> musical brega (ou cafona) faz parte da realidade cultural brasileira, 
> >>>>>> tanto
> >>>>>> quanto o tropicalismo e a bossa nova e merece ser analisada«, 
> >>>>>> argumenta o
> >>>>>> autor.
> >>>>>>
> >>>>>> EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO aborda três aspectos do papel de resistência
> >>>>>> desempenhado por esses artistas. Em primeiro lugar, Paulo César de 
> >>>>>> Araújo
> >>>>>> analisa como muitas das letras trazem a denúncia ao autoritarismo e à
> >>>>>> segregação social. A música O divórcio, de Luiz Ayrão, por exemplo, - 
> >>>>>> que, a
> >>>>>> princípio, se chamava Treze anos -pode ser lida tanto como um desabafo 
> >>>>>> de um
> >>>>>> homem infeliz quanto como um basta ao regime militar. O autor compara a
> >>>>>> produção musical dentro do contexto histórico, dando especial atenção 
> >>>>>> ao
> >>>>>> AI5. Paulo lembra, também, que a maioria desses cantores vivenciou o
> >>>>>> trabalho infantil: Nelson Ned e Agnaldo Timóteo foram engraxates. Paulo
> >>>>>> Sérgio, alfaiate.
> >>>>>>
> >>>>>> O livro traz, ainda, diversas curiosidades do universo musical cafona.
> >>>>>> São histórias que só agora chegam a público. Como a vez em que Odair 
> >>>>>> José
> >>>>>> teve a música A primeira noite - que fala da primeira experiência 
> >>>>>> sexual de
> >>>>>> um garoto - censurada e, para escapar ao veto, apenas trocou o título. 
> >>>>>> Noite
> >>>>>> de desejos passou incólome pelas autoridades. Aliás, Odair José era 
> >>>>>> campeão
> >>>>>> de vetos da censura federal. Sua música Pare de tomar a pílula foi 
> >>>>>> proibida
> >>>>>> de ser executada nas rádios brasileiras e em toda a América latina. 
> >>>>>> Mas ele
> >>>>>> não foi o único. Fernando Mendes teve seu Tributo a Carlinhos (o menino
> >>>>>> Carlinhos desapareceu sem deixar traços na década de 1960, num caso 
> >>>>>> policial
> >>>>>> célebre e não resolvido até hoje) proibido já que poderia ser 
> >>>>>> interpretado
> >>>>>> como referência aos presos políticos.
> >>>>>>
> >>>>>> Máximas de Waldik Soriano - A mulher é como a música. A música serve
> >>>>>> para limpar a alma, a mulher para limpar a casa -   também estão 
> >>>>>> presentes
> >>>>>> em EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO. Assim como situações que beiram a
> >>>>>> tragicomicidade: Nelson Ned passava por baixo da roleta de ônibus por 
> >>>>>> não
> >>>>>> ter dinheiro para pagar a passagem. »Isso não era difícil para mim«, 
> >>>>>> brinca
> >>>>>> o cantor. Essas histórias resgatam artistas que, entre as décadas de 
> >>>>>> 1968 e
> >>>>>> 1978, se destacaram no cenário artístico nacional. »Embora esquecida, 
> >>>>>> nossa
> >>>>>> música popular cafona permanece guardada em estruturas de comunicação
> >>>>>> informais«, explica Paulo César.
> >>>>>>
> >>>>>> Atire a primeira pedra quem nunca cantarolou uma letra de música
> >>>>>> popular cafona. Apesar de gosto duvidoso, as melodias fazem parte do
> >>>>>> patrimônio afetivo de milhares de brasileiros. Músicas como Eu não sou
> >>>>>> cachorro, não, Pare de tomar a pílula e Cadeira de rodas fazem parte do
> >>>>>> repertório de um Brasil dos excluídos, um país mergulhado na ditadura
> >>>>>> militar e sacudido tanto por marchas moralistas de apoio à família, à
> >>>>>> propriedade e à Igreja quanto pela guerrilha urbana.
> >>>>>>
> >>>>>> (informação da editora)
> >>>>>>
> >>>>>>  *Paulo César de Araújo*, baiano de Vitória da Conquista, é
> >>>>>> jornalista, historiador e mestre em Memória Social. Trabalha como 
> >>>>>> professor
> >>>>>> de História no ensino fundamental e médio da rede pública do Estado do 
> >>>>>> Rio
> >>>>>> de Janeiro.
> >>>>>>
> >>>>>>
> >>>>>>
> >>>>>>
> >>>>>>
> >>>>>> 2008/8/1 Yasmine <[EMAIL PROTECTED]>
> >>>>>>
> >>>>>>>    *CLIQUE NO LINK ABAIXO E FAÇA O TESTE PRA SABER QUE TIPO DE
> >>>>>>> CACHORRO VC É...*
> >>>>>>>
> >>>>>>>   http://www.segs.com.br/teste-cao.htm
> >>>>>>> p.s: tô repassando
> >>>>>>>
> >>>>>>
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> >>>>>
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