duende, que maravilha isto, hein!!. vamos remixar 
dentro do foco que buscamos que é a passagem do lúdico
à techné-logia.

 Dentro destas construções de sentido temos uma
máquina infernal que formata a cabecinha das crianças
o tempo todo: a escola. Neste ponto a Lumiar resolveu
descontruí-la para que novos sentidos apareçam na
relação que se estabele criança<->saber<->mestre.
Neste processo o mestre desaprende seu conhecimento e
a criança transborda sua criatividade e seu potencial;
se a força criadora fosse um rio, os saberes
apareceriam nas confluências.

 Vou botar uma colherzinha de pau pelos tópicos,
abrindo mais um pouco:

1 - Ouvir Histórias (brincadeira de colecionar
histórias): aqui além da partilha de vivências penso
que caiba algum tipo de sensibilização, estimulação
por algum material lúdico-visual-táctil compartilhado.
Mostrar algo para  aqueles que ficam mais quietinhos,
provocar o envolvimento. O facilitador não deve ter
este nome à toa...

2 - Tecer Histórias (brincadeira de fazer
histórias): todos os participantes se juntam!? (mas,
els já não estavam juntos? nuentendi ...). A
possibilidade de linkar histórias é riquíssima...
entrecruzar sentidos em um mosaico, tecer uma trama de
resignificações unirá o grupo para que na próxima
etapa o contruir junto_com aconteça.

3 - Transformar Coisas (brincadeira de fazer
coisas): aqui a techné é para ser exercitada, matéria
manipulada e reconstruída, mutação mesmo. Eu vejo o
que contruo, sou esta circunstância da minha própria
imaginação. Esta etapa ainda considero, dentro do foco
previsto, uma infra-cognitiva; já que se trata de
resgatar algo que estava oculto, embaçado pelo
bombardeio midiático cotidiano.

 Órvio(sic) que cabe muito mais detalhes no texto.
Dalton, Elly, Felipe, tantos outros; botem lenha nesta
fogueira. As brasinhas estão brilhando (hehe) e
estrilando.

 Logo a Carol_Lumiar entra na dança também ;-))

cont.
marcbraz

 



 



 
--- Daniel Duende Carvalho <[EMAIL PROTECTED]>
escreveu:

