Peguei o bonde andando e só queria comentar alguns detalhes que entendi por altos (TL;DR), me corrijam se os interpretei mal.
Primeiro, se a imagem de satélite está desatualizada, de fato o que deve valer é o que foi coletado com tracklogs. Um passeio com o Google Street View na área sugere que a via atualmente mapeada estava em construção há pouco tempo, então acho que o seu traçado está "correto" também. Segundo, se a informação do traçado não foi obtida presencialmente ou por fonte lícita (Google Maps/Satellite, TrackSource, Waze e Here.com não são lícitos), o mapeamento feito infrigiu direitos autorais. Uma espiadinha no Google Street View não é infração quando é para relembrar algo de um lugar por onde você já passou (não vale para mapeamento remoto). Mesmo assim, essa minha espiadinha aí acima não seria justificativa para que eu, à distância, alterasse o mapa. Apenas se eu tivesse passado por lá. O próprio maparadar.com só é fonte lícita se seus colaboradores (não apenas seu administrador) declararem que renunciam o direito autoral sobre os dados que contribuíram. Caso não declarem, o administrador pode vir a ser processado, e por consequência, o OSM. O mesmo motivo já nos fez barrar a importação de dados de algumas prefeituras, e é o motivo pelo qual não podemos usar dados do TrackSource, nem que sejam doados por boa vontade. Caso qualquer desses sites passe a exigir tal declaração, apenas os dados contribuídos após essa declaração podem ser aproveitados por nós, os anteriores não, a menos que se obtenha uma declaração retroativa de cada colaborador. Se um morador local lhe mostrou um tracklog, é lícito copiar o que você lembra que viu (inclusive se estiver olhando no monitor ao lado do seu). Se usou o trackog diretamente (abriu e copiou a geometria de forma não-manual, com copiar+colar), apenas com autorização de quem o gerou. Terceiro, já fui questionado várias vezes em meus mapeamentos, em todos me dispus a coletar a informação para defender o que fiz. Por isso uso várias tags auxiliares, como source:name, source:maxspeed e source:highway por exemplo, que pouca gente usa. Faz parte do processo de colaboração ser questionado. Então, se existe um risco de ser questionado (e o risco é grande quando a imagem que temos não está atualizada), é bom guardar um tracklog pra comprovar. De preferência, tirar fotos também. Sei que é trabalhoso, mas todos queremos que o mapa seja confiável, e todos somos passíveis de erro, portanto todos somos questionáveis. Se um dia alguma empresa grande abrir processo contra o OSM alegando que dados foram obtidos ilegalmente, o tracklog é evidência do contrário. Caso um colega cobre o tracklog, não é por desconfiar da idoneidade do outro e sim por precaução, pelo bem da comunidade do OSM. Devemos então encarar o questionamento dos colegas não como uma afronta à idoneidade e sim como um simples "sanity check" (e todos precisamos, ninguém é onisciente e infalível). Quarto, é muito fácil quebrar relações sem querer (estou brigando com o pessoal do iD pra minimizar esse problema). Questionador e questionado têm que ter isso em mente para não se desentenderem à toa. Quinto, sobre este trecho: "Compreenda também que estamos tratando de vias automotivas e não vias para bicicletas e tampouco tracklogs desatualizados extraídos por bicicletas podem valer de referência para se desenhar vias ou links automotivos." Se o tracklog está desatualizado, ele certamente tem que ser encarado com cuidado. Independente se foi extraído por bicicleta ou carro. A linha da via no OSM expressa o seu eixo e representa o conjunto das suas partes (pista, calçadas, ciclofaixas, faixas de ônibus, etc.). É, portanto, uma via automotiva, mas não só automotiva. Valem tracklogs para bicicleta porque a legislação permite a circulação de bicicletas na pista junto com os carros (exceto em alguns casos especiais, como rodovias sem acostamento). Não se pode mapear com foco em uma modalidade de tráfego só, no sentido de ignorar a utilização dos dados para as demais modalidades. Sei que muitos pensam mais em carro, mas o OSM é democrático. Sexto, eu não entendi bem a questão de "dropar" o "maxspeed" da ES-060 para resolver algum problema com o mkgmap. Mas: nenhuma informação deve ser retirada do mapa para contornar problemas com aplicações específicas. A gente reiteradamente abomina qualquer mapeamento feito para aplicações específicas (seja renderizador ou roteador ou outra). Se entendi bem que é isso que foi feito, tem que ser desfeito. Sétimo e último, de fato o Waze traiu o OSM incorporando os dados que a comunidade havia produzido, sem dar o devido crédito, nem compartilhar os benefícios. P.S.: Se a questão é apenas mostrar que os dados foram de fato coletados em campo, talvez baste perguntar pro colega residente que gerou o tracklog que o compartilhe com a comunidade. Acho que isso teria economizado toda essa discussão. E não, só a palavra não basta. 