Bem, talvez alguns não concordem mas na minha opinião o que realmente impede uma adoção maior de LISP em novos projetos é (pelo menos aqui no Brasil) essa "nova geração" de desenvolvedores. Eles já se formam com o cérebro moldado de tal maneira que eles só desenvolvem um projeto se tiverem uma IDE em que tudo pode ser resolvido com cliques do mouse, se estiverem no Windows e se o BD for um SQL Server rodando localmente.
Na empresa em que trabalho, o desenvolvimento é feito principalmente em delphi(pois é...) e temos um *enorme* problema quando precisamos contratar gente nova - se você colocar 10 candidatos na frente do micro, todos irão lhe entregar uma aplicação GUI no mínimo razoável, mas se você colocar os mesmos 10 candidatos analisando o fonte *que eles mesmos criaram* fora da IDE, eles se perdem. "Mudou a cor da grama, o burro morre de fome". E eu não estou me referindo apenas a iniciantes recém-formados: programadores com 3, 5 anos de experiência também já passaram por nós... A partir do próximo ano(ou do final deste) iniciaremos um novo projeto(o qual eu estarei liderando) e ao contrário da pressão de muitos, ele não vai ser nem em delphi nem em java. Será feito em D. Originalmente, eu havia considerado CL, mas fui forçado a recuar pelos seguintes motivos: - MS Windows. CLISP não tem suporte a multi-threading em Windows e as outras implementações(ex: SBCL) não rodam ou ainda tem um port em fase inicial para Windows. Infelizmente a maioria dos clientes roda Windows e isso não vai mudar tão cedo. - Medo de parênteses. Há quem diga que código LISP é ilegível por causa dos parênteses, mas ninguém se sente mal quando vê atrocidades como essa em Java: obj.addNonSenseListener(WhatheverFactory.getSomething().toListener()).setFooMode(FooGenerationFactory.getFactory().getBar().thisIsAReallyLongNameForAMethod()); - Experiência. Não conheço pessoalmente *nenhum* desenvolvedor LISP. Muitos da minha empresa sequer já ouviram falar de lisp... ou seja, a mão de obra dificulta as coisas também... Acabei escolhendo D porque é algo novo, tem vários recursos interessantes que também tenho em CL(pena q nao tem macros mas... ninguem tem...) e sua sintaxe é parecida com C/C++ o que fez MUITA diferença na hora de convencer o pessoal... Quem sabe um dia, se essa "experiência" com "linguagens malucas"[1] der certo, talvez eu consiga fazer um projeto comercial em CL... [1] malucas significa "que não sejam Delphi, nem Java, nem C#". Em 6 de agosto de 2010 19:01, Gustavo <[email protected]> escreveu: > 2010/8/6 Mario Domenech Goulart <[email protected]> >> >> Alô pessoal >> >> http://article.gmane.org/gmane.comp.java.clojure.user/34269 > > *clap clap clap clap clap* :) > > > Em 6 de agosto de 2010 14:44, Jeronimo Pellegrini <[email protected]> > escreveu: >> >> Eu estou em uma posição relativamente privilegiada por poder escolher a >> linguagem que uso em meus projetos, mas a cooperação que terei de outros >> depende muito dessa escolha também. > > Como eu, que sou matemático e programo apenas por hobby ;) > >> >> Dito isto, concordo também com o Kenny Tilton: os Lispers deveriam estar >> escrevendo *aplicações em Lisp*! (Uma vez ele admitiu também que >> escrever bibliotecas ajuda, mas o principal, que traria atenção à >> linguagem, são aplicações) >> > E o que nós estamos esperando? :P > > Brincadeiras à parte, eu acho que Lisp tem muitas bibliotecas, não poucas. > Existem muitos projetos de prestígio e literalmente grandes em Common Lisp: > Weblocks, Elephant, Maxima, SBCL entre outros que eu não conheço muito bem. > Uma coisa que falta é modernizar o CL: ele tem muitas ferramentas boas, é > muito flexível, mas falta programadores para usar essa flexibilidade e > "alongar" o CL, introduzir novos conceitos, ideias e ferramentas. > Principalmente para estender o CL em si. Nesse sentido, o CLforJava (que é > uma implementação que ainda está dentro do ovo) tem algumas ideias novas que > valem a pena serem consideradas. > > Também falta uma certa união. Em geral os projetos são escritos por uma só > pessoa, sem receber muita ajuda. É que é fácil escrever uma biblioteca em > Lisp então uma pessoa dá conta do recado, mas uma ajuda aqui e ali é muito > benéfica, essencial muitas vezes. Uma das coisas que eu faço em termos de > programação em Lisp é incorporar pequenas mudanças num projeto aqui, outra > mudança num projeto ali, e por aí vai. > > Bom, a solução é bem simples. Gosta de Lisp? Então use ;) > > -- > You received this message because you are subscribed to the Google Groups > "Lisp-br" group. > To post to this group, send email to [email protected]. > To unsubscribe from this group, send email to > [email protected]. > For more options, visit this group at > http://groups.google.com/group/lisp-br?hl=en. > -- Rafael Ibraim Oracle Database SQL Expert [email protected] -- You received this message because you are subscribed to the Google Groups "Lisp-br" group. To post to this group, send email to [email protected]. To unsubscribe from this group, send email to [email protected]. For more options, visit this group at http://groups.google.com/group/lisp-br?hl=en.
