Falando em moderação/monitoração de alterações, acabei de descobrir outro sistema para monitorar alterações: http://owl.apis.dev.openstreetmap.org/
Ainda está em beta, mas é mais fácil de usar que o OSM History Viewer. 2013/8/23 Fernando Trebien <[email protected]>: > Eu concordo com 97% do que disseste, Gerald, e com os outros 3% eu não > tenho uma posição muito clara ainda. > > Acho - e creio que poderíamos solicitar à comunidade internacional - > que aquele recurso do OSM History Viewer deva ser algo integrado na > interface web do OSM. Ou seja, ao clicar num changeset, você precisa > de uma forma gráfica de comparar o antes e o depois, que realce o que > foi alterado. Era muito prático, quando estava no ar, e não está mais. > > Quanto ao TrackSource, também tenho uma certa inveja (no sentido de > saber que "não vai dar em nada"), mas na verdade isso é algo que é > impossível de prever. Eu disse esses dias que a gestão do Google pode > mudar a qualquer momento, e provavelmente eles fariam uma caça às > bruxas caso começassem a perder o mercado de mapas (caso o OSM fique > mais popular, algo que tende a acontecer a longo prazo na minha > opinião). Então, sim, rola uma inveja, mas o OSM veio pra ficar, e o > TrackSource, bem (sem ofensas) mas estão com uma briga de egos nesse > momento, tendo que lidar com uma administração meio linha-dura. Aqui > no OSM eles podem mapear coisas que nunca sonharam em mapear no > TrackSource (talvez não tenham interesse? ou talvez sim), mas a > "liberdade" tem um custo. > > Concordo que os usuários não deveriam ser tão anônimos. A Wikipédia > tem um sistema de moderação, e sei que o OSM na Alemanha (talvez > também em outros países) tem o mesmo (mas não é integrado no sistema). > Talvez devamos descobrir como eles fazem e nos organizar da mesma > forma. Ainda assim, "moderação" é algo muito... complicado. Há casos > de moderadores na Wikipédia que "moderam" demais, outros que "moderam" > de menos. Temos que pensar em como estruturar esse sistema pra não > ficar tão rígido quanto é no TrackSource (e acabar com as mesmas > desavenças). > > A qualidade dos dados do OSM é, desde o princípio, a mesma qualidade > que os dados da Wikipédia. Ou seja, sem garantias. Você confia que a > maior parte das pessoas que se dispôs a editar tinham uma boa > intenção. Você confia que elas produzirão um resultado bom se a > ferramenta de edição for boa, se houver informação na internet (no > wiki, por exemplo) que ajude a resolver as dúvidas, etc. (Foi por isso > que eu parei a minha importação de rotas de ônibus em PoA, porque a > tradução do iD é extremamente importante, tem impacto direto na > qualidade do mapa. Existem até textos explicativos no iD que > poderíamos modificar para dar instruções que valem aqui no Brasil, e > talvez até instruções melhores que as originais em inglês.) > > Então sim, você confia que o OSM é uma colcha de retalhos, em que cada > pedaço foi costurado por uma pessoa diferente. Nossa premissa é que as > ferramentas melhorarão e as comunidades crescerão a ponto de se formar > uma "cultura" que uniformize os problemas locais ao longo do tempo. É > uma colcha de retalhos que, a cada dia que passa, parece mais e mais > com uma colcha inteira. > > Poderíamos solicitar aos criadores do iD e do Potlatch que > preenchessem a tag source com o texto "Bing" (ou "survey" se estiver > importando de um tracklog). Talvez até o JOSM poderia preencher essa > tag automaticamente em alguns casos. Agora "impossível" salvar os > dados sem source... não sei se ia funcionar. A API é muito livre - > muito mesmo. Há gente que se opõe que essa tag seja preenchida em > importações e que seja na verdade uma tag do changeset (foi o que me > disseram quando eu preparava os aglomerados subnormais). > > Então, o que eu apoio: sistema de visualização gráfica de changesets, > sistema de moderação. Ah sim, e também concordo que a pessoa teria que > ser associada à lista de e-mails pra que tirasse as suas dúvidas. > Podemos requisitar tudo isso, eu acho. Só não sei se vão nos atender > pra amanhã, e talvez nos digam "tá aqui o código-fonte, façam, mostrem > que funciona, se gostarmos colocamos no ar no nosso servidor". > > 2013/8/23 Gerald