No <https://www.noahpinion.blog/p/the-end-of-the-age-of-heroes> eu
gostei muito do comentário que tem este trecho:

  My Dad, for example, was an anonymous worker for an ultimately
  failing corporation, Yet, consider this: When he was long retired
  and mostly housebound with serious ailments, my brother and I talked
  him into one last short visit to a nearby nature preserve. Where
  several people whispered among themselves before coming over and
  asking reverentially, "Sorry to intrude, but aren't you
  ______________"

  You see, he was known as the authority on identifying birds. LOCAL
  authority. (And of course, only known among the modest percentage of
  people in the area who were into nature.)

  But his remarkable knowledge of bird song and plumage provided him
  with status. And, like so many other particular abilities that
  provide status, technology has since rendered that ability
  irrelevant. Screens keep people inside, and, for those that still
  experience nature, there are apps to identify the birds. And plants.
  And most everything else.

  People need status in the same way that they need love and belonging
  and security and stimulation. And they obtain it by getting a
  reputation for being good at something.

[[]],
  Eduardo...

On Tue, 4 Aug 2026 at 08:53, Márcio Palmares <[email protected]> wrote:
>
> Boa, Samuel Fernando! Xeque-mate.
>
> Li uma crônica muito boa agora...
>
> Algumas passagens brutais:
>
> "Matemáticos após a era dos heróis
>
> Antes de mais nada, gostaria de dizer que não acredito que a IA vá substituir 
> os matemáticos. Às vezes digo que sim, mas é brincadeira. Mesmo que a IA seja 
> capaz de fazer 100% do que os matemáticos fazem hoje, acredito que os 
> matemáticos continuarão a ser empregados, como matemáticos , se assim o 
> desejarem.
>
> A razão é que os matemáticos, como classe profissional, são incrivelmente 
> baratos. A soma total dos salários de todos os matemáticos acadêmicos nos EUA 
> chega a, no máximo, US$ 4 a 5 bilhões. Isso é um erro de arredondamento no 
> nosso PIB — é mais ou menos o que gastamos em pistas de boliche ou doces de 
> Halloween."
>
> Doces de Halloween...
>
> Mais adiante, o autor conclui:
>
> "Assim, os matemáticos ainda poderão ser pagos para fazer matemática. Ainda 
> poderão aprender coisas novas, se divertir e obter respeito da sociedade. A 
> única coisa que realmente lhes faltará é o heroísmo — a consciência de que 
> suas habilidades naturais especiais e raras aliviam um gargalo fundamental 
> para o florescimento humano.
>
> Mas, na verdade, isso não é tão ruim assim. A maioria das pessoas nunca tem a 
> chance de ser herói. Caminhoneiros não têm. Consultores financeiros não têm. 
> Assistentes executivos não têm. Eles precisam encontrar significado 
> simplesmente sendo pessoas comuns — cuidando dos filhos, tendo amigos, 
> cultivando hobbies, participando de organizações cívicas, se envolvendo na 
> política e assim por diante. Não é um destino tão terrível."
>
> Original aqui:
>
> https://www.noahpinion.blog/p/the-end-of-the-age-of-heroes
>
> Abraços,
>
> M.
>
> Em segunda-feira, 3 de agosto de 2026, Samuel Fernando Faria da Silva 
> <[email protected]> escreveu:
>>
>> É muito curioso perceber como matemáticos e pessoas de ciências duras 
>> mantém, lá no fundo, uma auto-percepção de exclusividade de suas áreas de 
>> atuação.
>>
>> Eu gostaria que alguém argumentasse com algum rigor qual o real problema 1. 
>> Científico, 2. Social e material, que teremos com uma IA que prova teoremas.
>>
>> O tom de gravidade do professor Tausk faria sentido se a discussão fosse 
>> entre médicos, por exemplo.
>>
>> E aliás. Sejamos francos e reflexivos. Eu não me surpreendo com uma IA mais 
>> competente que um PhD em lógica ou matemática, eu não me surpreendo taaaanto 
>> assim com a IA fazendo descobertas científicas originais. Pessoalmente me 
>> surpreenderia uma IA que fosse capaz de eliminar a desigualdade social e a 
>> miséria de 150 milhões de crianças menores de cinco anos que sofrem de 
>> atraso no crescimento devido a desnutrição crônica (dados oficiais da OMS e 
>> UNICEF).
>>
>> Então menos, caro professor Tausk, não é um “tsunami”, é só a história 
>> seguindo seu rumo.
>>
>> Forte abraço.
>>
>> Em seg., 3 de ago. de 2026 às 17:45, Márcio Palmares 
>> <[email protected]> escreveu:
>>>
>>> Às vezes eu levo uns dois dias para entender o que uma pessoa falou...
