Ok, Tony,
Não é o caso Daniel, primeiro historicamente. O Rei de Espanha tinha governadores na Holanda, seus Lugares-tenentes, muito tempo antes e não havia essa liberdade ou auto-determinação dos Holandeses enquanto povo. O correto é que a Holanda foi sim um conjunto de territórios da Espanha, verdadeiras províncias espanholas, embora os holandeses não o queiram dizer.
Mas então me diga uma coisa. Nesta época em que o rei da Espanha tinha governadores na Holanda, a própria Holanda já havia alguma vez se reconhecido como unidade? Houve anteriormente a esta época algum rei, governo, unidade administrativa da Holanda ou ela adquiriu pela primeira vez unidade administrativa apenas após a expulsão dos governadores espanhóis? Se for o primeiro caso, então você tem certa razão em afirmar que o caso carrega consigo um problema lógico e eu não te aborreço mais :) Embora eu defenda que esta situação pode também ser tratada como um problema epistemológico. Mas se for o segundo caso, então eu continuo não vendo problema lógico algum. A independência/libertação comemorada seria a inauguração (o batismo, no vocabulário de Kripke) da Holanda.
Ao você insistir que a independência é manter a liberdade que já havia, é o mesmo que, por exemplo, comemorar o aniversário do divórcio sem nunca ter sido casado com ninguém. Se você comemora o aniversário do divórcio, é porque há ex-cônjuge, ainda que você nem queira lembrar-se do nome da pessoa.
Ha, ha! Excelente ponto!! Mas mesmo aqui eu, hipoteticamente um solteirão convicto, posso comemorar o aniversário de minha "independência conjugal" ao ter "resistido" a alguma investida matrimonial que quase me fisgou!!
Abraço, Daniel. _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