Weber <[email protected]>: >> Prezado Vitor >> >> assim como você eu prezo a liberdade e a informalidade. Do contrário não >> participaria do OSM. >> >> >> 2013/8/23 Vitor George <[email protected]> >>> >>> >>> Sobre a identificação dos usuários, não há descaso. O que há é que o >>> OpenStreetMap tem uma cultura anti-burocrática, muito diferente do que >>> estamos acostumados. >> >> >> Discordo. O descontrole é completo, já que os usuário são anônimos. >> Desculpa, mas cultura anti-burocrática é uma coisa, descontrole total é >> outra. >> >> Eu simplesmente não vejo como conciliar total controle dos dados com total >> descontrole dos usuários. >> >> >>> >>> Para se abrir uma empresa no Brasil, por exemplo, são exigidos vários >>> documentos e procedimentos, o que toma muito tempo (e dinheiro). Esta >>> burocracia, criada na maior das boas intenções, no final das contas não >>> garante que as empresas vão agir dentro da lei, pelo contrário, e acaba-se >>> gerando uma ineficiência econômica. >>> >>> Já em países desenvolvidos é fácil você abrir uma empresa. Em questão de >>> dias você pode fazê-lo, mas estará em sérios problemas se sua empresa for >>> pega cometendo uma irregularidade. Muito diferente do que em nosso país. >> >> >> Olha, desculpa, mas não vou embarcar nesta conversa de "em países >> desenvolvidos" tudo é mais fácil. Trabalhei por muitos anos no exterior, sei >> que não é assim. Algumas coisas são, outras não. >> >>> >>> A filosofia do OpenStreetMap segue a mesma linha anti-burocrática. >>> Qualquer um pode editar, bastando uma conta de e-mail e a concordância com >>> os Termos do Contribuidor (Contributor Terms). Mas se um usuário for pego >>> fazendo edições nocivas, poderá sofrer sanções e até ser banido do projeto. >>> Veja a lista dos usuários nesta situação: >>> >>> http://www.openstreetmap.org/user_blocks >> >> >> Me desculpe, mas as sanções que o usuário sofre são ridículas. É bloqueado >> até que leia a mensagem (em inglês). Uau, que medo. Veja o caso o Matheus >> Eduardo. E se for bloqueado? É só abrir outra conta no dia seguinte. A >> lista: só isto de contas bloqueadas? Tem 1.3 milhões de usuários no OSM!! >> >>> >>> Não é nada difícil identificar padrões de vandalismo, uso de dados com >>> copyright e outras edições nocivas. Quando um usuário manda uma cidade >>> inteira para dentro do OpenStreetMap, é bastante fácil perceber. Talvez não >>> se perceba no mesmo momento que o usuário fez, como foi o caso do Erick, mas >>> sempre é possível voltar atrás nas edições. Todos os casos de edições >>> nocivas que você citou podem ser revertidas sem nenhum problema ao serem >>> identificadas. >> >> >> >> Pode não ser nada difícil, mas também não é nada fácil. Se a gente recebesse >> alertas de que dados nossos foram apagados já seria um grande avanço. A >> gente poderia por exemplo estabelecer no perfil que sempre que mais que X >> nós forem apagados ou alterados a gente recebesse um email. Sei lá algo, do >> gênero. Isto é algo que tem que vir de dentro do sistema do OSM, não pode >> ser um script maluco no whodidit ou coisas do gênero. >> >> >>> >>> >>> A gente reclama tanto sobre a cultura burocrática do nosso país, mas >>> quando nos é oferecida a liberdade, parece que não sabemos o que fazer. Por >>> isso precisamos ficar bastante atentos a possíveis desvios. Estou percebendo >>> que está chegando bastante do Tracksource, e acho importante que trabalhemos >>> para que estas pessoas assimilem a cultura do OpenStreetMap e ajudem a >>> construir o melhor mapa do mundo. >>> >>> >> >> Na verdade nosso pais não é burocrático, é desorganizado. A burocracia é >> consequência inevitável desta desorganização. >> >> Agora no OSM a parte das licenças é burocrática e cheia de dedos. Não pode >> isto, não pode aquilo. Se quiser fazer não-sei-o-que tem que conversar com a >> comunidade X depois com a lista Y e depois com Z. Em algum lugar temos um >> conflito de culturas, não temos? >> >> Tem hora que confesso que me dá uma pontinha de inveja do TrackSource. Eles >> não estão nem aí, usam o Google e nem disfarçam, enfim fazem o que querem. E >> sabe o que vai acontecer? Nada. Absolutamente nada. E nenhum maluco entra na >> base deles de