Outro problema que tem é que o conjunto das máquinas polinomiais varia, de
teoria em teoria. E ele usa um construtivismo radical, baseado em máquinas
polinomiais.

2011/9/29 Francisco Antonio Doria <[email protected]>

> Sim! No caso do Kunen, o algoritmo é todo primitivo recursivo, exceto numa
> passagem que corresponde à indução transfinita. E que é simplesmente o uso
> de uma função não p.r. Muito interessante.
>
>
> 2011/9/29 Rodrigo Freire <[email protected]>
>
>> Obrigado, mas a análise não é só minha. O Terence Tao já viu isso antes, e
>> eu identifiquei o problema junto com um colega (que já escreveu para o
>> Nelson).
>>
>> Não conheço especificamente o algoritmo do Kunen, mas conheço outro
>> algoritmo para a mesma coisa (a consistência de Peano).
>> Esses algoritmos não são primitivos recursivos.
>>
>> Mas tudo bem, não importa. A afirmação do Nelson não é que alguma teoria T
>> não prova que uma função primitiva recursiva é total. Isso de fato existe,
>> teorias mais fracas que PRA.  A afirmação do Nelson é que superexponenciação
>> não é total, e não apenas que alguma teoria não prova isso. É essa afirmação
>> mais forte que não sei o que quer dizer.
>>
>> A propósito, para localizar bem o erro do Nelson no livro:
>>
>> página 37, linha 8 de baixo para cima. O que segue sobre o \mu está
>> errado. Em particular, está errado que \mu >= l_1, que seria a contradição.
>>
>>
>> Abraço
>> Rodrigo
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>> 2011/9/28 Francisco Antonio Doria <[email protected]>
>>
>>> Gostei da tua análise; te cumprimento por ela, mas tem um ponto de que
>>> discordo:
>>>
>>>  *não acho que exista a mais remota possibilidade de
>>> Nelson ter provado o que ele afirma, que alguma função primitiva
>>> recursiva
>>> não é total. Afinal, o que faz o algoritmo que calcula a função em termos
>>> dos valores anteriores? *
>>>
>>> O que a gente vê intuitivamente, nesse caso ou em casos similares, não é
>>> necessariamente o que se prova. Vc conhece o algoritmo de Kunen para provar
>>> Paris-Harrington? A gente vê que o algoritmo converge, mas PA não...
>>>
>>> 2011/9/28 Rodrigo Freire <[email protected]>
>>>
>>>>  Li, junto com um colega, uma parte do manuscrito do Nelson.
>>>> Identificamos o
>>>> erro que o Terence Tao apontou: no livro ocorre na página 37 na parte de
>>>> aritmetização do teorema de Chaitin e da prova de Kritchman e Raz.
>>>>
>>>> O problema é que a cada subteoria de Q* corresponde um l diferente na
>>>> aritmetização do teorema de Chaitin, e o Nelson está usando sempre o
>>>> mesmo l
>>>> da teoria Q*.
>>>>
>>>> A descrição de Nelson da sua construção na seção "The plan" usa apenas
>>>> resultados conhecidos de lógica e generalidades de teoria da
>>>> complexidade.
>>>> Ele poderia tentar mostrar como fica a construção se substituir PRA por
>>>> ZFC
>>>> e Q por PA, o que facilitaria bastante a codificação. Afinal, é um
>>>> corolário
>>>> do que ele propõe (e um corolário bem mais modesto) que ZFC provaria que
>>>> PA
>>>> é inconsistente. Ele tenta usar o fato que Q* prova a consistência de
>>>> suas
>>>> subteorias finitas para tentar tirar alguma inconsistência. PA e ZFC
>>>> provam
>>>> que suas subteorias finitas são consistentes, a construção parece não
>>>> ter
>>>> nada de especial em relação a Q*. Além disso ele usa que PRA prova a
>>>> consistência de Q. Claro que ZFC também prova a consistencia de PA. Acho
>>>> que
>>>> seria útil ver nesse caso "modesto" como fica a prova.
>>>>
>>>> Para deixar bem claro, não acho que exista a mais remota possibilidade
>>>> de
>>>> Nelson ter provado o que ele afirma, que alguma função primitiva
>>>> recursiva
>>>> não é total. Afinal, o que faz o algoritmo que calcula a função em
>>>> termos
>>>> dos valores anteriores? Essa afirmação não me parece inteligível.
>>>>
>>>> Obs: Vi que o Nelson escreveu na lista fom, supostamente respondendo o
>>>> comentário do Terence Tao. Não acho que ele tenha respondido
>>>> satisfatoriamente. Parece que o  Terence Tao não se expressou muito bem
>>>> falando de "complexidade da teoria", o que Nelson diz que não está
>>>> definido.
>>>> No entanto, parece claro que Tao se referia ao l que é um para cada
>>>> teoria.
>>>>
>>>> Abraço
>>>> Rodrigo
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