Arlindo,
conheço bem a região porque trafego com certa frequência por ela. No mês 
passado passei pela BR-101 subindo para o interior do ES e pela ES-060, 
descendo para o Rio de Janeiro. Desci para o Rio pela ES-060 porque fui a Vila 
Velha antes. No próximo dia 13 irei novamente.

Quando identifiquei o problema, no ano passado, elevei a classe da BR-101 na 
área para TRUNK e nos testes de roteamento que fiz obtive sucesso com essa 
ação, mas infelizmente fui duramente criticado por isso e retornaram trecho 
dela para a classe PRIMARY com o comprometimento que iriam analisar o problema 
e resolver o roteamento incorreto. Já faz mais de 1 ano isso e continuo 
aguardando a solução.

A BR-101 está sendo duplicada, de Sul para Norte e quando passo por ela tenho 
gravado tracklogs e editado o mapa OSM com as alterações de duplicação.

Esse rodovia se encontra agora pedagiada em ambos os estados e por isso as 
concessionárias estão trabalhando na interrupção dos acessos e saídas dela em 
locais não tarifados. Esse situação por si só já a classificaria em MOTORWAY 
nesses trechos.

No lado do sul do Espírito Santo ela também está agora pedagiada, entretanto as 
obras de duplicação ainda estão começando.

Em Vitória, visando desafogar o trânsito por dentro da cidade, o Governo 
Federal, em parceria com o Governo Estadual, construiu a BR-101 Estrada do 
Contorno que circula a Grande Vitória (trecho dela em 
http://www.openstreetmap.org/way/151982415 ). Infelizmente esse longo trecho da 
BR-101 Estrada do Contorno não está sendo utilizado pelo roteamento OSM devido 
ao problema por mim reportado na ES-060. Eu já o classifiquei como TRUNK, mas 
antes dele existe um longo trecho da BR-101 classificado como PRIMARY ( 
http://www.openstreetmap.org/way/328488795 ).

Outra situação que interfere no roteamento, em menor força que a classe sem 
velocidade, é a inclusão da TAG MAXSPEED. De nada adianta classificarmos uma 
via TRUNK, por exemplo, e inserimos a maxspeed 60 nela existindo outra TRUNK 
paralela com velocidade superior inserida.

Confesso que me preocupa muito quando um editor insere velocidade na formatação 
de uma via. Em que pese que uma via tem uma velocidade máxima permitida 
constante da sinalização R19 dela, sabemos muito bem que a simples existência 
de semáforos, entroncamentos, tráfego, etc, interferem naquela velocidade.

Por essa e inumeras outras razões me preocupa quando aqui nesta lista se trata 
de classificação de vias.

Na minha opinião a classificação de uma via não deve seguir uma norma 
engessada. A norma deve existir sim, como balizador, mas outros parâmetros 
devem ser considerados ao se classificar uma via, em especial o do bom senso 
pautado nos resultados de roteamento.

[]s
Marcio
From: Arlindo Pereira 
Sent: Tuesday, September 29, 2015 3:34 PM
To: OpenStreetMap no Brasil 
Subject: Re: [Talk-br]Classificação de vias (agora com 50km/hora), como fica?

Aí entra um problema de tagueamento do OSM: o significado de uma via trunk no 
contexto urbano é diferente do significado num contexto rural / interurbano. 
Por exemplo, a Av. Presidente Vargas aqui no RJ é uma via trunk, embora não 
devesse ser usada num evento cruzamento entre cidades (não faria tanto sentido 
pq a ponte Rio-Niterói não é na Candelária, mas apenas exemplificando com uma 
trunk que tem sinais na cidade). 

Talvez precisemos de uma tag tipo urban_trunk ou algo do tipo para conseguir 
diferenciar.

Marcio, ocê conhece as duas rodovias em questão? Poderia dizer as 
características delas (limites de velocidade, faixas de rolamento, existência 
de vias transversais etc.)? Talvez seja o caso de elevar a BR para trunk, ainda 
que somente neste trecho, para corrigir este problema.

[]s
Arlindo
_______________________________________________
Talk-br mailing list
[email protected]
https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br

Responder a