O que vejo na construção civil hoje, é que muitas vezes um engenheiro X é pago
pra assinar um projeto de um técnico em construção civil Y, no qual o Y tem a
mente mais criativa, mais interesse em trabalhar, porem o X tem um diploma que
o dá poder de assinar uma obra de Zm², e que o técnico Y só pode assinar
projetos de Z/3m².
Perdoem a comparação, mas vejo a regulamentação como algo que iria colocar uma
pedra a mais no caminho de quem quer aprender, contribuir, ganhar experiência.
A filtragem de profissionais qualificados já acontece hoje pelas empresas que
se interessam. Que pede um sistema ao "sobrinho" sabe o risco que corre, e é
responsável por ele.
Também acredito que o conhecimento só se desenvolve junto da liberdade.
Essa semana vi uma palestra sobre javascript dada por um garoto de menos de 14
anos, que, pra ser capaz de falar como falou deve ter feito já alguns trabalhos
profissionais.
Um erro em análise de sistemas não mata pessoas como um erro médico ou um erro
em um projeto de um shopping. E se puder matar, o que seria um caso muito
específico, cabe ao dono do projeto testar e se certificar de que não
acontecerá. Existem profissionais confiáveis no mercado para tal.
Se for aprovada será um retrocesso, no que diz respeito à evolução do
conhecimento.
Me pergunto como alguem perderia o poder de exercer a profissão... Será que o
cara que denunciou a falha da telefonica? http://tinyurl.com/n39c8q
Atenciosamente,
Rafael Souza
> From: [email protected]
> To: [email protected]
> Subject: Re: [PSL-RN] Regulamentação da profissão
> Date: Sun, 23 Aug 2009 10:51:34 -0300
>
> Prezados PSL-RNistas,
>
> A questão da qualidade e da segurança de sistemas é padronizada
> através de sistemas de certificação. Os conhecimentos técnicos também
> podem ser aferidos através de sistemas de certificação. Ao meu ver,
> quem quiser qualidade sabe muito bem como alcançá-la. E quem quiser um
> sistema pronto a qualquer custo, desde que seja o mais baixo possível,
> também!
>
> Enfim, pelo que eu sei, os paises os mais avançados em TI, e em
> sistemas confiáveis, não possuem nenhum conselho de classe para isto.
> Também, já que a discussão se desenrola na PSL-RN, não vejo como
> software livre, desenvolvido geralmente colaborativamente por uma rede
> de desenvolvedores sem fronteira, pode se desenvolver em um sistema
> onde a produção é amarrada por um conselho de regulamentação. Ou
> melhor, temo ver muito bem: pagando alguma taxa de "homologação" a tal
> conselho... pagamento este que deverá ser renovado a cada nova versão
> do sistema.
>
> Mas certamente que há muita gente interessada na existência de um
> conselho para "gerenciar" a força de trabalho em TI no país, sobretudo
> se o pagamento de anuidades a tal conselho for uma condição necessária
> para exercer uma atividade nessa área.
>
> Atenciosamente,
>
> -- David Deharbe
>
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