----- Original Message -----
Sent: Tuesday, November 14, 2000 4:53
PM
Subject: Re: [otorri.]
Re:nhem,nhem,nhem
Meu Caro Teeve,
H� certas coisas que n�o precisam ser expl�citas
para que as pessoas as entendam, mas como voce perguntou vou responder, acho
que n�o devia, pois pode parecer coisa de quem perdeu a elei��o, mas pode cer
que eu aceitei totalmente o resultado da elei��o pois foi dentro dos antigos
estatutos vigentes, que claramente beneficiam a continuidade, mas como
sou teimoso e n�o consigo me aguentar, l� vai:
Quem esteve em Natal viu, alguns talvez n�o
entenderam. Na abertura do Congresso o Presidente da SBORL, ao inv�s de fazer
a sauda��o habitual aos organizadores do evento e o agradecimento � Cidade de
Natal pela acolhida, perante os familiares dos congressistas e �s autoridades
governamentais convidadas para a abertura, somente mostrou um filme de v�deo,
realizado profissionalmente em um padr�o A, com tomadas externas etc... cujo
custo n�o sei ao certo, mas no m�nimo ultrapassou 30.000 reais (pois tenho
experi�ncia em filmes de video) com as realiza��es da SBORL da �ltima d�cada.
Era como se a SBORL s� tivesse existido de 8 anos para c�.
Meu amigo, para que possamos olhar para frente,
n�o devemos nos esquecer que estamos sobre as costas dos gigantes que nos
antecederam , como Rudolf Lang, Nelson Cruz, Roberto Martinho da Rocha
etc...
As imagens mostradas e as pessoas entrevistadas
e que apareceram nesta fita por coincid�ncia eram somente aquelas
que concorriam na Chapa da situa��o. Esqueceram de falar que deste
crescimento participaram todo um grupo do qual a MAIORIA DELES estava
agora clamando por uma renova��o ao continu�smo e � Sociedade ser
dominada por um s� grupo.
Neste filme n�o apareceu que eu fui durante 8
anos editor da Revista Brasileira de Otorrinolaringologia e que neste per�odo
ela atingiu o patamar cient�fico que hoje est�, e que o faturamento da revista
foi o que deu o grande impulso financeiro.
N�o apareceu que o crescimento financeiro se
deveu tamb�m � atua��o de 4 anos do Edigar Resende de Almeida (tesoureiro das
�ltimas gest�es) que agora estava na outra chapa. Foi em sua administra��o que
os cortes de gastos enormes com a��es da Defesa Profissional que n�o cabiam �
SBORL, mas sim � AMB, gastos enormes com tentativa de trazer para o Brasil o
Congresso Mundial de ORL, onde dezenas de pessoas viajaram para a Austr�lia
por conta da SBORL. N�o apareceu o Luiz Ubirajara Sennes, secret�rio da SBORL,
que dedicou v�rias horas semanais para a SBORL, nos �ltimos anos e que eu sou
testemunha pois ele sacrificou seu trabalho no HC para isso. N�o estava Marcos
Mocellin, �ltimo Presidente antes do atual. N�o estavam tamb�m, Jos� Antonio
de Oliveira, Pedro Cavalcanti, Jos� Antonio Patroc�nio, Portinho, Sergio
Ramos, enfim n�o estavam as dezenas de companheiros de trabalharam firme nos
�ltimos anos para que a Sociedade ficasse maior, mas que neste momento estavam
comungando de id�ias novas para imprimir um novo e moderno crescimento.
Trabalhamos em cima de id�ias e apesar do forte uso de querelas pessoais
durante o Congresso, com agress�es pessoais.
A mesquinhez pol�tica de um grupo que quer se
manter a todo o custo no poder, acima de amizades ou compet�ncias individuais,
proibiu por exemplo que as propostas da chapa de oposi��o fossem
divulgadas no jornal informativo da SBORL, que todos pagamos, dirigiu uma
assembl�ia social na qual teve uma hora para expor "suas realiza��es"e deixou
10 minutos para que as chapas pudessem expor seus programas inclusive a dele
novamente. Criou uma pauta na qual a vota��o durou 4 horas com uma fila
tremenda, n�o aceitando a sugest�o democr�tica de que a vota��o transcorresse
em separado da Assembl�ia durante todo o dia ou todo o congresso, para que
todos pudessem votar com tranquilidade, pois queria que todos estivessem al�
para ouvir antes da vota��o suas "globais" apresenta��es de video, multim�dia,
pagos por n�s todos, quando este dinheiro poderia ser revertido para diminuir
o pre�o da anuidade da SBORL de todos. N�o permitiu que os residentes s�cios
da SBORL votassem. Isso fez com que mais de 500 s�cios que estavam em Natal
n�o votassem e o Congresso naquele dia acabou com a maioria das sess�es
cient�ficas canceladas. N�o se deve usar de "cursos" patrocinados pela SBORL,
para poder viajar por todo o Brasil para campanha pol�tica.
