Wow! :) Primeiro, não falem levianamente da caixa de pandora
(Mikrotik), mas SIM de quem a abre! Segundo, eu gosto da caixa de
pandora (escreveu, num leu, o pau comeu). E finalmente, não me agrada
a idéia do software me dizer o que eu posso e o que eu não posso fazer
(característica típica do IOS da CISCO que não permite configurações
conflitantes entre si no mesmo dispositivo).

Se a Mikrotik contribui ou não pra essa demência técnica generalizada
da Internet não é importante. A minha preocupação é com quem paga e
quem paga não quer saber se o troço é naturalmente colaborativo. Pior
do que a expectativa desconexa da realidade que muitos usuários finais
têm da Internet é a completa irresponsabilidade do poder político em
promover serviços de missão crítica com base em tal infraestrutura.

Eu tenho demasiado zêlo pela maneira como desenhei, implementei e
opero a rede, prevendo o máximo possível do crescimento e tecnologias
futuras. De maneira alguma ficaria abatido se meu nome fosse
publicamente avistado como causador de alguma irregularidade na rede
global, muito pelo contrário, quando mais cedo aparecerem as críticas
mais rápido vou me adaptar em favorecimento do grupo. Embora nem
sempre os negócios sigam o mesmo caminho.

Isso tudo ainda se restringe à esfera do "bom funcionamento técnico"
do troço colaborativo que é a Internet. Se abordarmos todas as
questões que a segurança exige (no sentido técnico de polícia) a
discussão ficará interminável (hackers devem adorar o espaço latino).

Quando a conectividade é interrompida e o problema é local me parece
fácil resolver e nada mais justo que sejam apuradas as
responsabilidades locais do caso. Mas quando o problema é extra-AS, me
parece que as responsabilidades se perdem no jurídico quanto mais
tecnicamente se aprofunda o caso. É por isso que ainda não filtrei
nada mais óbvio que RFC1918 e os bogons (parciais ainda) do CYMRU.
Como o colega disse, não é nem prudente face tal irresponsabilidade
(no sentido de ignorância) técnica.

Assim como alegar ignorância (demência) não inocenta (o AS), também é
irresponsável (não garante o que vende ou não vende o que garante?).
Então, embora funcione assim, a qualidade afunda como diariamente
vemos, confere? Me parece inescapável uma possível segregação de redes
(as boas e as ruins). Nas ruins vc geralmente não filtra nada,
consequentemente será instável e insegura (a grande massa que paga
pouco). Nas boas vc filtra tudo e só deixa passar o que interessa,
consequentemente será estável, segura, monitorada, contingenciada, etc
etc etc (pequenos grandes pagadores).


[]s
Ozelo
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