Oi David,
Deixe eu tentar elaborar um pouco meu ponto de vista.

Com relacao a diferenca, a questao eh que para um leigo eh dificil avaliar
um profissional. A obrigatoriedade pode gerar uma educacao forcada para o
consumidor, que vai contratar um profissional ou empresa que empregue um
profissional registrado no conselho, talvez ateh sem ter este discenimento
de profissional registrado x nao registrado. Seria algo como a mao do estado
auxiliando o leigo. Nao consigo deixar de comparar com o 13o salario: porque
nao o recebemos diluido no salario mensal?

Eu tambem prefiro contratar pessoas com certificacao, experiencia,
comprovado o conhecimento, mas eu sou da area, entao pra mim eh mais facil
fazer este tipo de avaliacao. Imagine voce ter que avaliar o trabalho de um
advogado ou de um engenheiro civil =).

Com relacao aos instrumentos juridicos, concordo com vc, eles existem, mas
se pudermos evitar problemas, nao seria valido? Eu acredito que se um
instrumento vem pra melhorar, mesmo que nao resolva 100%, ele eh valido.


abraco,
__
Eduardo Coelho | MCT | LPIC-2 | Gerente Técnico
IT CURSOS | Microsoft Gold Certified Partner | Approved Linux Training
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2009/8/24 David Deharbe <[email protected]>

>
> On Aug 24, 2009, at 7:52 AM, Eduardo Coelho wrote:
>
>> Favos fazer um paralelo com a engenharia civil. Eu, na posicao de leigo em
>> construcao civil, me sentiria mais confortavel em contratar um engenheiro ou
>> um cara que "sabe fazer"? Eu me sentiria mais confiante na contratacao do
>> engenheiro. Eh logico que o cara "que sabe" pode fazer um servico melhor que
>> o engenheiro, isto nao estah em questao, mas as chances de dar problemas sao
>> bem maiores se eu nao contrato o cara que, a principio, eh quem sabe fazer,
>> correto?
>>
>
> Certo, eu acho que eu entendo a analogia. O que eu queria entender é o que
> a existência de um conselho mudaria. Se você se sentir mais confortável
> contratando um profissional diplomado, então o que é que lhe impede, hoje,
> quando contrata um serviço, de pedir ao contratado fornecer seus
> antecedentes profissionais e acadêmicos? Do outro lado, se um profissional
> tem um diploma, em que o fato dele pagar uma anuidade a um conselho torna
> ele mais competente?
>
> Na área de informática, que é a da minha competência, ou de menor
> incompetência ;-), eu certamente não iria confiar nisso para determinar quem
> contratar. Dou mais valor à experiência profissional e a certificações.
>
>  Fugindo desse aspecto, eh importante tb ressaltar que ha lados positivos
>> para nos, profissionais. A gente vive reclamando que ninguem respeita
>> profissional de informatica, que o povo nao quer pagar profissional liberal,
>> reclama dos "boyzinhos que consertam computador", reclama de salarios. Pois
>> bem, um conselho traz mais regulamentacao.
>>
>
> Uma coisa é certa: se houver conselhor, você tera que pagar uma anuidade
> para poder exercer a sua profissão. Mesmo que você trabalhe em outro setor
> de atividade, e esquecer de avisar o conselho que não quer mais atuar na
> área, você deve continuar a pagar suas anuidades, ou então o conselho entra
> na justiça para lhe cobrar os atrasados (não estou inventando, o CREA faz
> isso). Do outro lado, seria ótimo que os salários aumentem, mas não
> apostaria na existência de um conselho para resolver este problema.
>
> Eu sou muito a favor de regulamentação, mas aos meus olhos, a criação de um
> conselho não ajudará os profissionais a terem melhores salários, nem dará
> proteção à sociedade contra maus profissionais. Será apenas mais uma
> estrutura parasita a onerar os custos de produção na área de TI.
>
> Independentemente de conselho, existe uma rica legislação que rege as
> transações comerciais. Quem vende um produto é legalmente responsável
> perante os tribunais, não? Se um cliente se sentir prejudicado, ele deve
> procurar seus direitos na justiça. Os CREAs da vida não impedem a existência
> de empresários sem escrúpulos... Considere o caso de prédio que desaba. O
> mesmo foi construído por profissionais devidamente registrados no CREA. O
> que as vítimas podem fazer? Procurar seus direitos na justiça, entrando com
> ação contra os profissionais (engenheiros e arquitetos). Em que o CREA deu
> proteção à sociedade (entenda as vítimas) neste caso?
>
> []s
>
> -- David Deharbe
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