2009/8/23 Vítor Baptista <[email protected]>:
> Todos seus exemplos foram exceções. Não disse que, em nenhum caso, um sistema
> mal implementado poderia trazer algum dano a sociedade. Mas que estes são 
> exceções,
> e devem ser tratados assim, e não como regra.

Cara, não sei onde você vive nem em que sub-área da computação você
atua. Mas na minha realidade todos esses sistemas são mais que
presentes.

> Obviamente, se uma empresa é contratada para implementar um piloto automático 
> de um
> avião, devem haver critérios rigorosos para garantir a confiabilidade. Mas 
> não posso juntar
> isso com ERPs, CMSs, e um sistema de controle de padaria no mesmo balaio.

Você não considera ERPs e CRMs sistemas críticos? Ees são usados para
NOS gerir. O estado utiliza, a empresa na qual você trabalha deve
utilizar. Então, na minha opnião, confiabilidade desses sistemas são
mais que essenciais.

E sim, você deve juntar. Aconteceu aqui (Mossoró - RN) um caso onde
alguns donos de "padaria" (para generalizar) foram a falência pois o
"analista" esqueceu que as taxas de juros são variáveis. Ou seja, os
donos sairam como criminosos pois estavam sonegando imposto. Não sei
você, mas eu considero isso um baita problema social.

> Ou você acha que não há nenhum controle sobre esses sistemas críticos hoje em 
> dia,
> que ainda não temos regulamentação?

Em relação a aviação, o David já deixou claro. Mas e em relação a
sistemas sócio-técnicos? Existe algo nesse sentido?

> O problema é: quem vai fiscalizar e aplicar as punições? Financiados por quem?

Quando você tem um código de ética, qualquer cidadão pode questionar a
legitimidade de sua atuação e essa ser julgada por um juri comum.
Atualmente, isso pode ser feito. Porém, as decisões ficam na
subjetividade do juiz que análisa o caso. Ou seja, não há
fiscalizadores e nem necessidade de financiamento. Apenas um código de
ética que pode ser consultado para tomada de decisões judiciais.
Assim, quando um cliente se sentir lesado em relação a um trabalho
feito por, atualmente, qualquer um, ele terá amparos legais bem
definidos.

E, que fique claro, Código de Ética != Regulamentação.

> Eu discordo e, na nossa área, existem diversos exemplos que o mercado 
> consegue se
> regular sozinho (EUA?). Mas isso pode ser encarado como uma opnião pessoal...

Será mesmo? E por que as software houses americanas são tão contrárias
as resoluções da U.E.? Será que é por que eles estão implementado o
sistema direitinho, como manda as regras do domínio? Os profissionais
são realmente qualificados? Acho que você não ficou sabendo do caso do
bafômetro: http://www.dwi.com/new-jersey/state-v-chun/

Ouvi falar que um projeto de lei do ano de 2003, criado pela SBC,
refletia bem o que todos nos, contrários a atual proposta, queriamos.
Mas a tramitação foi cancelada devido ao termino de algum processo
burocrático que tinha data limite 31/12/2003. Sabe algo sobre isso
David? Existe algum esforço na atualização desse PL?

-- 
PEdroArthur_JEdi

Nunca acredite num sistema que você não conhece o código fonte!
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