>>>
>>> Acho que perdi o ponto do comentário anterior do Walter. A ficha caiu só 
>>> agora. Depois o Walter me corrige se eu ainda estiver errado...
>>>
>>> É o seguinte: eu mesmo falei que havia algumas "profecias" no artigo do 
>>> Walter de 2021, porque ele foi publicado pouco antes da explosão do uso 
>>> popular dos LLMs. Se não me engano, o ChatGPT se tornou popular a partir de 
>>> 2022.
>>>
>>> Mas não era necessário profetizar, prever ou antever que as máquinas fariam 
>>> matemática relevante em 2021: isto já era um fato. E o artigo lista alguns 
>>> exemplos. Em particular, dá exemplos de uma máquina que produziu 
>>> conjecturas e propostas de novos conceitos em teoria dos números!
>>>
>>> O que o Walter efetivamente previu naquele trabalho foi que a IA poderia 
>>> interferir na agenda da ciência, na infraestrutura atual da produção do 
>>> conhecimento científico, poderia ter impactos negativos para a filosofia da 
>>> matemática e para a filosofia da ciência, etc.
>>>
>>> E isto, infelizmente, parece estar acontecendo mesmo...
>>>
>>> Ontem eu li um comentário do Daniel Victor Tausk (acredito que ele seja 
>>> professor de matemática na USP) no Facebook, em resposta a uma reflexão de 
>>> Fernando Borretti intitulada "Matemathics Without Mathematicians":
>>>
>>> https://borretti.me/article/mathematics-without-mathematicians
>>>
>>> e o Daniel Tausk escreveu o seguinte:
>>>
>>> "Um tsunami está atingindo o mundo da atividade intelectual humana e a 
>>> matemática está na frente de tudo, sendo atingida primeiro.
>>> A maioria das pessoas ainda não entendeu a dimensão do que está 
>>> acontecendo. Enfiaram a cabeça na areia ou estão tentando lidar com o luto. 
>>> A comunidade universitária, em sua maioria, ainda não tem noção de como a 
>>> vida está prestes a mudar.
>>> Escrever um projeto de pesquisa agora é meio como planejar as férias de 
>>> julho estando em janeiro de 2020, com a diferença importante que a pandemia 
>>> era passageira."
>>>
>>> O comentário dele está aqui:
>>> https://www.facebook.com/share/p/1CZsmKJTXT/
>>>
>>> A discussão prosseguiu, e hoje o Daniel Tausk apresentou uma avaliação que 
>>> me pareceu mais grave ainda:
>>> https://www.facebook.com/share/p/1BmXuyArn8/
>>>
>>> Tenho um amigo que é marxista ortodoxo, economista. Ele me explicou que a 
>>> bolha da IA vai estourar daqui a pouco. Para ele, trata-se de um problema 
>>> clássico, já muito conhecido: "nada de novo sob o sol".
>>>
>>> Não tenho tanta certeza.
>>>
>>> Um outro amigo, que terminou o doutorado em matemática há poucos anos e vem 
>>> trabalhando como professor desde então, escreveu que acredita que a 
>>> profissão de professor de matemática está com os dias contados.
>>>
>>> Agora está fazendo falta uma "intelligentsia", como se dizia antigamente:
>>> https://pt.wikipedia.org/wiki/Intelligentsia
>>>
>>> que agarre o boi pelo chifre e oriente a comunidade acadêmica sobre o que 
>>> fazer...
>>>
>>> Deveríamos fundar um partido científico, haha.
>>>
>>> Abraços,
>>>
>>> M.
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>> Em dom., 2 de ago. de 2026 às 14:05, Márcio Palmares 
>>> <[email protected]> escreveu:
>>>>
>>>> Vou fazer uma citação longa aqui, espero ser perdoado por isso:
>>>>
>>>> Abre aspas:
>>>>
>>>> A perfect square is an integer of the form a^2 for some positive integers; 
>>>> the first few perfect squares are: 1, 4, 9, 16, 25, 36, 49. Consider the 
>>>> statements S(n), one for each n > 1:
>>>>
>>>> S(n) : 991×n^2 + 1 is not a perfect square.
>>>>
>>>> It turns out that many of the statements S(n) are true.
>>>>
>>>> In fact, the smallest number n for which S(n) is false is
>>>>
>>>> n = 12, 055, 735, 790, 331, 359, 447, 442, 538, 767
>>>>
>>>> ~ 1.2 × 10^28.
>>>>
>>>> The original problem is a special case of Pell's equation (given a prime 
>>>> p, when are there integers m and n with m^2 = p×n^2 + 1), and there is a 
>>>> way of calculating all possible solutions of it.
