Oi João e lista,
2008/9/17 Joao Marcos <[EMAIL PROTECTED]> > > Artigo discute critérios de avaliação científica > > Seção: Comunicados / Imprensa UNIFESP/SPDM. > > Enviada por: LUIZ CARLOS LOPES > > Data: 05/09/2008 às 16:35h > > > > Em artigo recentemente publicado, Eduardo Katchburian, docente do > > Departamento de Morfologia e Genética da Unifesp critica a ditadura das > > avaliações sobre a produção científica que privilegiam as publicações em > > língua inglesa e utilizam critérios puramente numéricos, como a > quantidade > > de citações, ou fatores de impacto das revistas e jornais para qualificar > os > > trabalhos. > > > > O conteúdo completo do texto pode ser acessado no endereço: > > > http://dgi.unifesp.br/si/publish_or_perish_a_provocation_by_e_katchburian.pdf > > É estranho que ele tenha se dado ao trabalho de publicar o texto em > inglês... Mas mais estranho ainda que ele não se envergonhe de Não tem tanto a ver, mas aproveito e cito um trecho de um artigo de Rubem Alves ( http://www.fm.usp.br/tutores/bom/bompt41.php ): Artigos, como os ovos, podem ser contados e computados nas colunas certas dos relatórios. As revistas internacionais indexadas são os ninhos acreditados. Não basta botar ovos. É preciso botá-los nos ninhos acreditados. São os ninhos internacionais, em língua estrangeira, que dão aos ovos a sua dignidade e valor. A comunidade dos produtores de artigos científicos não fala o português. Fala inglês. Resultado da pressão "publish or perish", bote ovos ou sua cabeça será cortada, a docência termina por perder o sentido. Quem, numa universidade, só ensina, não vale nada. Os alunos passam a ser trambolhos para os pesquisadores: estes, ao invés de se dedicarem à tarefa institucionalmente significativa de botar ovos, são obrigados pela presença de alunos a "gastar" o seu tempo numa tarefa irrelevante: ensino não pode ser quantificado (quem disser que o ensino se mede pelo número de horas/aula é um idiota). > > criticar o "índice h" (http://en.wikipedia.org/wiki/H-index) sem > sequer se dar ao trabalho de tentar compreender como ele é calculado! O prof. Eduardo já está (formalmente) aposentado... Mas ainda é pesquisador CNPq (ver http://lattes.cnpq.br/1503427333364378 ). > > > Achei engraçado ele citar o exemplo do Mendel, que morreu com "grau de > impacto zero". Hoje o monge das ervilhas recessivas é visto como um > herói lá em Brno, enquanto que a casa em que Gödel nasceu e cresceu, > na mesma cidade, é quase impossível de se encontrar. Isto prova > alguma coisa? Prova que não é só no Brasil que "ciência molhada ou que dá choque" (como diz o Walter) é mais valorizada do que as outras... > > > Também acho que meus trabalhos não são lidos como eu gostaria, e > também gostaria de ser mais amado. Mas não consegui entender qual a > *proposta* do ensaio do Katchburian. Ou será que ele só queria > publicar mais um artigo? Bem, como o título diz, o objetivo foi provocar. Parece que ele conseguiu. O artigo foi bastante discutido em duas listas para a qual reenviei (e eu mesmo recebi na lista da Sbc). A propósito, uma dessas listas é a bolsa_produtividade, onde estamos discutindo o sistema de avaliação da produção científica no Brasil. Um manifesto será divulgado em breve. Quem tiver interesse em participar das discussões o endereço do grupo é: http://groups.google.com/group/bolsa_produtividade Adolfo ========================================== Adolfo Neto Departamento Acadêmico de Informática Universidade Tecnológica Federal do Paraná Fone: (41) 3310-4644 / Fax: (41) 3310-4646 Web: http://www.dainf.ct.utfpr.edu.br/~adolfo Blog: http://professoradolfo.blogspot.com ==========================================
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