Bem tudo isso s�o artimanhas pol�ticas que s�o
usadas normalmente em disputas eleitorais. Eu pessoalmente acredito s�o feitas
a nivel de governo, onde se gasta muito dinheiro para alcan�ar postos que sem
d�vida trar�o o dinheiro de volta. Mas em Sociedades certas coisas n�o
vale a pena fazer, normalmente o que se ganha em sociedade � mais trabalho e
normalmente se leva prest�gio pessoal para conseguir as realiza��es da
sociedade e n�o se busca o prest�gio nela. O ideal � se ter uma linha de
propostas e a comunidade escolher qual ela acredita seja a melhor. A
rotatividade de cargos executivos em sociedade � salutar. N�o vale a pena
"vender a alma para o diabo" para ser presidente da SBORL, pois o diabo vai
vim cobrar depois.
Felizmente na pr�xima elei��o, por nossa
sugest�o, vai mudar a forma de elei��o, ser� por correspond�ncia, e todos
poder�o votar inclusive os residentes.
Aqueles que est�o distantes dos "centros de
decis�o" podem por alguns momentos ficar impressionados com apresenta��es
multim�dia, mas cair�o em si quando percebem que falar � f�cil mas os
resultados dependem de a��es r�pidas de pessoas que tem vis�o associativa
diferente, sem privilegiar ou prejudicar grupos.
A �nica proposta que vemos da defesa profissional
para a disputa com os conv�nios � a cria��o de um novo "conv�nio"
a Central de Conv�nios", que obviamente j� nasceu morta como est�
acontecendo no Rio de Janeiro, pois � mais uma lista.
O que acontece na pr�tica,nesta elei��o, �
que se levou para a SBORL uma briga que niguem tem nada a ver ela. � uma
antiga briga da Escola Paulista de Medicina entre o Dr. Paulo Pontes e o Dr.
Pedro Mangabeira. Ent�o se alguem do grupo que � desafeto do Paulo Pontes est�
de um lado � como se fosse uma heresia e usa-se de argumentos de qualquer tipo
para impedir que eles participem da SBORL. Se esquecem que eles s�o s�cios
tamb�m, muito fizeram pela ORL do Brasil e podem tamb�m
participar.
Meu caro Teeve, n�o quero criar pol�micas, acho
que tudo isso j� passou, a comunidade al� presente fez sua op��o e
escolheu legitimamente quem deveria dirigir a SBORL por mais 2 anos,
parabenizo o grupo vencedor e passo para eles a responsabilidade e espero
mesmo que se atue para aqueles que est�o come�ando, visando o futuro de
nossa especialidade para n�o repetirmos os �rros do passado onde entregamos
''areas de atua��o do otorrinolaringologista e que hoje est� dif�cil resgatar.
Devemos todos torcer por uma �tima gest�o e apoiar as realiza��es boas.
Pe�o a todos agora para parar esta pol�mica e
vamos todos ajudar a SBORL e aqueles que est�o l�, seja colaborando
diretamente ou fazendo uma oposi��o construtiva
com id�ias e sugest�es.
A luta do nosso grupo n�o � em cima de nomes, as
cr�ticas n�o s�o em cima de nomes, nomes n�o s�o importantes, e
sim id�ias, pois quando se dirige uma associa��o se representa TODOS os
s�cios, os nomes eleitos s�o excelentes, pessoalmente nada temos contra
ningu�m, mas algumas de suas id�ias e forma de atua��o s�o retr�gadas
e delas temos o direito democratico de divergir at� por que �
salutar que haja v�rias opini�es em um grupo de 3000 pessoas, pois a
unanimidade al�m de burra � mon�tona !!
abra�os
Ricardo
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, November 14, 2000 7:04
PM
Subject: Re: [otorri.]
Re:nhem,nhem,nhem
Professor Ricardo:
Considero suas palavras totalmente dignas de confian�a e
evidentemente merecedoras de todo o meu respeito,portanto solicito um melhor
esclarecimento em alguns pontos:
1- Quando o senhor diz"alguns que conseguiram com isso
situa��es especiais em planos de sa�de",pergunto:quem s�o esse alguns ,
que situa��es especiais s�o essas e de que maneira chegaram a esse
ponto?
