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> Se alguém é rotulado com um termo pejorativo, vestir a carapuça
> assumindo o rótulo e tentar desconstruir o seu sentido pejorativo ("sou
> pirata sim, e daí? Isso não é tão rium quanto você pensa") é bem menos
> prático do que não aceitar o tal rótulo ("compartilhar informação e
> conhecimento não pode ser associado a pirataria!").
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Desconstruir talvez seja menos "prático" do que tentar construir algo com
idéias diferentes. Pensando nisso, em breve o projeto FormArte.net estará
divulgando cursos e oficinas à distância sobre tecnologias livres, com uma
abordagem diferente (mas talvez com a mesma intenção) que a "universidade
pirata". Estou construindo uma metologia baseada na produção de cultura
livre, convivendo cmo a propriedade intelectual nos moldes existentes.

Eu não sou a favor da pirataria (como comprar produtos piratas), muito menos
do termo (que realmente remete aos saqueadores). Gosto do termo revolução,
mas não é necessário ir contra as regras para que ela aconteça. Veja o SL: a
lei de direito autoral protege o autor (e/ou as empresas com direito
patrimonial das obras), mas também permite que eu publique livremente
qualquer obra de minha autoria. A liberdade de escolha que não pode ser
negada. Portanto, se eu quero algo que não foi produzido por mim,
simplesmente seguirei a vontade do autor (ou entidade autorizada a). Se o
autor deseja que seu software seja GPL, ótimo; se for LGPL, legal; se for
BSD, interessante; se for proprietário, é uma pena, pois acredito que a
empresa/autor poderia beneficiar com a liberação do software. Entretanto,
não é por isso que vou piratear seu produto, alegando ajudar a disseminar
cultura. Acredito na seguinte idéia: se não concorda com os termos, faça de
outra forma. Ao invés de reproduzir um vídeo pirata do x-men, porque não
incentivar as pessoas a assistirem filmes livres? Ou até produzí-los?
Ninguém ficará sem acesso à cultura pelo simples fato de um, dois, ou quase
todos os filmes serem proprietários. Mostre os benefícios da liberdade e
ensine-os o quão ruim é a criação proprietária. Na minha visão, pirateando
você continua a incentivar a produção proprietária e a repressão (policial,
política, etc). Se você usa tudo livre, não tem que se preocupar com a
polícia, com a lei de direito autoral atual, com a repressão aos downloads,
com aMule, etc. Você simplesmente vive uma vida feliz e deixa os outros
brigando por algo que não te interfere. É bem mais simples, produtivo e com
certeza a cultura livre agradecerá.  Quase sempre há uma alternativa (pelo
menos em países não totalitaristas). Se ela existe, pra que lutar contra a
correnteza se ela pode te guiar pra liberdade? Use a força do "inimigo" ao
seu favor....

Em breve, conheçam o http://formarte.net


abraços, global
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