Pessoal, percebi que aquele padrão com "Rua" para nomes de ruas apareceu em Casimiro de Abreu - RJ.
Esse é o changeset: http://www.openstreetmap.org/browse/changeset/16303429 Desculpem-me por não ter percebido antes. 2013/8/23 Wille <[email protected]> > Não vejo o fato de o cadastro no OSM ser tão desburocratizado como um > grande problema. É bom lembrar que a wikipédia, apesar de ter várias > ferramentas de moderação, permite que se edite uma página sem nem fazer o > login. > > Acho interessante que uma pessoa possa fazer um cadastro rápido e > acrescentar o nome da rua onde mora ou meia dúzia de POIs que ela conheça > ou até corrigir alguma informação errada. São pequenas colaborações, mas > que, multiplicado por um grande número de usuários, podem fazer a diferença > e chegar em lugares que talvez nenhum mapeador experiente chegaria. O que a > gente precisa é que os softwares de edição sejam mais inteligentes e tenham > uma validação mais rígida para não permitir certos erros. > > O ônus de poder contar com a colaboração de qualquer pessoa, é que a gente > tenha que investir um certo tempo corrigindo os erros dos novos > contribuidores. É assim para o OSM, para a Wikipédia, para projetos de > software livre ou qualquer outra atividade colaborativa. > > > On 23-08-2013 19:00, Vitor George wrote: > > Oi Gerald, > > Meus comentários abaixo. > > 2013/8/23 Gerald Weber <[email protected]> > >> >> >>> Para se abrir uma empresa no Brasil, por exemplo, são exigidos vários >>> documentos e procedimentos, o que toma muito tempo (e dinheiro). Esta >>> burocracia, criada na maior das boas intenções, no final das contas não >>> garante que as empresas vão agir dentro da lei, pelo contrário, e acaba-se >>> gerando uma ineficiência econômica. >>> >>> Já em países desenvolvidos é fácil você abrir uma empresa. Em questão >>> de dias você pode fazê-lo, mas estará em sérios problemas se sua empresa >>> for pega cometendo uma irregularidade. Muito diferente do que em nosso país. >>> >> >> Olha, desculpa, mas não vou embarcar nesta conversa de "em países >> desenvolvidos" tudo é mais fácil. Trabalhei por muitos anos no exterior, >> sei que não é assim. Algumas coisas são, outras não. >> > > Eu não disse que tudo é mais fácil em países desenvolvidos. O que eu > disse que há menos burocracia no exemplo que dei. > > >> >> >>> A filosofia do OpenStreetMap segue a mesma linha anti-burocrática. >>> Qualquer um pode editar, bastando uma conta de e-mail e a concordânciacom >>> os Termos do Contribuidor ( >>> Contributor Terms). Mas se um usuário for pego fazendo edições nocivas, >>> poderá sofrer sanções e até ser banido do projeto. Veja a lista dos >>> usuários nesta situação: >>> >>> http://www.openstreetmap.org/user_blocks >>> >> >> Me desculpe, mas as sanções que o usuário sofre são ridículas. É >> bloqueado até que leia a mensagem (em inglês). Uau, que medo. Veja o caso o >> Matheus Eduardo. E se for bloqueado? É só abrir outra conta no dia >> seguinte. A lista: só isto de contas bloqueadas? Tem 1.3 milhões de >> usuários no OSM!! >> > > Eu monitoro todas as edições do Matheus Eduardo e de outros > automaticamente pelo feed da página de usuários, e até agora não percebi > novos problemas. O banimento do projeto me parece suficiente. Se o usuário > abrir uma conta no dia seguinte, ele vai provavelmente ser pego novamente. > Pode ser virar um jogo de gato e rato, mas uma hora um dos dois vai cansar, > e eu acho que vai ser o infrator. Enfim, nenhum sistema é a prova de falhas. > > O OSM tem esse número que você falou de usuários registrados, mas no > Brasil deve ter uns quatro mil colaboradores que editaram o mapa. Não é > tanta gente assim pra monitorar. > > > >>> Não é nada difícil identificar padrões de vandalismo, uso de dados com >>> copyright e outras edições nocivas. Quando um usuário manda uma cidade >>> inteira para