Viva, Valeria:

> gostaria de entender melhor o que JM quer dizer com:
>>note com efeito que a regra de substituição uniforme não se aplica ao
>> símbolo de absurdo, como um *conectivo* nulário, tal como se aplica a
>> sentenças atômicas.
>
> da' pra repetir a ideia aqui?

Vou tentar.  A "invariância por substituição" é a propriedade que
permite substituir uniformemente certas sentenças atômicas por
fórmulas quaisquer, mantendo a validade das asserções que já eram
válidas.  Em particular, teoremas e anti-teoremas não "mudam de sinal"
quando trocamos um átomo que neles ocorre por uma fórmula arbitrária.
Um conectivo n-ário que "funcione como um bottom", qualquer que seja o
n, é sempre um conectivo.  Não se aplica substituição sobre ele, sob
pena de mudar os sinais das coisas...

Posso ter respondido (ou tentado responder) a pergunta errada, então
por favor fique à vontade para pedir esclarecimentos mais específicos!

> como eu passei uma boa parte da minha vida dizendo que
> interdefinabilidade entre conectivos e' ruim
> acho que preciso responder a:
>>Por outro lado, não vejo porque deveríamos pensar sempre na negação
> como conectivo *derivado*.  Aliás, isto parece até uma ideia bem
> ruinzinha, do ponto de vista de lógicas não-clássicas em que a
> interdefinibilidade entre conectivos clássicos usualmente se perde
> pelo caminho.
>
> sim, seria bom nao ter a negação como conectivo derivado, mas nao sei como
> escapar disso.

Humm... mudando de Dedução Natural para Cálculo de Sequentes?  Bem,
pode ser de novo que eu não tenha entendido o problema...  De todo
modo, qualquer dificuldade que desvaneça através de uma mera mudança
de formalismo não pode ser dita realmente *robusta*...

Abraços (meus mesmo),
Joao Marcos


> a consideracao maior 'e a consistencia como um todo e a relacao com logica
> classica.
> e' dessa nocao pre-formal de ecumenismo do Prawitz (no festscrift do Luiz
> Carlos)
>  que vem a constraint que negacao 'e derivada, pra mim.
> se eu soubesse (re)construir o edificio inteiro (logica classica e
> intuicionista e suas inter relacoes) sem depender da hipotese de que negacao
> 'e implicacao no absurdo, eu o faria.
> mas pra saber fazer isso, precisaria de reprovar todos os resultados que
> temos com a nocao derivada de negacao.
> isso eu nao sei fazer e nem sei se e' possivel.
>
> abs Prawitzianos,

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