2015-07-04 21:24 GMT-03:00 Marcio - Thundercel <[email protected]>:
> nas entrelinhas...

Cada um interpreta de um jeito. Prefiro ser direto. Complicado, sei,
às vezes parece pessoal, mas não é.

> Perdoe, mas como administrador do Maparadar discordo.
> Elaboramos no Maparadar os “termos de uso” dos seus dados e nele
> estabelecemos que somente o administrador tem a competência de autorizar o
> emprego deles.

Na verdade, não há o que discordar se está tudo ok. Eu apenas suscitei
uma dúvida (já que o site do maparadar não explicita essa informação,
e eu não estou familiarizado como projeto) e você agora esclareceu. Se
os utilizadores do site lêem termos de uso e lá diz que os autores
concedem o direito ao maparadar de usar a informação como bem queira,
então tudo certo.

> A partir do momento que os colaboradores informam pontos de alerta ao
> maparadar estes estão tornando publica essa informação e com isso perdem os
> direitos autorais sobre ela.

Desde que isso conste explicitamente nos termos de uso, senão não
segundo a lei de direitos autorais. De qualquer forma, estou trazendo
isso à tona porque queria conhecer melhor o maparadar, não entenda
como um questionamento de idoneidade.

> Apesar de ser bacharel em direito contratamos no Maparadar, em 2012,
> assessoria jurídica sobre o assunto porque tínhamos duvidas a respeito.

Se tiver documentos gerados por essa assessoria, por favor
compartilhe. Naturalmente não é obrigatório, mas seria uma
contribuição interessante para a comunidade. Não tenho formação em
direito, mas já investiguei o assunto a fundo, qualquer informação
nova só vem a somar, acredito que não só para mim.

> O residente me enviou o tracklog a apontou as fontes “ilícitas” como
> corretas e analisando-as identifiquei que o tracklog por ele enviado estava
> conforme aquelas fontes. Assim desenhei o Trevo baseado no Tracklog e não
> pelas fontes “ilícitas” apontadas e consultadas.

Sem problemas. Caso você não tenha mais a cópia da trilha, seria
possível o residente contribuir essa trilha para o OSM pelo mecanismo
padrão de submissão das trilhas? Acho que isso sana todas as dúvidas.

> Quando editei o novo trevo incluí a etiqueta source:GPS;survey no
> entendimento que isso, por si só, já estampava que o desenho não coincidia
> com a imagem satélite desatualizada.
> Ser questionado de alguma edição até concordo, mas não acreditar nas
> justificativas e respostas do editor, não concordo. Pedir a esse que mostre
> a prova, mesmo depois de apontado fontes “ilícitas” de consulta? Se você
> aceita questionamentos a sua palavra e não aceita suas justificativas, é um
> atributo seu.
> Não costumo arquivar todos os tracklogs que recebo até porque administrando
> sites de GPS recebo inúmeros. Frequentemente solicito tracklog a colaborador
> que aponta via desalinhada no mapa ou quando extrai ponto de alerta com
> coordenadas distantes da via estampada na imagem satélite.

Sei que dá mais trabalho, mas para não ter que arquivar, e não ter que
se preocupar com as justificativas posteriores, poderia submeter as
trilhas ao OSM. Não precisa ser todas, só aquelas que podem esclarecer
polêmicas. Acredito que poucas das trilhas coletadas divergem da
imagem de satélite atual (as coisas mudam, mas geralmente só perto das
vias principais), então seriam poucas trilhas a submeter ao OSM.

Também poderia não submeter, apenas guardá-las, e compartilhá-las em
caso de questionamento.

As etiquetas dos changesets são, a princípio, apenas informativas. O
objetivo da informação é permitir que outros mapeadores verifiquem a
informação que foi editada. Se você declara que fez survey, outro
mapeador pode lhe solicitar o tracklog ou fotos ou qualquer informação
que você tenha levantado, ou pelo menos entender que precisa confirmar
a informação em campo (ou seja, entender que ela não veio da imagem de
satélite).