2- Quanto ao filme de video,o que houve de mentira nesse
filme e a quem o senhor se refere com "aqueles que estavam no grupo
candidato da situa��o,enganando alguns por algum tempo,mas n�o todos por
todo o tempo".
Dr.Ricardo,n�o defendo pessoas,elas que se defendam
s�zinhas.Defendo sim PRINCIPIOS de transparencia,em que eu ,na qualidade de
simples otorrinolaringologista,possa saber QUEM comete QUAIS
deslizes.
Tenho certeza que com sua elegancia e equilibrio(
qualidades que infelizmente n�o s�o comuns a todos os membros desse grupo)
poder� me esclarecer CONCRETAMENTE sobre as afirma��es que faz.
Um abra�o. Teeve Rabinovici
----- Original Message -----
Sent: Monday, November 13, 2000 4:15
PM
Subject: Re: [otorri.]
Re:nhem,nhem,nhem
Caros colegas,
Toda esta discuss�o pode ser resumida em uma
frase:
"QUANDO TODOS PENSAM IGUAL � SINAL QUE
NINGU�M EST� PENSANDO"
As opini�es s�o salutares e a discuss�o
democr�tica tamb�m.
Como j� foi dito antes, apesar de ativa e
principalmente DISPENDIOSA para todos n�s, a Defesa Profissional de nossa
Sociedade n�o obteve resultados pr�ticos, nem quanto a melhora da
remunera��o dos otorrinolaringologistas (que tem uma tabela ruim se
comparada com a de outras especialidades, nos procedimentos cir�rgicos), e
muito menos com rela��o � atua��o das fonoaudi�logas e outras �reas
param�dicas em nossa especialidade, n�o se posicionou NENHUMA VEZ contra
isso. E isso � t�o ou mais importante quanto a luta por melhor
remunera��o. S� n�s otorrinos poderemos lutar contra isso. O CFM j�
mostrou que nada far�.
Desde a gest�o do Paulo Pontes, a Defesa
Profissional conta com um or�amento enorme na SBORL, acho que deveria ser
publicado uma contabilidade com todos os gastos nesta �rea dentro da
SBORL, uma vez que � dinheiro de todos os s�cios.
Nesta contabilidade deveria ser bem
detalhado:
Despesas com viagens e estadias de membros da
SBORL com rela��o � Defesa Profissional, despesas com impress�o etc..
enfim todos os gastos nesta �rea e quanto e como ser�o os gastos no
pr�ximo exerc�cio.
e porcentualmente quanto isso representa com
rela��o ao or�amento total de cada setor da SBORL. Uma auditoria
independente poderia fazer isso e mostrar aos s�cios, e eles deveriam
julgar se a rela��o CUSTO/BENEF�CIO destes gastos foi boa para todos,
todos eu digo todos mesmo, n�o s� alguns que conseguiram com isso
situa��es especiais em planos de sa�de.
Um exemplo claro : H� 3 semanas o Conselho
Federal de Fonoaudiologia, publicou no Di�rio Oficial, resolu��o na qual �
o FONOAUDI�LOGO e n�o o m�dico, o respons�vel pela triagem neo-natal para
surdez. No mesmo dia eu mesmo mandei uma c�pia para a SBORL pedindo
provid�ncias e at� agora nada aconteceu, e provavelmente nada
acontecer�. Nestas coisas, meus amigos, a a��o tem que ser r�pida, pois
sen�o n�o reverte.
Outra auditoria � quanto se gastou da nossa
sociedade para material de propaganda como filmes de v�deo produzidos
profissionalmente, no qual se conta um passado mentiroso de nossa
sociedade, passado no qual somente alguns poucos foram aqueles que
trabalharam para a sociedade, e por coincid�ncia eram justamente aqueles
que estavam no grupo candidato da situa��o, enganando alguns por algum
tempo mas n�o todos por todo tempo....
Em uma Sociedade de classe seus dirigentes
tem que falar menos e agir mais, e tem que trabalhar PARA TODOS OS
S�CIOS e n�o s� para alguns, com o dinheiro dos outros. Acho que � isso
que o colega Celso quer dizer.
abra�os
Ricardo Bento
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, November 14, 2000
12:59 AM
Subject: [otorri.]
Re:nhem,nhem,nhem
Prezado Marcelo:
O ser humano � um ser pol�tico e grupal. Revanchismo?
N�o entendi a que ou a o que! A-taques? Se ao mostrar minha opini�o voc�
considerar ataque, ou eu me calo ou aceito isso que estou vendo e
n�o estou concordando. Em nenhum momento houve qualquer tentativa de
desmoralizar o resultado do pleito. Mas, o resultado deixa a Sociedade
dividida e desunida is-so n�o h� como negar.
