On Wed, Jan 22, 2020 at 4:41 PM Thierry Jean <[email protected]> wrote:
> sei que seria muito bom que, em função do nível de zoom possa-se, 
> progressivamente, ver aparecer as vias por hierarquia

Essa também é uma das intenções da proposta. No RS já dá pra ver bem
isso acontecendo no site do OSM ao passar do nível 5 pro 6 e do nível
7 pro 8. O efeito é bastante parecido com o que se observa, por
exemplo, na França, na Alemanha, na Espanha, nos Estados Unidos nas
regiões menos populosas, no Uruguai, na província de Buenos Aires na
Argentina, etc.

> utilizadas pelos algoritmos de navegação.

Aparentemente essa classificação funciona super bem com algoritmos de
navegação. A nível estadual, as rotas mais longas costumam todas
seguir pelas vias de mais alta classe na maior parte do percurso, que
é o esperado pelos usuários do mapa, e sair delas somente próximo da
origem e do final da rota, que também é o esperado, exceto em casos
mais raros. Isso acontece em boa parte porque a classificação
resultante acaba encontrando uma boa subdivisão espacial, dando
preferência às vias que são melhores para dirigir.

Da minha parte, eu verifiquei isso mais dentro das cidades (onde
apliquei essa metodologia já faz uns anos) do que no nível estadual
(onde foi aplicada só recentemente). Nas cidades, o roteamento passa a
aproximar bem mais aquele feito pelas ferramentas preferidas pelo
mercado (ex.: Waze, Google Maps). O resultado também costuma aproximar
o nível arterial que consta nos planos diretores (nesse caso, segue-se
a mesma ideia, trocando place=city por place=suburb e highway=trunk
por highway=secondary), e (o que acho mais interessante) é que ele
consegue capturar bem aquelas situações locais em que a realidade
diverge do plano. No nível estadual, parece ter esse efeito também.
Por exemplo, no RS, a principal rota entre as duas maiores cidades
(Porto Alegre e Caxias do Sul) é por rodovias estaduais, sendo que a
rodovia federal (pavimentada e em bom estado) que liga as duas, apesar
de ser federal, não é o melhor caminho. O método sugere então que
essas vias estaduais sejam trunk e que essa federal não seja, o que
produz um resultado que pareceu mais intuitivo à comunidade do RS.
Todos ganham: as pessoas que usam o mapa para roteamento, as que estão
julgando visualmente quais vias são geograficamente mais importantes,
e nós, mapeadores, que finalmente obtemos consenso.

-- 
Fernando Trebien

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