2015-07-04 22:59 GMT-03:00 Marcio - Thundercel <[email protected]>:
> O OSM não é um tribunal onde devemos nos resguardar com provas todas nossas
> edições.

Todas não. Apenas as potencialmente polêmicas. A comunidade pode sim
julgar e discordar.

> Não sei se é a sua dificuldade de idioma, mas ali pode rever você que
> apontei as "fontes ilícitas" e comentei que elas não poderiam ser empregadas
> no OSM, mas que serviam como fontes de analise.

Dependendo do que chamas de "análise", talvez não. Elas são, no
máximo, fontes de "inspiração" para que se priorize sua verificação
através de fontes lícitas.

> Comentei que minha fonte de mapeamento foi um tracklog recebido de um
> colaborador que reside em Porto Velho e que infelizmente não o tenho mais e
> confesso que mesmo se o tivesse não o apresentaria porque não preciso ficar
> insistentemente justificando meus atos.

Quando questionado, precisa. Espera-se isso de todos.

Quando não há como defender a questão, o comum é o mapeador aceitar
que os dados sejam revertidos ao seu estado anterior. Se o mapeador
mora no local, é comum ele recoletar os dados para demonstrar.

>> Eu mencionou o TrackSource so porque eu sei que o comunidade tem muito
>> trabalho identificar edições ilícito copiado do TS, mas não tem
>> conhecimento nesses dados. Voce me mostrou 2 imagens desse trevo do
>> fontes que eu não conheço, eu não sei se isso poderia ser TS ou não,
>> mas sempre pode ter suspeito desse. Eu vai achar muito ruim se vai
>> parecer voce copiando dados do TS, o trabalho do verificar seus 5000
>> changesets para identificar qual deles pode ser copiado do TS vai ser
>> um tarefa grande demais. Eu acho muito estranho que voce não quer
>> compartilhar com o comunidade os dados que te auxiliando resolver
>> problemas da mapa, ações muito simples de teu parte poderia resolver
>> muitos discussões rapidamente.
>
>
> Mais uma vez identifico que sua dificuldade no idioma português não o
> permite ler adequadamente o que citamos.
> Lá no debate do changeset informei as fontes WAZE e HERE. Se você diz agora
> que não conhece essas fontes "ilícitas" me desculpe, pois a maioria as
> conhece e imaginei que você também as conhecesse até porque la comentou você
> que o Waze empregou dados do OSM.

Acho que ele quis dizer que a comunidade do OSM não conhece os dados
do TrackSource para saber identificá-los imediatamente.

Em outras palavras, ele quer ter certeza de que você não copiou dados
do TrackSource, que as imagens que você mostrou a ele são de uma fonte
desconhecida que poderia, talvez, ser o TrackSource.

>> eu moro no Guarapari, e frequentemente
>> andando esses trechos do BR-101 e ES-060 pra Vitoria, maioria dos
>> dados nesses trechos na mapa fui coletado por mim, e provavelmente
>> conheço esse trecho melhor que maioria das pessoas nesse lista.
>
> Desculpe, mas citar que conhece o trecho melhor que a maioria do pessoal da
> lista é para mim prepotência.

Bem, se ele anda frequentemente pelo trecho, me parece razoável o
argumento dele.

Se o residente de Porto Velho que lhe mandou os tracklogs estivesse
aqui na lista defendendo que o fez, também seria razoável.

> Muitos conhecem o trecho, inclusive eu que por sinal estarei trafegando por
> ele na próxima semana quando estarei novamente indo a Vila Velha.

Faria mais sentido suscitar a dúvida então depois de passar pelo
local. Algo pode ter mudado desde a sua última visita - e vice-versa:
algo pode ter mudado desde a última visita do Aun.