>>>>
>>>> In fact, an even more spectacular example of Pell's equation involves the 
>>>> prime p = 1, 000, 099; the smallest n for which 1, 000,099n^2 +1 is a 
>>>> perfect square has 1116 digits.)
>>>>
>>>> The latest scientific estimate of the age of the earth is 20 billion 
>>>> (20,000,000,000) years, or about 7.3 × 10^12 days, a number very much 
>>>> smaller than 1.2 × 10^28, let alone 10^1115.
>>>>
>>>> If, starting on the very first day, mankind had verified statement S(n) on 
>>>> the nth day, then there would be, today, as much evidence of the general 
>>>> truth of these statements as there is that the sun will rise tomorrow 
>>>> morning. And yet some statements S(n) are false!
>>>>
>>>> Fecha aspas.
>>>>
>>>> Esse interessantíssimo exemplo do porquê os matemáticos apreciam tanto 
>>>> demonstrações está no livro do Joseph J. Rotman: "Journey into 
>>>> Mathematics. An Introduction to Proofs" (e reaparece requentado no livro 
>>>> posterior dele "A First Course in Abstract Algebra").
>>>>
>>>> Então, as evidências podem ser massivas, colossais, esmagadoras, e, ainda 
>>>> assim, podem nos levar a conclusões erradas... Isso é perturbador, porque, 
>>>> talvez na maioria das situações simples da vida cotidiana um conjunto 
>>>> esmagador de evidências normalmente leva a conclusões corretas.
>>>>
>>>> Nesse artigo do Walter que discutimos aqui algumas vezes há um experimento 
>>>> mental sugerido, sem bem me lembro, por H. Putnam: considerar um tipo de 
>>>> inteligência baseado em evidência empírica, mais indutivo e menos 
>>>> dedutivo...
>>>>
>>>> A pressuposição aqui, se eu não entendi errado, é a de que os LLMs fazem 
>>>> esse tipo de trabalho inferencial mais probabilístico-indutivo e menos 
>>>> lógico-dedutivo.
>>>>
>>>> Se isto estiver correto, eles acertarão na maioria das vezes, mas errarão 
>>>> em algumas ocasiões.
>>>>
>>>> A questão que permanece contudo é a seguinte: nós também erramos várias 
>>>> vezes. Também damos palpites furados. Também chutamos. Também perseguimos 
>>>> ilusões. Nos apaixonamos por hipóteses furadas pelas quais nutrimos 
>>>> carinho parental (inventei essa bobagem e agora vou me agarrar a ela 
>>>> porque fui eu que fiz!).
>>>>
>>>> Noutras palavras: um interlocutor marciano inferencial-probabilístico 
>>>> ainda seria um bom interlocutor, pois temos mecanismos coletivos para 
>>>> filtrar as sacadas boas e jogar fora as ruins...
>>>>
>>>> Essa parece ser a razão pela qual a profecia do Walter no artigo de 2021 
>>>> parece estar se concretizando (entre outras, como a do Sagan em 1994; Ian 
>>>> Stewart em 1975; Gowers em 2002).
>>>>
>>>> Abraços,
>>>>
>>>> M.
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> Em domingo, 2 de agosto de 2026, Márcio Palmares 
>>>> <[email protected]> escreveu:
>>>>>
>>>>> Oi, Walter, Adolfo, demais colegas...
>>>>>
>>>>> Pois é. Tá difícil a gente se agarrar em alguma coisa, porque o furacão 
>>>>> está jogando tudo pelos ares...
>>>>>
>>>>> Eu acho, apenas acho, que até o momento os resultados foram do tipo 
>>>>> "ciência normal" (o que já é bastante perturbador) porque os matemáticos 
>>>>> que estão por trás desses êxitos, contratados pela OpenAI, Antrophic, 
>>>>> etc., estão preocupados em gerar resultados facilmente verificáveis, 
>>>>> fáceis de transcrever e depois validar por Lean ou outro recurso 
>>>>> similar... E também porque todos eles foram educados na "economia de 
>>>>> teoremas". Eles pensam: "Quanto mais teoremas demonstrados, melhor". Ou 
>>>>> ainda: "Quero vender esse produto aqui. Então, vou resolver um problema 
>>>>> em aberto, e isto mostrará que meu produto funciona."
>>>>>
>>>>> Agora, suponhamos um matemático com outra cultura, outra inclinação, 
>>>>> mexendo numa máquina dessas... Alguém do tipo Galois, Felix Klein... O 
>>>>> que eles proporiam para a máquina?
>>>>>
>>>>> Outro experimento mental:
>>>>>
>>>>> Suponhamos que estivéssemos numa forma de sociedade mais avançada, sem 
>>>>> propriedade privada, sem capital, lucro, desigualdade social, exploração 
>>>>> do trabalho.
