Tenho acompanhado a discussão e concordo com praticamente tudo que o Rafael escreveu. Com excecoes, ainda bem, temos visto uma queda no nivel dos novos profissionais no mercado. Converso com amigos, professores de boas universidades, e todos reclamam de uma queda no nivel dos alunos, reclamam tambem da diminuicao na procura de cursos na area de computacao. Acho que tenho conseguido alguns resultados interessantes. Trabalho em um projeto de desenvolvimento utilizando tecnologias WEB (html5, css e javascript) e C++. Recentemente precisamos colocar uma nova funcionalidade no sistema. Fiz o prototipo do novo modulo em CL (Clozure). Como e bem comum quando CL e razoavelmente bem utilizada, a implementacao ficou pequena, limpa, elegante e muito, muito estavel. A equipe comecou a fazer testes com o novo modulo. Conclusao, o prototipo esta sendo aprimorado e decidimos colocar mais CL no projeto. A molecada ta impressionada com o CL. Demorou um pouco, mas quando conseguiram entender a ideia das macros ficaram perguntando se isto era muito novo, kkkkkkk. Chato foi explicar que era mais velho que eles.
2010/8/7 Rafael Ibraim <[email protected]>: > Bem, talvez alguns não concordem mas na minha opinião o que realmente > impede uma adoção maior de LISP em novos projetos é (pelo menos aqui > no Brasil) essa "nova geração" de desenvolvedores. Eles já se formam > com o cérebro moldado de tal maneira que eles só desenvolvem um > projeto se tiverem uma IDE em que tudo pode ser resolvido com cliques > do mouse, se estiverem no Windows e se o BD for um SQL Server rodando > localmente. > > Na empresa em que trabalho, o desenvolvimento é feito principalmente > em delphi(pois é...) e temos um *enorme* problema quando precisamos > contratar gente nova - se você colocar 10 candidatos na frente do > micro, todos irão lhe entregar uma aplicação GUI no mínimo razoável, > mas se você colocar os mesmos 10 candidatos analisando o fonte *que > eles mesmos criaram* fora da IDE, eles se perdem. "Mudou a cor da > grama, o burro morre de fome". > > E eu não estou me referindo apenas a iniciantes recém-formados: > programadores com 3, 5 anos de experiência também já passaram por > nós... > > A partir do próximo ano(ou do final deste) iniciaremos um novo > projeto(o qual eu estarei liderando) e ao contrário da pressão de > muitos, ele não vai ser nem em delphi nem em java. Será feito em D. > Originalmente, eu havia considerado CL, mas fui forçado a recuar pelos > seguintes motivos: > > - MS Windows. CLISP não tem suporte a multi-threading em Windows e as > outras implementações(ex: SBCL) não rodam ou ainda tem um port em fase > inicial para Windows. Infelizmente a maioria dos clientes roda Windows > e isso não vai mudar tão cedo. Rafael, tenho utilizado o Clozure (OpenMcl) no Windows com bons resultados. O problema que enfrentamos no Windows e que temos duas "versoes" do Clozure: 32 bits e 64 bits. Caso seu windows for de 32 bits ele nao rodara a versao 64 bits e vice-versa. > - Medo de parênteses. Há quem diga que código LISP é ilegível por > causa dos parênteses, mas ninguém se sente mal quando vê atrocidades > como essa em Java: > obj.addNonSenseListener(WhatheverFactory.getSomething().toListener()).setFooMode(FooGenerationFactory.getFactory().getBar().thisIsAReallyLongNameForAMethod()); Minha equipe tambem estava apresentado resistencia com relacao a sintaxe, mas a estabilidade e a agilidade do ciclo de desenvolvimento impressionaram tao positivamente que tenho escutado "comentarios" cada vez mais raramente. > - Experiência. Não conheço pessoalmente *nenhum* desenvolvedor LISP. > Muitos da minha empresa sequer já ouviram falar de lisp... ou seja, a > mão de obra dificulta as coisas também... > > Acabei escolhendo D porque é algo novo, tem vários recursos > interessantes que também tenho em CL(pena q nao tem macros mas... > ninguem tem...) e sua