Da mesma forma, se sua informação viesse de uma prefeitura, você
colocaria a prefeitura na etiqueta source. Isso informaria os outros
mapeadores onde procurar a informação para confirmar:
- sua veracidade; e
- sua correção

Note que nem sempre questionar significa não acreditar em você. Ás
vezes o outro mapeador só quer saber se você transcreveu a informação
corretamente. Como disse, todos somos passíveis de erro, então o
questionamento é válido.

Esse é o mesmo princípio pelo qual funciona a Wikipédia: nenhuma
informação fica lá sem que uma fonte seja citada para verificação. Se
a fonte não for fornecida, a informação pode ser removida por falta de
neutralidade. O OSM é a Wikipédia dos mapas - inclusive é assim que se
apresenta aos novos usuários. Tudo deve ser verificável, não somente
sob o ponto de vista da idoneidade, mas também do ponto de vista da
correção.

> E com muito cuidado porque a área está em constante transformação devido as
> obras. Tracklogs levantados antes podem não ser mais referencia para
> desenho.

Imagino que não exista uma comunidade muito participativa em Porto
Velho ainda. Nesse caso, se as coisas estão mudando muito rápido, nem
sempre vale a pena investir tanto em discussões sobre os elementos
mutáveis (isso não quer dizer que a discussão é inválida, somente que
pode estar custando demais para o benefício desejado). O ideal seria
ter alguém de Porto Velho mesmo mantendo o mapa dessa região. Numa
situação dessas, a pessoa simplesmente iria até o local e extrairia um
segundo tracklog caso o primeiro não estivesse mais acessível.

> Pela analise e testes que fizemos isso está ocorrendo pela max_speed
> inserida na ES-080, muito superior a da BR-101.
> Como não chegamos a uma solução aceitável a nível OSM decidimos corrigir o
> problema a nível renderizador (Mkgmap) inserindo nele drop para a max_speed
> da BR-060 nos dados OSM.
> Assim, não retiramos a informação do mapa OSM, simplesmente as
> desconsideramos a nível Mkgmap.

Perfeito. Então o maxspeed no OSM está todo correto, mas o roteamento
dá uma rota inadequada. Curiosidade minha: é realmente inadequada, se
segue por um caminho mais rápido? (teoricamente, desconsiderando o
tráfego)

> Isso desejaria eu, mas infelizmente o brasileiro é acomodado e todos sabem
> aqui que preferem criticar do que colaborar. Ainda bem que esse residente em
> Porto Velho colaborou me informando o erro no trevo e me enviando, por
> solicitação minha, o tracklog do local.

Entendo. Poderia nos copiar a mensagem que ele lhe enviou, mesmo que
seja uma declaração dizendo "tá igual à [fonte X]"? Acho que basta.
Daí o que eu faria é acrescentar uma etiqueta "note" na linha contendo
o link para a mensagem dele que você encaminhou pra cá. Dessa forma,
outros mapeadores podem verificar a informação. Note que eu colocaria
isso em "note" (um comentário informal) e não em "source" (a fonte
usada para verificar com certeza os dados). É uma diferença sutil, mas
desse jeito mapeadores locais podem duvidar da correção da informação
(e têm esse direito) e confirmá-la eles mesmos mais adiante.

> Desconheço a experiência de vocês em extração de tracklogs, mas para os que
> não sabem existem técnicas de extração de tracklogs para fins de mapeamento.
> Nem todos os colaboradores conhecem essas técnicas e muitos me enviam
> “registros de viagem” que na verdade não são adequados a mapeamento até
> porque não gravam os segmentos com espaçamento de 1 seg.

Acho que a maioria sabe desses problemas, nunca exigimos tracklogs
perfeitos. Só recomendamos que sejam interpretados levando em
consideração as limitações (e eventuais erros) do aparelho usado para
coletar a trilha.

Na verdade, não exigimos muito. Só damos recomendações. Em geral, a
gente joga a barra lá em cima por acreditar que isso faz o projeto
progredir mais rápido, e então desce até que o pedido se torne
"factível", e é então que avaliamos se o factível é satisfatório, ou
se há uma alternativa melhor. É um terreno incerto, e às vezes é na
incerteza que surgem as desavenças e a má compreensão mútua. Sem ser
condescendente, mas é natural e esperado, só temos que ter consciência
pra não atrapalhar a colaboração.

-- 
Fernando Trebien
+55 (51) 9962-5409

"Nullius in verba."

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