On 12/11/06, Rafael Evangelista <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

> Respondendo:
> "Não posso deixar de te perguntar: o que você tem contra o Negroponte?"
>
> Nada, o que me deixa puto foi o oportunismo do rapaz, em fazer toda
> uma campanha para SL, conseguir vááários depoimentos utilizados
> exaustivamente na mídia de figuras idôneas do SL, e no final, ele
> abrir margem para o proprietário. Então, não tenho nada contra o
> Negroponte, apenas contra essa estratégia adotada.


Com o devido respeito à opinião de todos aqui, acho q está havendo uma
confusão aqui: o Nicholas Negroponte **JÁ** era conhecido tanto como Diretor
do Media Labs do MIT qto como autor do Being Digital ("Vida Digital", no
Brasil), sem falar em todos os anos em q ele escreveu pra WIRED.

Se vc perguntasse ao leitor médio de tecnologia quem era o Nicholas
Negroponte e quem era, digamos, o John Maddog ou Miguel Icaza (acho q dá até
pra colocar o RMS na jogada), provavelmente ele saberia quem era o
Negroponte e jamais teria ouvido falar (ou prestado atenção) aos demais.

Assim, antes de sair com termos como "gringo hype" e coisas similares, vamos
reconhecer algumas coisas:
1o) O cara construiu uma visão sobre o tema q queria desenvolver e correu
atrás dela, emprestando o prestígio q ele *já* tinha na comunidade acadêmica
e como autor de tecnologia para o OLPC. Ele poderia muito bem continuar na
sua zona de conforto no MIT e continuaria tendo projeção para uma série de
projetos.

2o) Não vi nenhuma campanha "para SL", mas sim uma aplicação de SL onde este
era um simples meio, como normalmente é uma tecnologia, e não o fim em si
mesmo. Me parece q a comunidade ligada ao SL é q se interessou pelo projeto,
já q seria um gde veículo de divulgação e já havia o "gringo hype" para
levar as inevitáveis porradas q o projeto teria (inclusive da própria MS, q
criticou duramente o OLPC).

3o) O projeto despertou o interesse de empresas gigantes no mercado de TIC,
como a Intel, q lançou sua plataforma alternativa ao OLPC. Se não houvesse
um "gringo" gerando este "hype", esses caras nem sequer gastariam um
milissegundo do tempo de seus engenheiros para pensar neste tipo de
aplicação, já q está longe de ser seu mercado principal.

4o) O "gringo hype" é extremamente acessível aos "mortais não-hype". Como,
aliás, pela minha experiência pessoal assim o é todo o pessoal do MIT. Salvo
engano, nesta mesma lista alguém enviou um e-mail para ele e foi respondido
prontamente e com educação e interesse. Tentem fazer o mesmo com os
"brasileiros hype" ou mesmo os "não hype" em posições de destaque como a do
Negroponte.

Nesta lista o interesse de muitos está no SL como um fim em si mesmo, não
como instrumento de inclusão digital (seja lá qual for o seu conceito de
inclusão). Assim, é natural q ter software proprietário rodando em um
equipamento q seria uma gde propaganda para SL seja visto por muitos aqui
como um pecado mortal.

Agora, o fato é foi o Software Livre q pegou carona na visibilidade do OLPC
e não o inverso.

[ ]s,

olival.junior
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