> Ok, vou resumir (mais ou menos) a coisa por aqui e
> depois formato mais 
> bonitinho e jogo no Wikki. Estou com pouco tempo e
> há muito a se dizer, 
> então não me cobrem um texto lá muito bem escrito...
> 
> Primeiro, à guisa de justificativa:
> Tem um cara chamado Joseph Campbell (ele já morreu,
> mas tá bem vivo no que 
> escreveu) que dizia que o mito é para um povo aquilo
> que o sonho é para uma 
> pessoa. Mito é aquilo que você pensa e sente sobre o
> mundo que te cerca, a 
> história que você constrói com fatos e crenças (e
> também, por que não, 
> poesia?) para fazer o seu mundo fazer sentido. Houve
> um tempo em que as 
> pessoas se reuniam à volta dos mitos que haviam sido
> criados entre elas 
> mesmas, colaborativamente, e viviam suas vidas em
> contato direto com isso, 
> cada acontecimento enriquecendo o corpo mítico que
> as agregava. Quando 
> surgiram os primeiros governantes, foi com a força
> que os mitos investiam 
> neles e com o conhecimento para moldar o pensamento
> mítico de seu povo que 
> eles governaram. Isso nunca mudou. Até hoje somos
> movidos, direcionados e 
> nos localizamos em nosso mundo a partir de crenças,
> idéias, conhecimentos, 
> tecnologias... cultura.... e tudo isso é o construto
> do pensamento mítico de 
> um povo.
> 
> As crianças são mitologistas naturais. Estão a todo
> momento descobrindo o 
> mundo e tentando elaborar um sentido para aquilo que
> descobrem. São também 
> constantemente bombardeados com os construtos de
> sentido elaborados pelas 
> pessoas à sua volta, sua família, as pessoas de seu
> convivio, a televisão... 
> o que for. Ao mesmo tempo em que tentam arranjar
> sentido para seu mundo, 
> elas recebem o tempo todo elaborações e idéias já
> prontas, muitas vezes 
> contrárias àquelas que elaboraram, e quase sempre
> acabam por ser vencidas 
> por elas. É neste momento que é massacrada a
> criatividade, a capacidade de 
> elaboração de sentido próprio e uma parte da
> individualidade da criança. 
> Somos ensinados a obedecer e acreditar no que nos
> dizem, e a acreditar que 
> aquilo que vem de fora é sempre melhor e maior do
> que aquilo que sentimos a 
> respeito de nosso mundo. Este é o início da
> dominação cultural e mítica que 
> nos submete e nos impede de questionar realmente o
> nosso mundo.
> 
> O trabalho da Sucateca/Brincadeira de Fazer visa ser
> uma força contrária a 
> esta mó (mó é uma roda de moer grãos, n. do d.) da
> imaginação, chamando seus 
> participantes a ouvir e contar histórias de um modo
> despreocupado e livre, 
> mas não sem importância. A iniciativa é dividida em
> 3 eixos que se articulam 
> constantemente:
> 
> 1 - Ouvir Histórias (brincadeira de colecionar
> histórias): todos os 
> participantes, e não apenas os facilitadores, trazem
> histórias de fora do 
> grupo e partilham ela com o grupo. Podem ser relatos
> de segunda mão sobre 
> algo que aconteceu na vizinhança, fábulas, histórias
> vistas em filmes, 
> histórias, lendas... a variedade é importante, assim
> como a ênfase em contar 
> histórias que avivem a criatividade de todos que
> fazem parte da brincadeira.
> 
> 2 - Tecer Histórias (brincadeira de fazer
> histórias): todos os participantes 
> se juntam e contam histórias, criam histórias a
> partir de suas vivências ou 
> simplesmente de sua imaginação, e são convidados a
> participar da criação de 
> histórias um do outro. O papel dos facilitadores
> (que também criam histórias 
> neste eixo do processo) é estimular a agregação dos
> universos sensíveis 
> tecidos pelos participantes tendo o cuidado de não
> limitar ou agredir a 
> criação, estimulando ao mesmo tempo a criatividade e
> a integração (e 
> colaboração) entre os criativos.
> 
> 3 - Transformar Coisas (brincadeira de fazer
> coisas): Estimulados pelas 
> histórias que ouviram e contaram, os participantes
> são chamados a criar 
> alguma coisa a partir dos materiais (sucata /
> rejeitos / coisas não mais 
> úteis na visão da maioria das pessoas) que estão
> disponíveis. Podem ser 
> desenhos, pinturas, brinquedos, adereços... qualquer
> coisa que venha como 
> uma continuação da história contada, uma
> materialização da imaginação dos 
> criativos.
> 
> Com estas atividades se busca não só mostrar aos
> participantes que a 
> criatividade deles é importante (e poderosa) como
> também que eles tem poder 
> criador verdadeiro. É um movimento de se libertar do
> que "vem de cima ou de 
> fora" e se conectar com aquilo que você pode criar,
> revalorizando a sua 
> criação low-tech e simples como elemento precioso e
> criador de identidade.
> 
> Dentro das oficinas os participantes tem a
> oportunidade de expressar 
> simbólicamente suas experiências de viver e conectar
> estes elementos 
> simbólicos com aqueles produzidos por outros
> participantes. Dentro desta 
> dinâmica de criação de histórias (que é a essência
> da mitogênese = criação 
> de mitos) estimula o tipo poderoso de imaginação
> realizadora que nos é 
> roubado pelo ambiente ácido e empobrecido de nosso
> convívio urbano atual.
> 
> Bem... isso tá longe de ser um texto definitivo (e
> qual é o texto que é 
> definitivo) mas já dá alguma idéia a respeito do que
> alguns de nós estão 
> pensando quando falamos da Brincadeira de Fazer.
> 
> 
> Aceito, claro, todo o tipo de sugestão, crítica ou
> colocação, e chamos todos 
> vocês a participarem da conversa. Aos interessados
> convido também a se 
> juntarem a nós no grupo de discussão que foi criado
> para discutir a sucateca 
> (eu passo o endereço mais pra frente).
> 
> 
> Abraços do Duende.
> 
> p.s. eu disse que a explicação não era simples....
> vou jogar o texto desse 
> jeito lá no Wikki e depois eu dou mais uma mexida
> nele.
> 
> On 9/1/05, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]>
> wrote: 
> > 
> > Então explica em mais de um email e no wiki....
> > 
> >
>
http://xango.metareciclagem.org/wiki/index.php/MetaMitos
> > 
> > gf
> > 
> > Em 01/09/05, Daniel Duende
> Carvalho<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > > Eu achei a oportunidade que foi criada por vocês
> MUITO INTERESSANTE. 
> > >
> > > Estamos começando umas conversas por aqui a
> respeito de uma reconstrução 
> > da
> > > capacidade mitogenética infantil (de construção
> de mitos / 
> > resignificação de
> > > objetos e situaçoes) através da reciclagem de
> rejeitos (lixo/sucata). 
> > Nosso 
> > > projeto visa fazer oficinas de ressensibilização
> + oficinas de criação
> > > emergente e colaborativa de histórias +
> atividades com sucata
> > > contextualizadas pelas histórias (alguém me
> xinga se eu usar a palavra 
> > > metamitos?). Não é algo que se possa explicar
> direito assim, em um 
> > email, e
> > > ainda estamos começando a pirar e elaborar a
> coisa, mas acho que em 
> > algum
> > > ponto nossas conversas e as conversas de vocês
> podem se encontrar. 
> > >
> 
=== message truncated ===>
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> Metarec mailing list
> [email protected]
>
http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec
> 





        



        
                
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