um dia para outro e sai mexendo nas coisas. Não me entenda >> mal, eu sou contra copiar se a gente não tem autorização, por isto sou >> Linux-only há 13 anos, e por isto decidi não participar do Tracksource. Mas >> eles sim é que não tem qualquer burocracia, e olha que são um projeto >> brasileiro. E do ponto de vista de mapa o deles dá de 10 a 0 no nosso >> OSM/Brasil. >> >> Da minha parte não estou propondo burocracia nenhuma. Apenas estou apontando >> que há duas componentes mutuamente exclusivas. De um lado querer um purismo >> absoluto com a origem dos dados (não pode nem olhar de longe pro Google), e >> do outro aceitar 1 milhão de usuários anônimos fazendo o que bem entendem >> com da base. Isto não tem como funcionar. >> >> No meu entender o maior problema que afeta o OSM hoje é a confiabilidade dos >> dados. Não vejo como obter esta confiabilidade com uma base de usuários >> anônimos-de-poderes-ilimitados. Sempre que eu viajo eu levo uma cópia do >> mapa do Brasil no Osmand. Toda vez encontro partes que eu mesmo mapeei >> mexidas e alteradas, muitas vezes erradas. Daí entro em contato com o >> usuário que alterou e raras vezes recebo alguma resposta. >> >> Olha isto cansa. Cansa e desanima. Eu gostaria que o OSM desse tanta >> importância à proteção dos dados já existentes, de usuários identificados, >> honestos e tecnicamente capazes como dá importância a preservar a identidade >> de usuários anônimos e se importar com firulas inatigíveis de licenças. >> >> O que eu penso que precisa acontecer seria o seguinte: >> >> 1) O usuário cadastra, e ao menos teria de fornecer um nome real e um >> endereço de correspondência. Isto não é burocracia, é o mínimo do mínimo do >> mínimo de controle. Eu também não teria nada contra um sistema de endosso >> como tem no Arxiv, é simples e eficaz. >> >> 2) O usuário é automaticamente cadastrado numa das listas de discussão (não >> entendo porque já não é assim), boa parte dos problemas são de usuários que >> não se comunicam com a gente. >> >> 3) O usuário começa com poderes limitados para editar. Por exemplo não pode >> apagar dados por algum tempo, não pode submeter um changelog com um conjunto >> grande de dados (para evitar importações problemáticas) enfim coisas do >> gênero. Isto seria até para a proteção do próprio usuário novato (e bem >> intecionado) que se sentiria mais seguro para fazer edições sabendo que não >> vai causar estragos por desconhecimento. >> >> 4) Estabelecer uma lista de tags source, e obrigar a escolher uma delas. Ou >> seja, deveria ser impossível salvar qualquer dado sem source. Se nenhuma das >> opções pré-existentes atende, abre-se a discussão e registra-se novas opções >> de origem de dados. Imagine o seguinte: chega o usuário novo e pega uma >> coisa do Google e tenta colocar na base, aí ele é obrigado a escolher uma >> source pré-definida e não aparece "Google", no mínimo vai desconfiar, não >> vai? Quantos usuários já colocaram dados do Google na melhor das intenções, >> até colocam source=Google? >> >> Ou seja, ou é isto, ou então se aceita que a base de dados do OSM será uma >> eterna colcha de retalhos de dados que vieram sabe-se lá de onde, e >> aceita-se que os dados do OSM não são confiáveis já que em qualquer momento >> alguém pode vir e apagar uma relação crucial ou apagar ou introduzir dados >> falsos. >> >> É uma questão que o OSM vai ter que tratar se quiser sobreviver e não cair >> na irrelevância. A wikipedia custou mas teve de fazer isto e não vejo como >> nós podemos continuar sendo cegos para o problema. >> >> abraços >> >> Gerald >> >> >> >> >> >> >> _______________________________________________ >> Talk-br mailing list >> [email protected] >> http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> > > > > -- > Fernando Trebien > +55 (51) 9962-5409 > > "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) > "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) -- Fernando Trebien +55 (51) 9962-5409 "The speed of computer chips doubles every 18 months." (Moore's law) "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law) _______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] http://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