>>>>>
>>>>> E nessa sociedade igualitária surgissem esses LLMs e outras ferramentas 
>>>>> que começassem a mecanizar parte do trabalho do matemático.
>>>>>
>>>>> O que pensaríamos?
>>>>>
>>>>> Não haveria a dimensão ética. A propriedade seria coletiva. Ninguém 
>>>>> estaria roubando nada de ninguém, nem explorando ninguém.
>>>>>
>>>>> Quando fazemos abstração desse conteúdo social, sobra apenas o problema 
>>>>> filosófico: máquinas que produzem conhecimento.
>>>>>
>>>>> Minha superstição: acho que os humanos permanecerão sempre um passo à 
>>>>> frente da máquina.
>>>>>
>>>>> Mas acho que vamos levar muitos tombos ainda. Vamos sofrer uma sequência 
>>>>> de derrotas para a máquina, como ocorreu com os campeões mundiais de 
>>>>> xadrez até que a coisa ficasse normalizada.
>>>>>
>>>>> E quando isso acontecer, recuaremos mais um passo, e diremos: "OK, a 
>>>>> máquina produziu uma construção conceitual com relevância similar a uma 
>>>>> mudança de visão ao estilo Programa de Erlangen para a geometria. Mas a 
>>>>> máquina não tem sentimentos (o que é certo). Ponto. Ainda somos 
>>>>> exclusivos."
>>>>>
>>>>> A ilha da exclusividade humana recuará indefinidamente...
>>>>>
>>>>> Abraços!
>>>>>
>>>>> M
>>>>>
>>>>>
>>>>>
>>>>>
>>>>>
>>>>> Em domingo, 2 de agosto de 2026, 'Walter Carnielli' via LOGICA-L 
>>>>> <[email protected]> escreveu:
>>>>>>
>>>>>> Oi Márcio,
>>>>>>
>>>>>> Adolfo scha que tudo é  só propaganda-em parte é nesmo, "pastel de 
>>>>>> vento", mas na hora em  que as IAs conseguirem formular um equivalente 
>>>>>> ao Prograna de Erlangen.aquela 'profecia'.do meu a,rtigo que voce citou:
>>>>>>
>>>>>> https://revistas.pucsp.br/index.php/circumhc/article/view/55033
>>>>>>
>>>>>> começará a ser cumprida!
>>>>>>
>>>>>> Quer dizer,  a crença não justificada que nem precisa ser verdadeira não 
>>>>>> é nem "esperança.", é superstição :-)))
>>>>>>
>>>>>> Abraços,
>>>>>> W.
>>>>>>
>>>>>>  ========================
>>>>>>  Walter Carnielli
>>>>>> CLE and Department of Philosophy
>>>>>> University of Campinas –UNICAMP, Brazil
>>>>>>
>>>>>>  AI2- Advanced Institute for Artificial Intelligence
>>>>>> Blog https://waltercarnielli.com/
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> Em sáb., 1 de ago. de 2026 16:32, Adolfo Neto <[email protected]> 
>>>>>> escreveu:
>>>>>>>
>>>>>>> Não vejo assim.
>>>>>>> Há um desespero para tentar dar lucro.
>>>>>>> Estão atirando para todos os lados.
>>>>>>> Por enquanto, não está dando certo.
>>>>>>> Torço pelo fracasso e que esqueçam disso.
>>>>>>> Google já "largou mão" do AlphaFold 
>>>>>>> https://www.youtube.com/watch?v=BuiEVOSTbN4&feature=youtu.be
>>>>>>>
>>>>>>> On Sat, Aug 1, 2026 at 3:31 PM Walter Carnielli 
>>>>>>> <[email protected]> wrote:
>>>>>>>>
>>>>>>>> https://cdn.openai.com/pdf/ten-proofs-oai.pdf
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>> "Ten Advances in Mathematics
>>>>>>>> and Theoretical Computer Science"
>>>>>>>> By OpenAI
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>> Será que ninguém está notando?
>>>>>>>>
>>>>>>>> W.
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>> Walter Carnielli
>>>>>>>> CLE and Department of Philosophy
>>>>>>>> University of Campinas –UNICAMP, Brazil
>>>>>>>>
>>>>>>>> AI2- Advanced Institute for Artificial Intelligence
>>>>>>>> Blog https://waltercarnielli.com/
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>>> --
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>>>>>>>> Lógica <[email protected]>
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>>>>>>>
>>>>>>>
>>>>>>>
>>>>>>> --
>>>>>>> Adolfo Neto
>>>>>>> Associate Professor - Federal University of Technology, Paraná
>>>>>>> Web: https://adolfont.github.io/
>>>>>>> Mestrado em Computação Aplicada: http://www.ppgca.ct.utfpr.edu.br
>>>>>>>
>>>>>>> --
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