> Conhecendo bem a ES-060 deve ter se esquecido que a velocidade máxima no
> trecho da ES-060 onde se encontra o Posto da Policia Rodoviária estadual (
> http://www.openstreetmap.org/way/88221928 ) é de 40 km/h e não 80 km/h. O
> operador desse posto (sem etiqueta de operador) é a Policia Militar do
> Espírito Santo.

Acho que vocês estão entrando em especificidades (que eu desconheço) e
que seria melhor tratar disso em outro tópico. Que tal fazer isso no
fórum?

Geralmente, quando há redução de velocidade numa rodovia, é por um
trecho curto. Então, se entendi bem, o trecho de 40 km/h seria apenas
no entorno da Polícia Federal, não na rodovia toda.

> Não é bem assim.
> O roteamento está passando pelas vias urbanas de Vila Velha e pela grande
> Vitória.
> Sabemos que as vias urbanas por onde ele está passando são congestionadas e
> intrafegáveis nas velocidades máximas estabelecidas.
> Pela nossa analise corrigimos o problema a nível renderizador excluindo o
> trecho da ES-060 onde foi inserida a velocidade de 110 km/h (
> http://www.openstreetmap.org/way/186840962 )

Só um detalhe pra ajudar na clareza do debate: acho que você quis
dizer conversor, não renderizador. Um renderizador produz um mapa
gráfico, como o visto no site. O Garmin tem um renderizador que
desenha o mapa na tela. Um conversor traduz dados de um formato para
outro, por exemplo, de OSM para Garmin. O mkgmap é um conversor.
Quando esse processo de conversão é muito complexo, às vezes também é
chamado de compilador (compilar significa "juntar/fundir partes
distintas"; no caso, o compilador cria uma estrutura de dados
otimizada para o roteamento e vinculada com os gráficos que o Garmin
então exibe na tela). Pode haver um pré-processador antes do
compilador, acho que é nisso que vocês estão trabalhando. Ele
modificaria informações já baixadas do OSM antes de mandar para o
mkgmap.

> Essa inclusão não está errada, entretanto o algoritmo garmin interpreta esse
> trecho com velocidade elevada como melhor caminho para cruzamento de Vitória
> abandonando a BR-101. Ele não analisa que o roteamento prossegue pelas vias
> urbanas.

Esse é um problema bem comum com algoritmos que só têm a informação da
etiqueta maxspeed à disposição.

> Lógico e não é necessário se repetir que o OSM serve para multi aplicações e
> que não se deve ele ser editado de acordo com as necessidades de roteamento
> de uma única aplicação (roteamento gps). Por essa razão que resolvemos o
> problema dropando a nível renderizador (não no OSM)a velocidade de 110 km/h
> desse trecho da ES-080.

Perfeito, é esse o caminho.

Melhor mesmo seria ter um serviço parecido com o Waze que coletasse
esses dados em campo. Houve um projeto assim ligado ao OSM, mas morreu
antes de crescer. Podem surgir outros no futuro.

Justamente pela questão da conferência dos dados do OSM (todos os
mapeadores devem poder conferir se os dados estão corretos), nunca se
criou uma etiqueta para julgar o grau de congestionamento de uma via.
Essa informação é bastante transitória e seria difícil os mapeadores
chegarem a um consenso sobre ela.

Só por comparação, no TrackSource existem "donos" locais do mapa que
decidem essa informação. De certa forma, o mapa realmente é uma
opinião deles, com a qual as pessoas concordam sem questionar (e se
questionarem, precisam convencê-los a mudar esse julgamento). No OSM
isso não funcionaria porque não há um dono local do mapa. Mas lhe digo
que mapear o maxspeed já resolve boa parte do problema. Não todo, é
claro. Esse problema também "tende" a ser transitório (esse "tende"
varia muito no tempo). Uma estrada muito congestionada "tende" a ser
expandida, ou ter seus semáforos regulados, para aliviar o tráfego.
Obviamente, sem garantias.

-- 
Fernando Trebien
+55 (51) 9962-5409

"Nullius in verba."

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