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Meu Caro Teeve,
H� certas coisas que n�o precisam ser expl�citas
para que as pessoas as entendam, mas como voce perguntou vou responder, acho que
n�o devia, pois pode parecer coisa de quem perdeu a elei��o, mas pode cer que eu
aceitei totalmente o resultado da elei��o pois foi dentro dos antigos estatutos
vigentes, que claramente beneficiam a continuidade, mas como sou teimoso e
n�o consigo me aguentar, l� vai:
Quem esteve em Natal viu, alguns talvez n�o
entenderam. Na abertura do Congresso o Presidente da SBORL, ao inv�s de fazer a
sauda��o habitual aos organizadores do evento e o agradecimento � Cidade de
Natal pela acolhida, perante os familiares dos congressistas e �s autoridades
governamentais convidadas para a abertura, somente mostrou um filme de v�deo,
realizado profissionalmente em um padr�o A, com tomadas externas etc... cujo
custo n�o sei ao certo, mas no m�nimo ultrapassou 30.000 reais (pois tenho
experi�ncia em filmes de video) com as realiza��es da SBORL da �ltima d�cada.
Era como se a SBORL s� tivesse existido de 8 anos para c�.
Meu amigo, para que possamos olhar para frente, n�o
devemos nos esquecer que estamos sobre as costas dos gigantes que nos
antecederam , como Rudolf Lang, Nelson Cruz, Roberto Martinho da Rocha
etc...
As imagens mostradas e as pessoas entrevistadas
e que apareceram nesta fita por coincid�ncia eram somente aquelas que
concorriam na Chapa da situa��o. Esqueceram de falar que deste crescimento
participaram todo um grupo do qual a MAIORIA DELES estava agora clamando
por uma renova��o ao continu�smo e � Sociedade ser dominada por um s�
grupo.
Neste filme n�o apareceu que eu fui durante 8 anos
editor da Revista Brasileira de Otorrinolaringologia e que neste per�odo ela
atingiu o patamar cient�fico que hoje est�, e que o faturamento da revista foi o
que deu o grande impulso financeiro.
N�o apareceu que o crescimento financeiro se deveu
tamb�m � atua��o de 4 anos do Edigar Resende de Almeida (tesoureiro das �ltimas
gest�es) que agora estava na outra chapa. Foi em sua administra��o que os cortes
de gastos enormes com a��es da Defesa Profissional que n�o cabiam � SBORL, mas
sim � AMB, gastos enormes com tentativa de trazer para o Brasil o Congresso
Mundial de ORL, onde dezenas de pessoas viajaram para a Austr�lia por conta da
SBORL. N�o apareceu o Luiz Ubirajara Sennes, secret�rio da SBORL, que dedicou
v�rias horas semanais para a SBORL, nos �ltimos anos e que eu sou testemunha
pois ele sacrificou seu trabalho no HC para isso. N�o estava Marcos Mocellin,
�ltimo Presidente antes do atual. N�o estavam tamb�m, Jos� Antonio de Oliveira,
Pedro Cavalcanti, Jos� Antonio Patroc�nio, Portinho, Sergio Ramos, enfim n�o
estavam as dezenas de companheiros de trabalharam firme nos �ltimos anos para
que a Sociedade ficasse maior, mas que neste momento estavam comungando de
id�ias novas para imprimir um novo e moderno crescimento. Trabalhamos em cima de
id�ias e apesar do forte uso de querelas pessoais durante o Congresso, com
agress�es pessoais.
A mesquinhez pol�tica de um grupo que quer se
manter a todo o custo no poder, acima de amizades ou compet�ncias individuais,
proibiu por exemplo que as propostas da chapa de oposi��o fossem
divulgadas no jornal informativo da SBORL, que todos pagamos, dirigiu uma
assembl�ia social na qual teve uma hora para expor "suas realiza��es"e deixou 10
minutos para que as chapas pudessem expor seus programas inclusive a dele
novamente. Criou uma pauta na qual a vota��o durou 4 horas com uma fila
tremenda, n�o aceitando a sugest�o democr�tica de que a vota��o transcorresse em
separado da Assembl�ia durante todo o dia ou todo o congresso, para que todos
pudessem votar com tranquilidade, pois queria que todos estivessem al� para
ouvir antes da vota��o suas "globais" apresenta��es de video, multim�dia, pagos
por n�s todos, quando este dinheiro poderia ser revertido para diminuir o pre�o
da anuidade da SBORL de todos. N�o permitiu que os residentes s�cios da SBORL
votassem. Isso fez com que mais de 500 s�cios que estavam em Natal n�o votassem
e o Congresso naquele dia acabou com a maioria das sess�es cient�ficas
canceladas. N�o se deve usar de "cursos" patrocinados pela SBORL, para poder
viajar por todo o Brasil para campanha pol�tica.