2015-07-04 19:35 GMT-03:00 Aun Johnsen <[email protected]>: > On 7/4/15, Marcio - Thundercel <[email protected]> wrote: >> Conforme já citei a você anteriormente e somente a titulo de ilustração >> porque as fontes não podem ser empregadas no OSM: >> >> Tracklogs atualizados no trevo: >> >> http://gpsinfo.com.br/images/portovelho2.jpg >> > Vejo que spread e muito grande nesses tracklogs, mas pode ser por > ferramenta do visualização, esses tracklogs pode ser compartilhadas > para o OSM? do onde eles são disponíveis? >> Mapa Waze atualizado segundo informação do residente local: >> >> http://gpsinfo.com.br/images/portovelho.jpg >> > Nao conheco esse feramenta do visualisazao, os dados não e do OSM, > isso e do TrackSource? Acho que e do um projeto ou outro de mapas > crowdsource com licença não compatível com OSM, não confia muito isso > porque pode ha mesmo erros de falta do levantamento. Que a link não > existe no TS ou outros fontes similares não significa que não existe. >> Mapa Here atualizado no trevo também segundo informação desse mesmo >> residente: >> >> https://www.here.com/?map=-8.77122,-63.88256,18,normal&x=ep > Mapas Here também tem mesmo problema, mapas crowdsource sobre licença > não compativel mesmo não confiável >> >> Compreenda que esse Trevo vem sofrendo inúmeras alterações devido as obras e >> um histórico que se arrasta por anos. O DNIT assumiu as obras desse trevo >> depois que a Prefeitura não foi capaz de conduzi-las. Veja histórico disso >> em >> http://blogdocarloscaldeira.blogspot.com.br/2015/01/conheca-toda-historia-dos-viadutos-de.html >> > Isso e informação novo para mim, porque voce não divulgou isso > primeira vez? Blog do um politico aparentemente do Porto Velho, que > quer usar o problemas de terminar obras nesse trevo para fim deles, > esse pode dar mais luz sobre situação admito. >> Compreenda também que estamos tratando de vias automotivas e não vias para >> bicicletas e tampouco tracklogs desatualizados extraídos por bicicletas >> podem valer de referência para se desenhar vias ou links automotivos. >> >> O desenho que havia eu feito refletia as informações recebidas por mim de um >> residente local e você as está alterando por deduções e não vejo isso como >> correto. >> >> Agora mesmo solicitei ao colaborador que lá reside o tracklog do acesso >> passando por baixo do viaduto que foi aberto ao tráfego na semana passada. >> Estou aguardando ele me retornar. >> > Espero retorna dele, e se for posivel compartilhar os tracklogs dele > com o comunidade, vai ser muito util em disputas como esse, e talvez > podemos descobrir mais problemas do roteamento com isso? >> Se você cita que faço edições que não concorda também não concordo com >> muitas que você faz e nem por isso vou a você questionar a fonte de >> referencia empregada e mesmo informando eu replicar que não é verdade. >> >> Creio que essas discussões também não levam a nada e como você citou, se >> pararmos para ficar debatendo essas pequenas situações deixaremos de >> corrigir os inúmeros erros ainda existentes no mapa. Como você também não >> vou questionar seus erros, vou corrigi-los diretamente, mas continuo >> aguardando a correção do roteamento incorreto pela ES-060 que você se >> prontificou a corrigir. Creio que pelo visto serei obrigado a corrigir as >> velocidades incorretamente incluídas em trecho da rodovia. >> > Pelo roteamento do ES-060 e BR-101 entre Guarapari e Vitoria eu ja > coletei horas de trilhas, compartilhadas no OSM-GPS e no Mapillary, > voce pode entra e ver cada placa de velocidade, para, de a > preferencia, semaforo e mais nesses trechos, e voce pode ver que se a > mapa nao e 100% certo e bem proximo. Eu ainda esperando ferramentas > para JOSM que vai me ajudar editar isso, que e previsto melhorar os > proximo meses, e tempo a anilisar esses dados. Eu ainda tem algum > ligares ao ir gravar mesmos dados para Mapillary, para identificar > porque voce fui roteado ao sair BR-101 onde o GPS falou. Ja entrei > muitos maxspeed nesse região para melhorar o roteamento, mandei uns > 5-6 issues para OSRM para melhorar o penalidade por roteamento urbana, > e procurei para entender que tipo tags pode dar penalidade similar no > GPS como Garmin. > > Voce dize no um comentario que ha muitos radares do 60km/h nesse > trecho ES-060, se voce olhando meu Mapillary e a mapa voce pode ver > que quase tudo deles ja e no mapa e que o velocidade desses radares > não e 60km/h mas e 80km/h > > Espero se voce começar editar esses trechos que voce mesmo procurando > que tem nesses imagens Mapillary, se voce não quer esperar ate eu > terminar meu levantamento e analisa dos dados, para não totalmente > gasta meu tempo levantando esses dados. >> > > _______________________________________________ > Talk-br mailing list > [email protected] > https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br -- Fernando Trebien +55 (51) 9962-5409 "Nullius in verba." _______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
