Mas essas disciplinas não estão separadas. A matemática é a linguagem que a
física utiliza para expressar seus conceitos. Assim como a física, a
biologia e a química se complementam para explicar a natureza. Elas são
divididas para falicitar o estudo e compreensão. Em ciência, saber o método
é fudamental, por isso, Popper tem razão ao dizer que a ciência precisa ser
empírica. Cada vez mais, se investiga a metodologia para formular as
conclusões, os conceitos e chegar as leis. Por isso, se questiona Astrologia
como ciência (que hoje se aproxima muito do exoterismo, não como era
utilizada pelos orientais na antiguidade) e outras doutrinas e
conhecimentos, como o Criacionismo ou a Homeopatia. Assim, para se
reconhecer ciência é necessário mostrar o método e sua reprodutibilidade,
bem como, o rigor da metodologia aplicada. Como disse alguém: a melhor
pergunta científica é a respondível, ou seja, através dos experimentos.

Em 30 de janeiro de 2010 16:04, Francisco Antonio Doria <[email protected]
> escreveu:

> Tem outro problema: as ciências não são bem delimitadas. Onde termina a
> matemática e começa a física? Como separar a ecologia das populações das
> experiências em química com processos de reação-difusão (tipo p.e.
> Byeluzov-Jabotinski?) - ou similares? Testes experimentais da teoria dos
> jogos, em economia e psicologia?
>
> Complicado dizer onde termina a matemática e começam outras disciplinas...
>
> 2010/1/30 Decio Krause <[email protected]>
>
> Excelente ponto, Doria. Belo exemplo.
>> D.
>>
>> ________________________________
>> Decio Krause
>> Departamento de Filosofia
>> Universidade Federal de Santa Catarina
>> 88040-990 Florianópolis, SC -- Brasil
>> [email protected]
>> www.cfh.ufsc.br/~dkrause <http://www.cfh.ufsc.br/%7Edkrause>
>> ________________________________
>> *Doctor Bell say we’re connected,*
>> *He called me on the phone,*
>> *But if we’re really together baby,*
>> *How can I feel so all alone?*
>> (Bell's Theorem Blues)
>>
>> Em 30/01/2010, às 15:27, Francisco Antonio Doria escreveu:
>>
>> Azar do Popper... Acaba de chutar pra lata de lixo, junto, Einstein,
>> Witten, Tegmark, Michael Freedman, Sam Donaldson...
>>
>> Tem que ter uma caracterização sensata, Julio. Vou dar um exemplo de
>> enunciado tautológico matemático:
>>
>> Dada uma variedade R^4 com a topologia produto induzida da reta, então
>> existe um continuum de estruturas diferenciáveis para tal variedade, não
>> mutuamente difeomorfas, e compatíveis com a topologia produto de R^4 visto
>> como variedade topológica.
>>
>> (Se isso é uma tautologia, no sentido quoridiano do termo, minha vó era
>> bicicleta...)
>>
>> A gente tem que dar caracterizações minimamente razoáveis, Julio. Dizer
>> que a matemática não é ciência não ajuda em nada - porque ela o é, queira-o
>> Popper ou não, até porque a prova do resultado acima exige resultados de
>> ***física***, das teorias de gauge.
>>
>> Na prática, a teoria é outra.
>>
>> 2010/1/30 Julio Fontana <[email protected]>
>>
>>>  Doria,
>>>
>>> Segundo Popper "ciência" é ciência empírica. Deve haver controle empírico
>>> das teorias. Todos os enunciados matemáticos são tautológicos, portanto, não
>>> são ciência.
>>>
>>> Antes de discutir se a matemática é ciência ou não, ô senhor deve apontar
>>> qual o significado está dando ao termo.
>>>
>>> E mesmo assim, diz John Searle:
>>>
>>> "Se pudesse, dispensaria alegremente esta palavra. 'Ciência' tornou-se um
>>> termo honorífico e todos os tipos de disciplinas que são completamente
>>> dessemelhantes da Física e da Química de boa vontade se denominam a si
>>> mesmas 'Ciências'. Uma boa regra empírica a reter na mente é que tudo aquilo
>>> que se chama 'Ciência' provavelmente não o é - por exemplo, ciência cristã,
>>> ou ciência militar e, possivelmente, também ciência cognitiva ou ciência
>>> social." [*Minds, Brains and Science*]
>>>
>>> Julio Fontana
>>> Bacharel em Filosofia pela PUC-Rio
>>> Especialização em cultura clássica greco-latina.
>>>
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O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão
absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem
uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o
que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega
a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando,
confusos, a perfeição. God bless you!!! Josué. Viste também:
http://keepoutbox.blogspot.com
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