Veja o que voc� diz:"vale lembrar que o
nosso departamento de defesa profissional � um dos mais atuantes entre
TODAS as especialidades".. �timo, s� que nenhum
colega sabe disso talvez somente voc�! e o fato de ser atuante n�o
implica em ter resultado. Para n�o ficar com pol�mica sejamos bem
pr�-ticos:
1-) � parecer do CRM que lavagem
de orelha � ato m�dico. No Brasil as Fonoaudi�-logas fazem
diariamente lavagem de orelha na nossa cara. O QUE ESSE ATUANTE
DEPAR-TAMENTO FEZ OU EST� FAZENDO PARA NOS PROTEGER?
2-) J� h� acordo entre a SBORL e a
SBF que laudo em Audiometria Tonal Limiar � ato m�dico. O pr�prio CFM j�
referendou este acordo.Voc� n�o vai negar que elas est�o diaria-mente
emitindo laudos e estabelecendo nexos causais. O QUE ESSE
ATUANTE DEPARTA-MENTO FEZ OU EST� FAZENDO PARA NOS PROTEGER?
3-) A coisa est� t�o vergonhosa
que este site presenciou uma Fonoaudi�loga querendo discutir conduta
terap�utica e conduzindo caso num paciente que tinha feito LARINGOSCOPIA
e nem Otorrino tinha. O QUE ESSE ATUANTE DEPARTAMENTO FEZ OU EST�
FAZENDO PARA NOS PROTEGER?
Se eu estiver desinformado, irei considerar suas informa��es
e mudar de opini�o, mas por enquanto mantenho minha opini�o: "O
Otorrinolaringologista brasileiro esteve indefeso" e isto n�o �
revanchismo, ataque ou nada parecido � minha opini�o, nada mais. N�o
acho elegante da sua parte n�o aceitar que eu emita minha opini�o,
rotulando-a como ataque, revanchismo ou algo que o valha, da mesma forma
que a sua merece toda considera��o.
Democracia implica em aceitar
opini�es divergentes. Infelismente, como
grafou uma nobre Fonoaudi�loga neste site no passado, nem todos
concordam muito menos em tudo.
Para
terminar Marcelo, vou acatar seu pedido e n�o falar mais nada sobre este
assun-to, pois da unanimidade � que surge , a� sim , a ditadura que voc�
se referiu. Vamos continuar todos calados aclamando a tudo e a todos,
como se tudo estivesse uma maravilha.
No fundo voc� tem toda raz�o, se n�s ficarmos calados n�o nos
expomos e fica tudo azul como Ad�o e Eva no para�so ou como no livro de
Garcia Marques que mostra o relacionamento social do homem .
Abra�o,
Celso.
----- Original Message -----
Sent: Friday, November 10, 2000
7:02 PM
Subject: Re: [otorri.] Fw:
poesia,covardia e nhem,nhem,nhem
Celso e demais colegas
Estou percebendo que esta discuss�o est�
tomando um car�ter pol�tico (no mau sentido). N�o � hora para
revanchismos ou ataques no sentido de tentar desmoralizar uma elei��o
que correu sem qualquer suspeita de fraude. Da mesma forma, pelo que
se p�de observar, a chapa vencedora n�o usou qualquer subterf�gio ou
coa��o para angariar votos ou coisa parecida e a perdedora (at� onde
eu sei) n�o fez qualquer tipo de den�ncia ou apresentou qualquer
ind�cio de irregularidade. Dizer que quase metade dos s�cios votaram
na outra chapa � inverter a completamente a l�gica das coisas,
argumento t�pico da ditadura. Al�m disso, o comparecimento � vota��o
foi enorme, considerando-se que a mesma ocorreu em Natal, longe do
eixo Rio-SP-Sul onde se concentram a maioria dos otorrinos e tamb�m
pelo problema econ�mico que aflige a maior parte dos
m�dicos.
Desconhe�o alguem que participe da SBORL
com a finalidade de "fazer poesia". Pelo que eu sei, o Sarvat, al�m de
poeta, tem se empenhado como poucos na valoriza��o da
otorrinolaringologia e vale lembrar que o nosso departamento de defesa
profissional � um dos mais atuantes entre TODAS as especialidades
(quem quiser contestar que prove).
Se tiv�ssemos um pouco mais de poesia e
filosofia na nossa med�ocre vida de m�dico as coisas n�o teriam
chegado no ponto onde chegaram.
Hip�crates n�o atendia conv�nio! e
voc�?
Marcelo Serra