Santamariense,
Sobre o ponto 1:
O trabalho do recenseador não é muito diferente do nosso como colaboradores do
OSM: você vai a campo e coleta os números da fachada das casas. Se falta o
número de uma casa, então para todos os efeitos práticos esse número não
existe: este é o princípio da verificabilidade do OSM ("the truth is on the
ground"). Portanto, não há nada de errado em pular os endereços que constam
como S/N no CNEFE. Pode-se até deixar uma nota dizendo "faltam N números nesta
face" para posterior verificação.
Por outro lado, ao adicionar interpolações, nós estamos "especulando" a
respeito da numeração, o que de certa forma até fere o princípio da
verificabilidade. E isso pode até mesmo introduzir erros e inconsistências. Se
o número faltante é o da esquina, a interpolação não vai deixar de ser
incompleta. Pior que isso, é sabido que existem quebras na sequencialidade dos
números (acontece na rua em que cresci em Porto Alegre). Imagine se você usar
um desses números "anômalos" (ou mesmo um dado incorreto, algo que há de
existir no CNEFE) como base da interpolação!!
(Note também que as tags para numeração interpolada foram pensadas para o
sistema europeu, de números sequenciais. No Brasil, onde a numeração é por
metro, mais de 9 em cada 10 números gerados serão inexistentes! Em uma mapa
completo, a não existência de um número é uma informação tão importante quando
o da existência de um número)
Em suma, vamos tirar do CNEFE o que o CNEFE nos dá, sem especular em cima.
Agora, sobre pontos menos importantes:
a) Será preciso realinhar os shapes do IBGE com o OSM. Eu queria pedir que se
mantenha um registro desses deslocamentos, para uso futuro. O workflow poderia
ser o seguinte: 1. abrir o shp no JOSM e traçar algumas linhas entre uma
esquina do shp e a correspondente esquina no OSM; 2. salvar essas geometrias em
um arquivo; 3. usar a média aritmética das linhas para realinhar o shp; 4.
arquivar o deslocamento usado em cada setor censitário nalgum lugar da wiki.
b) Notei que há muitas inconsistências no campo CEP. Em São Paulo, por exemplo,
eles tem só 7 digitios, o erro parece ser que falta o "1" no início.c) Sobre a
tag source, veja exemplos mais recentes. Na importação de Nova York, não há
source nos objetos. Note que ninguém jamais atualiza o source ao fazer uma
edição, logo você precisa ir no histórico de qualquer forma para saber algo com
convicção.
E, pra finalizar, queria dizer que essa é uma ótima iniciativa. Parabéns!
Em Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2017 23:30, santamariense
<[email protected]> escreveu:
@Papibaquígrafo,
1. A questão é que existem muitos SN (sem número) cadastrados entre
casas que já tem número. E as linhas ajudam a tapar este buraco,
interpolando numerações intermediárias que possam existir. Do meu
ponto de vista todo o material é provisório, pois na maioria dos casos
o ponto será apagado porque vai para a building quando se tiver a
certeza de qual building é. E a linha será apagada quando todas as
casas de uma face da quadra tiver os números corretos na building
correta.
2. Interessante. Não tinha pensado nisso. Mesmo assim me pergunto se
não seria melhor nos objetos para ser mais prático, quando futuramente
alguém for contribuir, buscar a fonte em históricos de changesets é
não-prático. Em Paris, tudo indica que se adicionou source a todos os
objetos (http://overpass-turbo.eu/s/l3J)
3. Isso são pormenores, mas que são sim muito relevantes. Eu proponho
que numa primeira fase, se faça testes em alguns municípios e que a
gente (cada um) faça relatório concomitantemente ao trabalho, a fim de
anotar todos os problemas/dúvidas enfrentados.
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