dentro do OpenStreetMap, é bastante fácil perceber. Talvez >>> não se perceba no mesmo momento que o usuário fez, como foi o caso do >>> Erick, mas sempre é possível voltar atrás nas edições. Todos os casos >>> de edições nocivas que você citou podem ser revertidas sem nenhum >>> problema ao serem identificadas. >>> >> >> >> Pode não ser nada difícil, mas também não é nada fácil. Se a gente >> recebesse alertas de que dados nossos foram apagados já seria um grande >> avanço. A gente poderia por exemplo estabelecer no perfil que sempre que >> mais que X nós forem apagados ou alterados a gente recebesse um email. Sei >> lá algo, do gênero. Isto é algo que tem que vir de dentro do sistema do >> OSM, não pode ser um script maluco no whodidit ou coisas do gênero. >> > > Uma ferramenta que é bastante fácil de usar é o OSM Mapper da ITO: > > http://www.itoworld.com/static/openstreetmap_tools/osm_mapper.html > > Basta selecionar a região que vc quer monitorar e ele gerará um feed e > visualizações das edições. Aí já dá para pegar bastante coisa > inconveniente. Recomendo muito esta ferramenta. > > >> >>> >>> A gente reclama tanto sobre a cultura burocrática do nosso país, mas >>> quando nos é oferecida a liberdade, parece que não sabemos o que fazer. Por >>> isso precisamos ficar bastante atentos a possíveis desvios. Estou >>> percebendo que está chegando bastante do Tracksource, e acho importante >>> que trabalhemos para que estas pessoas assimilem a cultura do >>> OpenStreetMap e ajudem a construir o melhor mapa do mundo. >>> >>> >>> >> Na verdade nosso pais não é burocrático, é desorganizado. A burocracia >> é consequência inevitável desta desorganização. >> >> Agora no OSM a parte das licenças é burocrática e cheia de dedos. Não >> pode isto, não pode aquilo. Se quiser fazer não-sei-o-que tem que conversar >> com a comunidade X depois com a lista Y e depois com Z. Em algum lugar >> temos um conflito de culturas, não temos? >> >> Tem hora que confesso que me dá uma pontinha de inveja do TrackSource. >> Eles não estão nem aí, usam o Google e nem disfarçam, enfim fazem o que >> querem. E sabe o que vai acontecer? Nada. Absolutamente nada. E nenhum >> maluco entra na base deles de um dia para outro e sai mexendo nas coisas. >> Não me entenda mal, eu sou contra copiar se a gente não tem autorização, >> por isto sou Linux-only há 13 anos, e por isto decidi não participar do >> Tracksource. Mas eles sim é que não tem qualquer burocracia, e olha que são >> um projeto brasileiro. E do ponto de vista de mapa o deles dá de 10 a 0 no >> nosso OSM/Brasil. >> > > Até onde sei, no Tracksource você tem que cumprir requisitos para pode > editar uma área, ser autorizado pelo DM, etc. Me parece bastante > burocrático. O mapa deles pode ser bom, mas a sua aplicação é bastante > limitada pela questão da licença e do copyright. Se um dia o Google > resolver fazer um pente-fino no mapa deles, não sei se sobra muita coisa. > > > >> >> Da minha parte não estou propondo burocracia nenhuma. Apenas estou >> apontando que há duas componentes mutuamente exclusivas. De um lado querer >> um purismo absoluto com a origem dos dados (não pode nem olhar de longe pro >> Google), e do outro aceitar 1 milhão de usuários anônimos fazendo o que bem >> entendem com da base. Isto não tem como funcionar. >> > > Eu entendo que você não está propondo burocracia, Gerald. Só não > gostaria mais ouvir a palavra Google nesta lista de discussão. :) > > A gente pode até ser mais flexível com dados do governo, que deveriam > ser de domínio público por padrão, mas qualquer coisa do Google está fora > de questão. E esse é o maior risco de cópia, porque é extremamente fácil de > fazer, e o Google ainda é mais completo na maioria cidades. > > Você é uma pessoa que faz edições da sua localidade, envia tracks de > GPS, é preocupado. Mas existem usuários que só