Oi Gerald, Eu acho que não é paranóia o cuidado que estamos tomando. O OpenStreetMap, em sua essência, é um projeto de dados abertos. Um dos nossos esforços como comunidade é garantir que eles continuem sendo abertos. Aqui há uma definição boa de dados abertos, que norteia a licença do OpenStreetMap, vale a pena uma lida se não conhece:
http://opendefinition.org/okd/ Sobre a identificação dos usuários, não há descaso. O que há é que o OpenStreetMap tem uma cultura anti-burocrática, muito diferente do que estamos acostumados. Para se abrir uma empresa no Brasil, por exemplo, são exigidos vários documentos e procedimentos, o que toma muito tempo (e dinheiro). Esta burocracia, criada na maior das boas intenções, no final das contas não garante que as empresas vão agir dentro da lei, pelo contrário, e acaba-se gerando uma ineficiência econômica. Já em países desenvolvidos é fácil você abrir uma empresa. Em questão de dias você pode fazê-lo, mas estará em sérios problemas se sua empresa for pega cometendo uma irregularidade. Muito diferente do que em nosso país. A filosofia do OpenStreetMap segue a mesma linha anti-burocrática. Qualquer um pode editar, bastando uma conta de e-mail e a concordância com os Termos do Contribuidor (Contributor Terms). Mas se um usuário for pego fazendo edições nocivas, poderá sofrer sanções e até ser banido do projeto. Veja a lista dos usuários nesta situação: http://www.openstreetmap.org/user_blocks Não é nada difícil identificar padrões de vandalismo, uso de dados com copyright e outras edições nocivas. Quando um usuário manda uma cidade inteira para dentro do OpenStreetMap, é bastante fácil perceber. Talvez não se perceba no mesmo momento que o usuário fez, como foi o caso do Erick, mas sempre é possível voltar atrás nas edições. Todos os casos de edições nocivas que você citou podem ser revertidas sem nenhum problema ao serem identificadas. A gente reclama tanto sobre a cultura burocrática do nosso país, mas quando nos é oferecida a liberdade, parece que não sabemos o que fazer. Por isso precisamos ficar bastante atentos a possíveis desvios. Estou percebendo que está chegando bastante do Tracksource, e acho importante que trabalhemos para que estas pessoas assimilem a cultura do OpenStreetMap e ajudem a construir o melhor mapa do mundo. Vitor 2013/8/21 Gerald Weber <[email protected]> > Olá a todos > > estou dando reply a esta mensagem do Nelson somente pela conveniência > de manter o thread, nada específico com ele, OK? Digo isto porque vou > expressar alguns pensamentos aqui que sei que vão provocar alguma > reação. > > Esta discussão revela um certo nível de paranóia com a origem dos > dados que é completamente contraditório com o completo descaso do OSM > na identificação de novos usuários. > > Ou seja se formos ser ultra-restritos, somente aceitando dados cuja > origem tenha sido registrada em cartório com assinatura reconhecida, > então não podemos cadastrar novos usuários, virtualmente anônimos, e > dar a eles poderes completamente irrestritos sobre a base de dados. > > Uma das duas coisas está exagerada e por isto estamos tendo estes > problemas. > > Da maneira como está, é impossível saber a legitimidade de qualquer > dado até porque os usuários são virtualmente anônimos. Pode-se > registrar no OSM tendo um simples email, sem qualquer verificação de > nome, endereço etc. Não sabemos sequer se um usuário é maior de idade > e se pode responder legalmente pela origem dos dados que ele põe. > > Ou seja, foi dito que as edições do TrackSource não são rastreáveis, > mas peraí, as edições do OSM também não são. Os usuários do OSM não > são rastreáveis e todos os aplicativos (Potlatch, JOSM etc) deixam > você colocar dados sem a tag source= na boa. > > Por isto não é sequer possível ser tão restrito assim com a origem dos > dados. Temos de assumir que os dados foram geralmente coletados de boa > fé. Eu penso que se um usuário coletou os dados mas deu uma > "conferidinha" no Google ou no Bing isto não invalida os dados. O > problema está no Crtl-C Crtl-V de algo que não é seu. > > No limite, se um usuário deu upload num tracklog de um aparelho GPS > roubado, a gente pode usar o dado ou não? Afinal este tracklog não > seria obtido ilegalmente também? E se o usuário é menor de idade e > está incluindo os dados sem os pais saberem? Isto também é ilegal. E > daí? > > O problema estão em dados que são idênticos à da fonte protegida, por > exemplo se as coordenadas são idênticas até a última casa decimal e > repetem até erros de ortografia. > > O que eu sei é que para mim não está claro onde está o limite da > legitimidade e onde está a paranóia. Por exemplo, se eu coloco um dado > como sendo source=survey, tenho que provar que eu estive de fato lá? > Como? > > Agora que a completa permissividade em relação a usuários anônimos > tinha que ter um freio isto para mim está muito claro. > > abraços a todos > > Gerald > > _______________________________________________ > Talk-br mailing list > [email protected] > http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >
_______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
