@Sérgio, eu não estava acompanhando esta discussão ainda. Mas isso é bom que vem para mostrar que a comunidade, dentro do universo problemático de mapeamento do dia-a-dia, parece querer chegar a uma forma consensual, rápida e útil de numeração aproximada de casas.
Eu pessoalmente preferia a versão mais rápida e não necessariamente a mais exata, porque a ideia que tenho é em "pouco" tempo recolher "todas" as numerações de casas de Santa Maria a campo, casa a casa. Não é algo de outro mundo, por exemplo, esta semana creio ter capturado cerca de 500 números de casas (+ POIs), em duas horas de caminhada e 7km percorridos. Estou trabalhando no processamento para então publicar. Uma coisa que eu já fiquei ciente é que pouco adianta ficar falando do OSM para leigos, sem saber sobre essas pessoas. Eu tento sempre apresentar o OSM como solução de suas necessidades cotidianas. Coisas tipo "faça uma caridade e ajude a melhorar o mapa do OSM" funciona sim para algumas pessoas como eu, e provavelmente como vocês, caros colegas. Mas não para as pessoas de modo geral. Então, neste contexto, eu tenho pensado em criar mapas impressos para cada associação de bairro fazer o levantamento de dados do local (inclusive números de casas), e a ideia é apresentar o OSM como algo que pode fazer de fato a diferença para a localidade. Não pensei ainda bem nos argumentos, mas tenho já algumas ideias, como: "O mapa que vocês ajudarem a montar poderá ser usado pelo SAMU para agilizar o socorro de pessoas pq poderá encontrar mais rápido o endereço. A polícia poderá chegar ao local da ocorrência com mais agilidade, o que aumentará a segurança. A defesa civil vai poder ter estudos de áreas mais detalhados e poder ajudar e até mesmo precaver maiores desastres. O turismo e o comercio do local poderá ser fomentado porque o OSM ajuda a divulgar e jamais dará destaque a uma lanchonete multinacional em detrimento da lanchonete do zé da esquina. E assim por diante.". Em outras palavras, o potencial do OSM é imenso, e por isso não precisamos estar "chorando migalhas". Sobre o CNEFE: Onde vocês acham esses dados? Eu vejo pelo http://www.censo2010.ibge.gov.br/cnefe/ , só que por este site é possível apenas salvar um CSV, e de apenas um setor censitário por vez. E mesmo assim não tem coordenadas geográficas. Então como vocês estão fazendo o processamento? Visualmente? O CNEFE na zona rural tem coordenadas. Então fica um dica para quem tem esse interesse. Salva o CSV no computador, abre/importa ele para o qgis e transforma em SHP. Abre ele no JOSM, e trabalha nos dados para trazer para o OSM muita coisa interessante, como pontos de interesse, e até numeração de casas, tudo isso já com coordenadas. JAMAIS apenas importe, faça uma inspeção de cada objeto, e misture com o que já existe, sem fazer de fato uma "importação". Só para constar, que em caso de aprovação de uma versão mais generalizada do interpolation, não quer dizer que todos terão que fazer assim, mas sim que fica reconhecido como forma de mapear também, documentada, e assim aceita de fato pelos desenvolvedores que passaram a fazê-la útil de fato. _______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