querem saber de mapear da > cadeira e vão copiar na primeira chance. Não podemos passar a imagem de que > vamos ser condizentes com isso. > > > >> No meu entender o maior problema que afeta o OSM hoje é a >> confiabilidade dos dados. Não vejo como obter esta confiabilidade com uma >> base de usuários anônimos-de-poderes-ilimitados. Sempre que eu viajo eu >> levo uma cópia do mapa do Brasil no Osmand. Toda vez encontro partes que eu >> mesmo mapeei mexidas e alteradas, muitas vezes erradas. Daí entro em >> contato com o usuário que alterou e raras vezes recebo alguma resposta. >> >> Olha isto cansa. Cansa e desanima. Eu gostaria que o OSM desse tanta >> importância à proteção dos dados já existentes, de usuários identificados, >> honestos e tecnicamente capazes como dá importância a preservar a >> identidade de usuários anônimos e se importar com firulas inatigíveis de >> licenças. >> >> O que eu penso que precisa acontecer seria o seguinte: >> >> 1) O usuário cadastra, e ao menos teria de fornecer um nome real e um >> endereço de correspondência. Isto não é burocracia, é o mínimo do mínimo do >> mínimo de controle. Eu também não teria nada contra um sistema de endosso >> como tem no Arxiv, é simples e eficaz. >> >> 2) O usuário é automaticamente cadastrado numa das listas de discussão >> (não entendo porque já não é assim), boa parte dos problemas são de >> usuários que não se comunicam com a gente. >> >> 3) O usuário começa com poderes limitados para editar. Por exemplo não >> pode apagar dados por algum tempo, não pode submeter um changelog com um >> conjunto grande de dados (para evitar importações problemáticas) enfim >> coisas do gênero. Isto seria até para a proteção do próprio usuário novato >> (e bem intecionado) que se sentiria mais seguro para fazer edições sabendo >> que não vai causar estragos por desconhecimento. >> >> 4) Estabelecer uma lista de tags source, e obrigar a escolher uma >> delas. Ou seja, deveria ser *impossível* salvar qualquer dado sem >> source. Se nenhuma das opções pré-existentes atende, abre-se a discussão e >> registra-se novas opções de origem de dados. Imagine o seguinte: chega o >> usuário novo e pega uma coisa do Google e tenta colocar na base, aí ele é >> obrigado a escolher uma source pré-definida e não aparece "Google", no >> mínimo vai desconfiar, não vai? Quantos usuários já colocaram dados do >> Google na melhor das intenções, até colocam source=Google? >> >> Ou seja, ou é isto, ou então se aceita que a base de dados do OSM será >> uma eterna colcha de retalhos de dados que vieram sabe-se lá de onde, e >> aceita-se que os dados do OSM não são confiáveis já que em qualquer momento >> alguém pode vir e apagar uma relação crucial ou apagar ou introduzir dados >> falsos. >> >> É uma questão que o OSM vai ter que tratar se quiser sobreviver e não >> cair na irrelevância. A wikipedia custou mas teve de fazer isto e não vejo >> como nós podemos continuar sendo cegos para o problema. >> >> > Concordo plenamente que temos que melhorar a qualidade dos dados. > > As suas sugestões são boas, mas aí eu acho que teria que ser discutido > na lista geral do OSM. > > Localmente, acho que o caminho é desenvolver mais ferramentas de > melhoria de qualidade, como aquela que calculava conexões. Faz tempo que > não publico, mas posso voltar a fazer se quiserem. Aqui na lista está cheio > de programador, seria bom se existissem mais script, sites, apps que ajudem > a melhorar o mapa no Brasil. > > Abraço, > Vitor > > > _______________________________________________ > Talk-br mailing > [email protected]http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br > > > > _______________________________________________ > Talk-br mailing list > [email protected] > http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br > >
_______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
