Pedro, 23/08/2009 PEdroArthur_JEdi <[email protected]> > 2009/8/23 Vítor Baptista <[email protected]>: > > Porque, IMHO, o objetivo de regulamentar não deve ser conseguir melhores > > salários. > > Na minha também não. Mas até que seria um ótimo ponto. Nossa área é > muito desvalorizada. E essa desvalorização vem principalmente daqueles > que não tem capacitação e nem diploma para atuar e muito menos > discernimento para ver que sua auto-desvalorização é prejudicial a > todo um ramo. Aqui falo dos sobrinhos, primos, vizinhos, etc. > > Mas aqui já é outro tópico, para o futuro, talvez...
Eu acho que bons profissionais serão valorizados. Se a empresa prefere contratar o primo do vizinho de 15 anos, a contratar um bacharel, é porque ele não ache necessário. E, se for assim, não deve ser o Estado a dizer que não. > > Mas proteger a sociedade de danos que possam resultar do mau exercício da > > profissão. > > No caso da nossa área, como vários já falaram, danos à sociedade só podem > > ocorrer > > em casos muito restritos, na exceção. Não se faz uma regra para todos > > baseado em > > uma exceção. > > Aqui é outro mito. > > * Um sistema médico, não pode trazer um dano a sociedade? > * Mais da metade das movimentações feitas nas bolsas de valores são > através de robôs. Uma decisão mal tomada não pode trazer danos a > sociedade? > * Um ERP mal implementado? > * Um sistema de gestão de * mal implementado? > * O caso telefônica, não seria um dano a sociedade se descoberto por > alguém menos comprometido com a ética? Esses sistemas não são a > exceção. > > A U.E. já está querendo por nas mãos dos desenvolvedores a > responsabilidade por desastres advindos de erros de programação. > Talvez seja uma medida bem mais benéfica que uma regulamentação pois > levaria o sistema (o da teoria da conspiração) a se auto regular. Mas, > já vimos o que a utopia da auto regulação nos trouxe (no âmbito da > sociedade global, vide Zeitgeist I e II). Todos seus exemplos foram exceções. Não disse que, em nenhum caso, um sistema mal implementado poderia trazer algum dano a sociedade. Mas que estes são exceções, e devem ser tratados assim, e não como regra. Obviamente, se uma empresa é contratada para implementar um piloto automático de um avião, devem haver critérios rigorosos para garantir a confiabilidade. Mas não posso juntar isso com ERPs, CMSs, e um sistema de controle de padaria no mesmo balaio. Ou você acha que não há nenhum controle sobre esses sistemas críticos hoje em dia, que ainda não temos regulamentação? > Acho que uma espécie de código de ética e conjunto de punições já > seriam mais que suficiente para dar uma melhorada em nossa área. Quem > quisesse adentrar na profissão, já estaria ciente dos seus deveres. O problema é: quem vai fiscalizar e aplicar as punições? Financiados por quem? > E por fim, não adianta crer no crivo das empresas para selecionar e > excluir os profissionais e os maus profissionais. Na sociedade do > lucro, o que vale é o dinheiro, e não o bom senso. Eu discordo e, na nossa área, existem diversos exemplos que o mercado consegue se regular sozinho (EUA?). Mas isso pode ser encarado como uma opnião pessoal... Abraços, -- Vítor Baptista Comissão Organizadora IV Encontro de Software Livre da Paraíba 6, 7, 8 e 9 de Maio de 2010 Estação Ciência, Cultura e Artes Cabo Branco João Pessoa, PB. http://www.ensol.org.br _______________________________________________ Projeto Software Livre - RN _______________________________________________ PSL-RN mailing list [email protected] http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-rn
