De forma geral (não apenas restrito ao Rio), também acho vantajoso ter alguma distinção. O problema é definir um critério justo. Se a segurança pessoal for um dos pontos de maior interesse, algo na linha da etiqueta hazard=* (http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Proposed_features/hazard) poderia ser interessante. Mas daí tem o problema de avaliar a segurança de forma neutra. E é um daqueles fatores que não "está no chão" e que é, até certo ponto, meio dinâmico. Talvez essa informação seja mais adequada a sistemas dinâmicos como o B.O. Coletivo: http://www.bocoletivo.org/
(Hm eles bem que podiam tentar usar o OpenStreetMap como plano de fundo né. Vou mandar uma "carta" pra minha amiga Paula Pinheiro.) 2014-05-17 16:25 GMT-03:00 Paulo Carvalho <[email protected]>: > Aqui no Rio distinguir as comunidades e agora ainda as pacificadas é > importante. Há ainda as que se tornaram locais turísticos. Eu mesmo já fui > ao Teleférico do Complexo do Alemão e aproveitei para apreciar uma comida > caseira da cozinha típica brasileira. O Rio não tem periferia propriamente > dita. As favelas permeiam o meio urbano plenamente desenvolvido. É uma > característica dessa cidade. Os condomínios são coisas diferentes. Eles > basicamente dizem "Fique longe daqui". Por isso creio que deva haver uma > distinção. Aqui no Rio temos a tag IPP:codigo_favela. Mas acho que > precisamos de algo mais universal para distingui-las. > > > Em 17 de maio de 2014 12:16, Fernando Trebien <[email protected]> > escreveu: > >> Ah, aproveitando que esse assunto veio à tona, traduzi o artigo sobre >> a importação: >> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt:Import/Catalogue/Brazil_IBGE_Subnormal_Agglomerates >> >> Tava esquisito isso ser um artigo sobre o Brasil, sobre um assunto tão >> relevante e tão útil, e estar escrito somente em inglês. >> >> 2014-05-17 10:04 GMT-03:00 Roger C. Soares <[email protected]>: >> > Ok, valeu! >> > >> > Atenciosamente, >> > Roger. >> > >> > -- >> > Em 17-05-2014 03:10, Fernando Trebien escreveu: >> > >> >> +1 Só via resposta agora. :P >> >> >> >> 2014-05-17 1:48 GMT-03:00 Bráulio <[email protected]>: >> >>> >> >>> Isso, pode alterar para "Favela" se é realmente conhecida por isso. Ou >> >>> muda >> >>> pra seja lá o que for. Algumas até não terão prefixo algum. Se ninguém >> >>> chama >> >>> de Vila, pode substituir e nem precisa colocar no alt_name. >> >>> >> >>> Você também pode melhorar os contornos, se for necessário. >> >>> >> >>> >> >>> 2014-05-17 1:32 GMT-03:00 Roger C. Soares <[email protected]>: >> >>> >> >>>> Qual seria a diferença entre vila e favela? Na importação as favelas >> >>>> de >> >>>> Ribeirão ficaram com nome vila. Aqui agente conhece por favela, pelo >> >>>> menos >> >>>> pra mim vila não remetia a favela, a primeira vez que eu vi isso foi >> >>>> em >> >>>> POA. >> >>>> >> >>>> Eu nunca cheguei a mudar pq vila é um nome mais simpático que favela. >> >>>> E >> >>>> como aqui tem a favela do SBT, pq fica do lado do SBT, nunca soube se >> >>>> seria >> >>>> um problema com a marca ter uma "Favela do SBT" mapeada. >> >>>> >> >>>> Seria melhor alterar os nomes daqui para favela? Ou talvez colocar um >> >>>> alt_name para achar nas buscas? >> >>>> >> >>>> Atenciosamente, >> >>>> Roger. >> >>>> >> >>>> -- >> >>>> Em 17-05-2014 00:41, Fernando Trebien escreveu: >> >>>> >> >>>>> A resposta curta: no OSM, não há distinção entre >> >>>>> vilas/favelas/condomínios/áreas residenciais genéricas. Os >> >>>>> aglomerados >> >>>>> eram simplesmente uma fonte fácil de áreas residenciais, com nome e >> >>>>> contorno aproximado (que ficou para ser melhorado depois pelos >> >>>>> mapeadores locais). >> >>>>> >> >>>>> A resposta longa: obviamente os aglomerados têm características >> >>>>> especiais. Veja a definição dada pelo IBGE [1]: "[Aglomerado >> >>>>> subnormal] é o conjunto constituído por 51 ou mais unidades >> >>>>> habitacionais caracterizadas por ausência de título de propriedade e >> >>>>> pelo menos uma das características abaixo: >> >>>>> - irregularidade das vias de circulação e do tamanho e forma dos >> >>>>> lotes; >> >>>>> e/ou >> >>>>> - carência de serviços públicos essenciais (como coleta de lixo, >> >>>>> rede >> >>>>> de esgoto, rede de água, energia elétrica e iluminação pública)" >> >>>>> >> >>>>> E a explicação dada logo depois: "Sua existência está relacionada à >> >>>>> forte especulação imobiliária e fundiária e ao decorrente >> >>>>> espraiamento >> >>>>> territorial do tecido urbano, à carência de infraestruturas as mais >> >>>>> diversas, incluindo de transporte e, por fim, à periferização da >> >>>>> população. Surgem, nesse contexto, como uma resposta de uma parcela >> >>>>> da >> >>>>> população à necessidade de moradia, e que irá habitar espaços menos >> >>>>> valorizados pelo setor imobiliário e fundiário dispersos pelo tecido >> >>>>> urbano." >> >>>>> >> >>>>> Por si só, os aglomerados deveriam ser assunto de interesse político >> >>>>> e >> >>>>> humanitário, e existe uma equipe forte ligada a esse assunto: o >> >>>>> Humanitarian OSM Team (HOT). Há várias coisas que poderiam ser >> >>>>> mapeadas dentro dessas áreas e que poderiam motivar discussões sobre >> >>>>> política e auxiliar a população a avaliar a situação e com isso >> >>>>> cobrar >> >>>>> melhorias. >> >>>>> >> >>>>> Dito isso, também é verdade que as regiões mais carentes geralmente >> >>>>> são vítimas de várias circunstâncias negativas, e isso muitas vezes >> >>>>> cria um ambiente propenso ao crime (mas há exceções). Então, também >> >>>>> existe interesse da população em geral (incluindo turistas) em saber >> >>>>> onde ficam essas áreas, por uma questão de segurança pessoal. >> >>>>> (Imagine >> >>>>> uma senhora idosa, turista, andando pela cidade, sozinha. Onde você >> >>>>> diria para ela não ir? Vários lugares, mas acho provável que as >> >>>>> regiões desses aglomerados estivessem na lista.) Esse também foi >> >>>>> algo >> >>>>> que me motivou a importar os aglomerados, e não acho que seja >> >>>>> discrimnação e sim a constatação da realidade. >> >>>>> >> >>>>> Apesar de todas essas diferenças, mesmo não sendo exatamente a mesma >> >>>>> coisa que um condomínio planejado de classe média, eu não importei >> >>>>> os >> >>>>> aglomerados com qualquer distinção (exceto por um pedido pra >> >>>>> melhorar >> >>>>> os contornos e revisar os nomes), e venho mapeando as duas coisas >> >>>>> quase da mesma forma. Aqui em Porto Alegre há inclusive áreas que >> >>>>> num >> >>>>> passado distante (ali pelos anos 50) foram regiões carentes e hoje >> >>>>> são >> >>>>> de classe média/média-alta, e são mapeadas exatamente da mesma forma >> >>>>> que as regiões carentes, sem distinção [2]. A única diferença clara >> >>>>> pros condomínios [3] é que eles normalmente têm endereço e quase >> >>>>> sempre também uma cerca ou um muro (barrier=fence ou barrier=wall), >> >>>>> enquanto que as vilas e favelas [4] raramente têm essas coisas >> >>>>> (algumas às vezes têm muro num lado, mas raramente são inteiramente >> >>>>> cercadas). >> >>>>> >> >>>>> E esse assunto meio que se mistura ao assunto das living streets: >> >>>>> http://forum.openstreetmap.org/viewtopic.php?pid=402053 >> >>>>> >> >>>>> [1] >> >>>>> >> >>>>> >> >>>>> http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000015164811202013480105748802.pdf >> >>>>> [2] https://www.openstreetmap.org/way/254363256 >> >>>>> [3] https://www.openstreetmap.org/way/254363255 >> >>>>> [4] https://www.openstreetmap.org/way/210604568 >> >>>>> >> >>>>> 2014-05-16 23:17 GMT-03:00 Raffaello Bruno Limongi Freire >> >>>>> <[email protected]>: >> >>>>>> >> >>>>>> Hum, foi a partir desse caso de importação do Fernando que tive a >> >>>>>> interpretação errada de que landuse=residential aplicava-se somente >> >>>>>> a >> >>>>>> favelas, mesmo achando que não fazia sentido. >> >>>>>> >> >>>>>> Obrigado pelos exemplos. >> >>>>>> ________________________________ >> >>>>>> From: [email protected] >> >>>>>> Date: Fri, 16 May 2014 20:22:13 -0300 >> >>>>>> >> >>>>>> To: [email protected] >> >>>>>> Subject: Re: [Talk-br] Dúvida sobre favelas (aglomerados >> >>>>>> subnormais) >> >>>>>> >> >>>>>> Então, >> >>>>>> >> >>>>>> esse é um questionamento interessante. O wiki diz "An area of land >> >>>>>> dedicated >> >>>>>> to, or having predominantly residential houses or apartment >> >>>>>> buildings." >> >>>>>> sem >> >>>>>> especificar o tamanho dessa "area of land". Temos usado >> >>>>>> landuse=residential >> >>>>>> para denotar o contorno tanto de condomínios quanto de favelas por >> >>>>>> entender >> >>>>>> que essa é uma "área de terra dedicada a, ou predominantemente com >> >>>>>> casas >> >>>>>> residenciais e prédios de apartamentos". >> >>>>>> >> >>>>>> Citando dois exemplos daqui do Rio de Janeiro: >> >>>>>> >> >>>>>> 1) Vidigal, "favela" na Zona Sul com um visual maravilhoso e >> >>>>>> vivendo >> >>>>>> um >> >>>>>> processo de gentrificação avançada, que potencialmente virará >> >>>>>> bairro >> >>>>>> classe >> >>>>>> média a médio prazo: >> >>>>>> >> >>>>>> http://www.openstreetmap.org/way/85892154#map=17/-22.99510/-43.24035 >> >>>>>> >> >>>>>> e >> >>>>>> >> >>>>>> 2) Condomínio Barra de Itaúna, um dos muitos condomínios na Barra >> >>>>>> da >> >>>>>> Tijuca. >> >>>>>> >> >>>>>> http://www.openstreetmap.org/way/279431837#map=18/-22.99979/-43.41825 >> >>>>>> >> >>>>>> Note que esse segundo está ao lado da "A. M. Barra da Tijuca", um >> >>>>>> dos >> >>>>>> mais >> >>>>>> de mil "aglomerados subnormais" no município do Rio de Janeiro. Não >> >>>>>> há >> >>>>>> diferença alguma na renderização. =) >> >>>>>> >> >>>>>> Determinadas vezes, devido ao terreno acidentado, algumas >> >>>>>> comunidades >> >>>>>> possuem muitas ruas apenas para pedestres (highway=footway) e >> >>>>>> escadarias >> >>>>>> (highway=steps). Por exemplo, o Morro da Formiga: >> >>>>>> >> >>>>>> http://www.openstreetmap.org/way/87101354#map=17/-22.94147/-43.24277 >> >>>>>> Mas >> >>>>>> note que não há nenhuma tag adicional. >> >>>>>> >> >>>>>> Tendo o contorno dos quarteirões de alguma fonte (na minha humilde >> >>>>>> opinião >> >>>>>> não vale a pena mapear manualmente cada quarteirão), pode-se ainda >> >>>>>> marcar os >> >>>>>> quarteirões como landuse=residential, caso não haja condomínios >> >>>>>> separados. >> >>>>>> Por exemplo, os quarteirões de Copacabana: >> >>>>>> >> >>>>>> http://www.openstreetmap.org/way/61015459#map=19/-22.96934/-43.18491 >> >>>>>> >> >>>>>> Veja também este link no fórum: >> >>>>>> http://forum.openstreetmap.org/viewtopic.php?id=21457 >> >>>>>> >> >>>>>> >> >>>>>> []s >> >>>>>> Arlindo Pereira >> >>>>>> >> >>>>>> >> >>>>>> 2014-05-16 19:54 GMT-03:00 Nelson A. de Oliveira >> >>>>>> <[email protected]>: >> >>>>>> >> >>>>>> 2014-05-16 19:49 GMT-03:00 Raffaello Bruno Limongi Freire >> >>>>>> <[email protected]>: >> >>>>>>> >> >>>>>>> Salvo engano, foi dito aqui que era para desenhar a área das >> >>>>>>> favelas >> >>>>>>> como >> >>>>>>> landuse=residential. Porém, no wiki >> >>>>>>> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Tag:landuse%3Dresidential é >> >>>>>>> mencionado >> >>>>>>> que essa tag é usada para qualquer área predominantemente >> >>>>>>> residencial. >> >>>>>>> >> >>>>>>> Então, como deve ser? Tem alguma tag adicional? >> >>>>>> >> >>>>>> Uma vez perguntei isso no IRC do OSM e me perguntaram várias >> >>>>>> coisas: >> >>>>>> - qual a diferença de uma favela para um lugar "normal"? >> >>>>>> - qual a necessidade de classificar de forma diferente uma favela? >> >>>>>> - o que uma favela tem que qualquer outra área residencial não tem? >> >>>>>> >> >>>>>> Eu concordei com os questionamentos e me dei por satisfeito que uma >> >>>>>> favela é apenas uma área residencial assim como qualquer outra. >> >>>>>> Não acho que, por causa de renda ou condição de moradia ou qualquer >> >>>>>> outro critério, seja necessário classificar de forma diferente. É >> >>>>>> discriminatório, de certa forma. >> >>>>>> >> >>>>>> _______________________________________________ >> >>>>>> Talk-br mailing list >> >>>>>> [email protected] >> >>>>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> >>>>>> >> >>>>>> >> >>>>>> >> >>>>>> _______________________________________________ Talk-br mailing >> >>>>>> list >> >>>>>> [email protected] >> >>>>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> >>>>>> >> >>>>>> _______________________________________________ >> >>>>>> Talk-br mailing list >> >>>>>> [email protected] >> >>>>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> >>>>>> >> >>>>> >> >>>> >> >>>> _______________________________________________ >> >>>> Talk-br mailing list >> >>>> [email protected] >> >>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> >>> >> >>> >> >>> >> >>> _______________________________________________ >> >>> Talk-br mailing list >> >>> [email protected] >> >>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> >>> >> >> >> >> >> > >> > >> > _______________________________________________ >> > Talk-br mailing list >> > [email protected] >> > https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br >> >> >> >> -- >> Fernando Trebien >> +55 (51) 9962-5409 >> >> "Nullius in verba." >> >> _______________________________________________ >> Talk-br mailing list >> [email protected] >> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br > > > > _______________________________________________ > Talk-br mailing list > [email protected] > https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br > -- Fernando Trebien +55 (51) 9962-5409 "Nullius in verba." _______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