Bem tudo isso s�o artimanhas pol�ticas que s�o
usadas normalmente em disputas eleitorais. Eu pessoalmente acredito s�o feitas a
nivel de governo, onde se gasta muito dinheiro para alcan�ar postos que sem
d�vida trar�o o dinheiro de volta. Mas em Sociedades certas coisas n�o vale
a pena fazer, normalmente o que se ganha em sociedade � mais trabalho e
normalmente se leva prest�gio pessoal para conseguir as realiza��es da
sociedade e n�o se busca o prest�gio nela. O ideal � se ter uma linha de
propostas e a comunidade escolher qual ela acredita seja a melhor. A
rotatividade de cargos executivos em sociedade � salutar. N�o vale a pena
"vender a alma para o diabo" para ser presidente da SBORL, pois o diabo vai vim
cobrar depois.
Felizmente na pr�xima elei��o, por nossa sugest�o,
vai mudar a forma de elei��o, ser� por correspond�ncia, e todos poder�o votar
inclusive os residentes.
Aqueles que est�o distantes dos "centros de
decis�o" podem por alguns momentos ficar impressionados com apresenta��es
multim�dia, mas cair�o em si quando percebem que falar � f�cil mas os resultados
dependem de a��es r�pidas de pessoas que tem vis�o associativa diferente, sem
privilegiar ou prejudicar grupos.
A �nica proposta que vemos da defesa profissional
para a disputa com os conv�nios � a cria��o de um novo "conv�nio" a Central
de Conv�nios", que obviamente j� nasceu morta como est� acontecendo no Rio de
Janeiro, pois � mais uma lista.
O que acontece na pr�tica,nesta elei��o, � que
se levou para a SBORL uma briga que niguem tem nada a ver ela. � uma antiga
briga da Escola Paulista de Medicina entre o Dr. Paulo Pontes e o Dr. Pedro
Mangabeira. Ent�o se alguem do grupo que � desafeto do Paulo Pontes est� de um
lado � como se fosse uma heresia e usa-se de argumentos de qualquer tipo para
impedir que eles participem da SBORL. Se esquecem que eles s�o s�cios tamb�m,
muito fizeram pela ORL do Brasil e podem tamb�m participar.
Meu caro Teeve, n�o quero criar pol�micas, acho que
tudo isso j� passou, a comunidade al� presente fez sua op��o e
escolheu legitimamente quem deveria dirigir a SBORL por mais 2 anos,
parabenizo o grupo vencedor e passo para eles a responsabilidade e espero mesmo
que se atue para aqueles que est�o come�ando, visando o futuro de nossa
especialidade para n�o repetirmos os �rros do passado onde entregamos ''areas de
atua��o do otorrinolaringologista e que hoje est� dif�cil resgatar. Devemos
todos torcer por uma �tima gest�o e apoiar as realiza��es boas.
Pe�o a todos agora para parar esta pol�mica e vamos
todos ajudar a SBORL e aqueles que est�o l�, seja colaborando diretamente ou
fazendo uma oposi��o construtiva com id�ias e
sugest�es.
A luta do nosso grupo n�o � em cima de nomes, as
cr�ticas n�o s�o em cima de nomes, nomes n�o s�o importantes, e sim id�ias,
pois quando se dirige uma associa��o se representa TODOS os s�cios, os nomes
eleitos s�o excelentes, pessoalmente nada temos contra ningu�m, mas algumas de
suas id�ias e forma de atua��o s�o retr�gadas e delas temos o direito
democratico de divergir at� por que � salutar que haja v�rias opini�es em
um grupo de 3000 pessoas, pois a unanimidade al�m de burra � mon�tona
!!
abra�os
Ricardo
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- [otorri.] Re:nhem,nhem,nhem Celso Clementino Moreira, M.D.
- Re: [otorri.] Re:nhem,nhem,nhem Jos� Cabral
- Re: [otorri.] Re:nhem,nhem,nhem rbento
- Re: [otorri.] Re:nhem,nhem,nhem MFS
- Re: [otorri.] Re:nhem,nhem,nhem teeve
- Re: [otorri.] Re:nhem,nhem,nhem rbento