sintaxe é parecida com C/C++ o que fez MUITA > diferença na hora de convencer o pessoal... > > Quem sabe um dia, se essa "experiência" com "linguagens malucas"[1] > der certo, talvez eu consiga fazer um projeto comercial em CL... > > [1] malucas significa "que não sejam Delphi, nem Java, nem C#". > > Em 6 de agosto de 2010 19:01, Gustavo <[email protected]> escreveu: >> 2010/8/6 Mario Domenech Goulart <[email protected]> >>> >>> Alô pessoal >>> >>> http://article.gmane.org/gmane.comp.java.clojure.user/34269 >> >> *clap clap clap clap clap* :) >> >> >> Em 6 de agosto de 2010 14:44, Jeronimo Pellegrini <[email protected]> >> escreveu: >>> >>> Eu estou em uma posição relativamente privilegiada por poder escolher a >>> linguagem que uso em meus projetos, mas a cooperação que terei de outros >>> depende muito dessa escolha também. >> >> Como eu, que sou matemático e programo apenas por hobby ;) >> >>> >>> Dito isto, concordo também com o Kenny Tilton: os Lispers deveriam estar >>> escrevendo *aplicações em Lisp*! (Uma vez ele admitiu também que >>> escrever bibliotecas ajuda, mas o principal, que traria atenção à >>> linguagem, são aplicações) >>> >> E o que nós estamos esperando? :P >> >> Brincadeiras à parte, eu acho que Lisp tem muitas bibliotecas, não poucas. >> Existem muitos projetos de prestígio e literalmente grandes em Common Lisp: >> Weblocks, Elephant, Maxima, SBCL entre outros que eu não conheço muito bem. >> Uma coisa que falta é modernizar o CL: ele tem muitas ferramentas boas, é >> muito flexível, mas falta programadores para usar essa flexibilidade e >> "alongar" o CL, introduzir novos conceitos, ideias e ferramentas. >> Principalmente para estender o CL em si. Nesse sentido, o CLforJava (que é >> uma implementação que ainda está dentro do ovo) tem algumas ideias novas que >> valem a pena serem consideradas. >> >> Também falta uma certa união. Em geral os projetos são escritos por uma só >> pessoa, sem receber muita ajuda. É que é fácil escrever uma biblioteca em >> Lisp então uma pessoa dá conta do recado, mas uma ajuda aqui e ali é muito >> benéfica, essencial muitas vezes. Uma das coisas que eu faço em termos de >> programação em Lisp é incorporar pequenas mudanças num projeto aqui, outra >> mudança num projeto ali, e por aí vai. >> >> Bom, a solução é bem simples. Gosta de Lisp? Então use ;) >> >> -- >> You received this message because you are subscribed to the Google Groups >> "Lisp-br" group. >> To post to this group, send email to [email protected]. >> To unsubscribe from this group, send email to >> [email protected]. >> For more options, visit this group at >> http://groups.google.com/group/lisp-br?hl=en. >> > > > > -- > Rafael Ibraim > Oracle Database SQL Expert > [email protected] > > -- > You received this message because you are subscribed to the Google Groups > "Lisp-br" group. > To post to this group, send email to [email protected]. > To unsubscribe from this group, send email to > [email protected]. > For more options, visit this group at > http://groups.google.com/group/lisp-br?hl=en. > > Acho que precisamos mostrar o que pensamos pra mais gente, "Quem nao e visto, nao e lembrado", e uma frase que bem mostra esta realidade. Antigamente escutavamos que ninguem era demitido por contratar IBM. Hoje temos algo parecido, a escolha de linguagens como Delphi, Java e C# para alguns projetos nao fere ninguem por falhas em projetos. No maioria da vezes nos, admiradores de Lisp, ficamos exaltando a "magica" da linguagem, mas temos pouca dedicacao em ensinar e "fazer dar certo". Atenciosamente, Trumae -- You received this message because you are subscribed to the Google Groups "Lisp-br" group. To post to this group, send email to [email protected]. To unsubscribe from this group, send email to [email protected]. For more options, visit this group at http://groups.google.com/group/lisp-br?hl=en.
