Eu coloquei A&¬A, mas você pode pensar qualquer outra fórmula como
antecedente na implicação de Ban. Por exemplo,
(A implica ¬A) implica Necessário (A implica não ¬A). Você pode colocar uma
variável atômica como antecedente em Ban, ou seja,
p implica Necessário p. Mas, ai você não prova Necessário p, salvo se tiver
p e p implica Necessário p.

Em 3 de janeiro de 2013 22:42, Luis Rosa <[email protected]> escreveu:

> Ok, confundi a regra de necessitação com o axioma de Ban - agora vejo
> isso. A noção de necessidade não é banalizada pela regra da necessitação
> nos sistemas (K - S4).
>
> Fiquei um pouco assustado, porém, com a observação de que, pelo axioma
> Ban, (A & ¬A) implica *L*(A & ¬A). Se o axioma Ban faz parte de qualquer
> sistema, não é o caso que em tal sistema (A & ¬A) também implique ¬*L*(A
> & ¬A)?
>
>
> 2013/1/3 Tony Marmo <[email protected]>
>
>> Entendo a sua dúvida. Você quer saber a diferença entre necessitação e
>> banalização. A ideia de necessitação é uma resposta à questão: que verdades
>> são necessárias? A necessitação diz que em primeiro lugar as verdades da
>> lógica clássica são necessárias. Isto não banaliza a noção de necessidade.
>>
>> A regra de necessitação para os sistemas de Lewis até S4 diz que se A é
>> uma tese da lógica proposicional clássica, então A é uma verdade
>> necessária. Isto é diferente do axioma Ban, que diz A implica Necessário A.
>> Por exemplo, A ou ¬A é uma tese clássica: logo, Necessário(A ou ¬A).
>>
>> Veja agora o caso seguinte: uma contradição não é uma tese da lógica
>> proposicional clássica. PC não deriva A&¬A. Donde, *jamais* a regra de
>> necessitação produzirá Necessário (A&¬A). Mas, pelo axioma Ban, (A&¬A)
>> implicam Necessário (A&¬A).
>>
>> Em 3 de janeiro de 2013 17:31, Luis Rosa <[email protected]> escreveu:
>>
>>> Estou com uma dúvida sobre a relação entre os sistemas modais K e T,
>>> conforme construídos por Hughes e Cresswell em *A New Introduction to
>>> Modal
>>> Logic*. Desconfio que a origem da dúvida seja um mal entendimento que
>>> tenho
>>> sobre a relação entre as regras de derivação e os teoremas de tais
>>> sistemas
>>> (ou sobre a relação entre regras de derivação e teoremas em geral!).
>>>
>>> Explico (onde *'L'* é o operador modal de necessidade, 'É' representa o
>>> condicional material, '→' representa derivação lógica, 'W' representa um
>>> conjunto de mundos possíveis, e 'R' representa relações entre mundos):
>>>
>>> *Sobre o sistema K*.
>>> H&C constróem o sistema K como tendo os dois seguintes axiomas:
>>>
>>> *PC* If *α* is a valid wff of propositional calculus, then *α* is an
>>> axiom.
>>> *K*    *L*(*p* É *q*) É (*L**p* É *L**q*),
>>>
>>> e como tendo as seguintes regras básicas de derivação: a regra da
>>> substituição uniforme de sub-fórmulas dentro de uma fórmula, o modus
>>> ponens, e a regra da necessitação:
>>>
>>> *N*  *⊢* *α*  → *⊢* *L**α*
>>>
>>> *Sobre o sistema T*.
>>> H&C constróem o sistema T como sendo o sistema que resulta da adição do
>>> seguinte teorema ao sistema K:
>>>
>>> *T*  *Lp *É* p*,
>>>
>>> de tal modo que T = K + *T*.
>>>
>>> O axioma *T* é válido em todos os frames <W,R> em que R é uma relação
>>> reflexiva (de tal modo que, para todo *w **∈ *W, *w*R*w*). Informalmente,
>>> diz-se então que T é um sistema em que todos os mundos enxergam a si
>>> mesmos.
>>>
>>> Agora vem a minha dúvida colocada de modo preciso: H&C observam que
>>>
>>> *p *É *Lp*
>>> *
>>> *
>>> não é um teorema de T, uma vez que é possível construir um frame
>>> reflexivo
>>> em que *p *É *Lp *não é válido em T (em tal frame haveria um mundo em
>>> que *p
>>> * é verdadeiro e que pode enxergar outro mundo em que *p* é falso, onde
>>> cada mundo enxerga a si mesmo). Porém, dado *N* e a regra de derivação
>>> que
>>> chamamos de 'prova condicional', *p *É *Lp *é um teorema de K (ou estou
>>> enganado? what am I missing?).
>>>
>>> Assim, dado que, de modo geral, se S é um sistema modal contendo as
>>> regras
>>> de substituição uniforme, modus ponens e *N*, e se P é um conjunto de
>>> axiomas, dado que S + P denota o sistema obtido a partir da inclusão de
>>> todas as fórmulas em P ao sistema S, então é verdade que todos os
>>> teoremas
>>> de S são também teoremas de S + P. Assim, se T = K + *T*, todos os
>>> teoremas
>>> de K devem ser teoremas de T. Mas *p *É *Lp* é um teorema de K, e os
>>> autores dizem que esse não é um teorema de T. (Acredito que, para o
>>> sistema
>>> T ser como os autores descrevem, em que *p *É *Lp* não é válido, ele não
>>> deveria admitir a regra *N*).
>>>
>>> Alguém pode me ajudar? (peço desculpas pelo tamanho do email - sem
>>> problema
>>> se tiverem preguiça de ler =])
>>> Obrigado, e abraço a todos!
>>>
>>>
>>> --
>>> *Luis Rosa                            *
>>> @fsopho // prof <https://sites.google.com/site/fsopho/> // lattes
>>> <http://lattes.cnpq.br/9235142514779816>
>>> FsOpHo Epistemology Blog <http://fsopho.wordpress.com/>
>>> Blog Distropia <http://distropia.wordpress.com/>
>>> Greek van Peixe - Gamer Rock <http://greekvanpeixe.com/>
>>> _______________________________________________
>>> Logica-l mailing list
>>> [email protected]
>>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>>
>>
>>
>
>
> --
> *Luis Rosa                            *
> @fsopho // prof <https://sites.google.com/site/fsopho/> // lattes
> <http://lattes.cnpq.br/9235142514779816>
> FsOpHo Epistemology Blog <http://fsopho.wordpress.com/>
> Blog Distropia <http://distropia.wordpress.com/>
> Greek van Peixe - Gamer Rock <http://greekvanpeixe.com/>
>
>
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a