Penso nalgo como uma versão fraca da regra omega de Shoenfield.

2011/10/1 Claus Akira Horodynski Matsushigue <[email protected]>

> Caro Dória e demais....
>
> Quando se entende porque a Teoria da Computação
> não pode ser bem-expressa em sistemas formais
> (seja PA, ZFC, ou qualquer outro de Fundamentos),
> entende-se imediatamente que um sistema formal
> para tal não pode ter provas finitas.  Não é uma
> questão de gosto ou não.
>
>
> Entretanto, para se propor um sistema formal para
> fundamentar a Teoria da Computação (englobando
> ou não o restante da Matemática ordinária/mainstream,
> este é outro problema!) precisa haver um compromisso
> filosófico com os seus fundamentos.  Não se pode colocar
> uma regra tão forte como o Teorema de Hahn-Banach
> ou CH, e.g..
>
>
> O meu gosto seria continuar mantendo a Metamatemática
> na parte finitária da Matemática.  Por isso é importante se
> analisar o significado de finitário.  Finitário **não** é finito.
> Na verdade significa só ser permitido/autorizado utilizar
> processos finitos (computações!) de construção.
>
>
> Basta perceber que qualquer teoria (razoável) já
> é R.E. e não Rec, menos ainda finita, e.g. PA.
>
>
> O que precisamos é a nós ser possível  verificar
> finitariamente a correteza cada prova de uma
> teoria.  Ora, em toda prova finita, isso sempre é
> possível.  Mas não só!  Esta é a questão!
>
> Uma prova é na verdade uma árvore, que hoje em
> dia pensamos finita.  Verificar a sua correteza é
> verificar se a sua relação filiação/paternidade sempre
> é condizentes com as regras do sistema formal.
>
> Entretanto, também podemos pensar (minha
> sugestão) em árvores infinitas em largura, com
> regras finitárias (mas não finitas), mas todos os
> ramos folha-raiz finitos.  Ou seja, um nó pode ser
> pai de infinitos (enumeráveis) filhos.
>
> Entretanto, precisamos continuar  a verificar a correteza
> da prova de forma finita.  Então esta prova/árvore
> (infinita mas finitária) precisa ser construída por uma
> computação não-determinística (leia-se Máquina de
> Turing) muito bem comportada.  Nós precisamos
> programá-la corretamente de modo a construir a árvore
> da prova, em que, a cada nível da árvore, a relação
> paternidade/filiação da árvore respeite rigorosamente
> a uma regra do sistema formal.
>
> Como verificamos a correteza da prova?  Analisando
> a Máquina de Turing não-determinística (seu algoritmo)
> e provando que ela é correta, ou seja, constroi a árvore
> em que a relação paternidade/filiação sempre respeita
> uma regra de inferência do sistema.
>
> Na Teoria da Computação estamos cansado de
> demonstrar FINITARIAMENTE a correteza de um algoritmo,
> mesmo nos casos em que as possíveis computações são
> infinitas (por ser não-deterministica, ou por conta de um
> parâmetro de entrada).  Note que as possíveis computações
> são infinitas, porém toda computação é sempre finita,
> representada por um ramo folha-raiz na árvore da prova.
>
>
> A regra de inferência finitária estou chamando de omega-Z
> rule.  É uma adaptação recursiva da omega regra de Hilbert.
>
>
> Dá para entender?
>
> Abraços, Claus
>
>
>
>
>
> 2011/10/1 Francisco Antonio Doria <[email protected]>:
> > Tô devendo essa - mais tarde hoje, pode deixar.
> >
> > 2011/10/1 Valeria de Paiva <[email protected]>
> >
> >> Doria,
> >> >muitos fatos simples e intuitivamente claros resultam, na versão
> >> > formal, em sentenças indecidíveis.
> >> Essa 'e certamente a minha impressao, mas seria bom ter alguma coisa
> >> escrita "pra dummies" com o minimo possivel de pre-requisitos formais,
> >> explicando uns tres exemplos do fenomeno.
> >>
> >> eu nao conheco tres. eu costumava ter dois exemplos de resultados que
> >> nao fazem sentido pra mim, agora so' lembro de um: a complexidade de
> >> "typechecking ML programs".
> >>
> >> Mas eu nao concordo com:
> >> >Me parece que a teoria da computação exige algum tipo de regra
> infinitária
> >> na >sua axiomatização
> >> nao me parece que nenhuma regra infinitaria seja necessaria nao. so'
> >> mais investigacao de o que 'e usado aonde.
> >>
> >> Valeria
> >>
> >> 2011/9/30 Francisco Antonio Doria <[email protected]>:
> >> > Muitos dos problemas que têm sido assinalados nessa discussão sobre
> >>  Nelson
> >> > resultam de um fato simples: sistemas axiomáticos como os usuais
> >> > (consistentes, incluem bastante aritmética, possuem um conjunto r.e.
> de
> >> > teoremas, têm por linguagem a lógica clássica) não se prestam à teoria
> da
> >> > computação: muitos fatos simples e intuitivamente claros resultam, na
> >> versão
> >> > formal, em sentenças indecidíveis. Me parece que a teoria da
> computação
> >> > exige algum tipo de regra infinitária na sua axiomatização, se
> desejarmos
> >> > que nossas intuições a respeito se reflitam em teoremas da teoria.
> >> >
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