> PA + regra \omega de Shoenfield prova todas as verdades aritméticas, e só
> elas (e a regra \omega de Shoenfield é quaaaaase construtiva, no sentido
> lato do termo).

É, e podemos inclusive jogar fora, neste novo sistema, a regra
primitiva da indução matemática...

Mas até que ponto a introdução da regra ômega não atrapalha a
"axiomatizabilidade" do sistema, no sentido usual do termo?

Sei que há alguns trabalhos sobre "caracterizações finitas" da regra
ômega e sobre a exploração daquilo que há de "construtivo" nesta
regra, mas não conheço detalhes.  (Alternativamente, há também alguns
trabalhos do Feferman e do Kreisel sobre "princípios de reflexão" que
permitiriam a construção de sistemas equivalentes ao sistema descrito
acima, construindo progressões transfinitas de teorias.)  Alguém pode
oferecer aqui algum insight sobre como estas coisas funcionam, em
poucas palavras?

> Tem jeito, sim, de reduzir áreas da matemática a sistemas formais, sem
> incompletude.

A afirmação de que "descobrimos com Gödel que a verdade matemática não
pode ser totalmente reduzida à verdade lógica" foi de fato um pouco
imprecisa, mas também não houve qualquer menção nesta afirmação à
"incompletude" (ou, mais precisamente, "incompletabilidade", no
sentido mostrado por Gödel)...  Os resultados de incompletude
continuam valendo, claro, para um significado bastante preciso de
"sistema axiomático", correto?

JM

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