Santamariense,

Bom saber, não sabia deste site que mostraste.

Até agora só encontrei a lista completa dos endereços (que citei que precisa 
cruzar com os SHP), aqui:

ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2010/Cadastro_Nacional_de_Enderecos_Fins_Estatisticos/

Pelo que entendi do que o Vítor Rodrigo Dias falou, seria possívelcruzar com as 
geometrias das faces, que tem o código das quadras, e daí puxar os números de 
endereços.

Claro, como falei antes, não elimina a possibilidade de numeração manual, mais 
exata. Para onde for viável fazer, em tempo viável, como você cita no seu caso 
local. Mas nos casos em que não seja viável cobrir tudo manualmente (o que 
acredito seja o mais geral) em um futuro razoável (tipo se for levar mais 10 
anos para conseguir dobrar o numero de editores com gente local para isto), me 
parece que valeria pensar seriamente em investir em automatização, ainda que 
com resultados de numeração +/- aproximada.

(parentese:

Breve estatística neste mês no Brasil a partir do 
http://naoliv.iq.unesp.br/osm/stats/:

Número de usuários que editaram nos últimos 30 dias (última edição entre 15/nov 
a 15/dez/2016): 883

Características do volume de edições dos usuários (cf. "média de edições/dia" 
(avg edits/day)):

Variação:  de 0.007155635 a 3966.365747

Média= 59,50 / Desvio Padrão= 236.42 / Linha de DP= 295.92 (em edições/dia)

Número de Usuários acima da Média: 142

Número de Usuários acima da Linha de Desvio Padrão: 51

fecha parentese ).

Devem ser portanto +/- uns 150 usuários mensalmente ativos no Brasil. Para 
5.570 municípios... Daria uma média de 37 municípios por editor.  Se for fazer 
"numeração manual", se conseguir fazer 1 município por mês (não sei o tempo que 
você levou para numerar sua cidade) nas horas disponíveis, e se só fizer isso 
até terminar a numeração de endereços no Brasil, levaria 3 anos. Sem férias. 
Mas usuários que editam bastante  mensalmente (acima do desvio padrão de 295.92 
edições/dia) são apenas uns 50. Então passaria para uns 9 anos até terminar 
tudo.

Não sei se seria sempre o caso como você falou <"JAMAIS apenas importe, faça 
uma inspeção de cada objeto...">.  Talvez se possa assumir certos erros 
possíveis num processo. Para resolver mais tarde se necessário. Não quer dizer 
fazer algo impensado. Se for bem discutido e planejado.  Sem muito medo de 
eventuais imperfeições. E se não causar mal no que já existe.

O OSM tem também a prática: a perfeição não é mais importante que a coesão da 
comunidade (https://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt:How_We_Map). Isso quer dizer 
algo.

Ter algo concretamente útil a oferecer às pessoas , como numeração, ainda que 
imperfeita, me parece também uma boa maneira de fomentar comunidade, e manter o 
OSM. Talvez tentar arrebanhar gente sem ter a oferecer algo de utilidade 
prática ao menos ao nível do que oferecem concorrentes (nem precisa ser melhor) 
pode também queimar a foto frustrando expectativas. Somos 150 editores 
mensalmente ativos no Brasil. 150 que conhecem e (imagina-se) usam o OSM. De 
uma população urbana de uns 100milhões. Das pessoas no Brasil que usam GPS para 
localização no dia-a-dia, quantas já "ouviram" falar de OSM?  Quantas usam o 
OSM?  Quantas trocaram o serviço de localização do Google pelo do OSM?

Como observei antes, creio que primeiro momento é de fazer teste das 
possibilidades e documentar, discutir como daria pra importar/automatizar. 
Executar é apenas o último passo, se  primeiro for viável e aceito.


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Sérgio - http://www.openstreetmap.org/user/smaprs
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