É gente não dá pra revolver o problema do turismo e da segurança em Salvador com corda e abadá no carnaval né. Isso faz algum sentido pra vocês???
Carol 2009/3/1 Harley <[email protected]> > Quando falei em 200 mil eu quis dizer por dia de festa nos blocos, tô > chutando também, é apenas para ilustrar que organizar uma festa para uma > multidão como essa é difícil agradar a todos. Já ouvi falar que foram 2 > milhões e meio apenas de turistas para o carnaval. > > Quanto ao quilo da latinha sim, de 0,25 para 0,02 é um absurdo mesmo, assim > como os cordeiros que ouvi dizer ganham de 10 a 15 reais por cada bloco que > puxam. Isso sim é uma grande sacanagem, com o dinheiro que é faturado em > cada bloco, pagar essa miséria para quem está lá trabalhando justamente > para > dar um pouco de segurança a quem está lá dentro. Sem falar que muitos só > recebem na quarta-feira de cinzas ou até depois (como presenciei na noite > dessa quarta). > > Quanto ao que fazemos para melhorar isso, quais as sugestões? Timbalada e > Olodum são ótimos exemplos de grupos que promovem várias ações sociais e > não > deixam de encantar com sua música conhecida mundialmente. Ano passado > depois > do carnaval, procurei o Ile Aye e o Olodum, oferecendo espaço gratuito no > meu site para que eles divulguem algum trabalho ou até mesmo vendas dos > seus > abadás para o carnaval do ano seguinte ... não tive retorno algum. Meu site > é o 4o colocado no Google quando a chave de pesquisa é o termo "carnaval > salvador". Acho que seria um bom espaço para que algumas instituições > possam > expor seu trabalho, seu valor cultural etc. Mas aparentemente não havia > interesse... Se houver algum movimento de incentivo à cultura baiana e que > precise de espaço, estou à disposição. > > Um abraço a todos!! > Harley Medeiros > www.CarnavalEmSalvador.NET <http://www.carnavalemsalvador.net/> > > > > > -----Mensagem original----- > De: [email protected] > [mailto:[email protected]] Em nome de Marcelo Neder > Enviada em: domingo, 1 de março de 2009 19:28 > Para: Harley > Cc: [email protected] > Assunto: Re: RES: [S-C] O ABADÁ É A NOVA SENZALA > > > 200 mil não pai, > esse ano foram 2 milhões de pessoas a mais na cidade. > > E a propósito, > > senzala mesmo foi a queda do preço de 0,25 centavos para 0,02 o quilo de > latinha do ano passado pra esse ano. > > A cooperativa de catadores retirou das ruas 220 mil kg de lixo reciclável > das ruas de Salvador no período do Carnaval. > > > Abs > > > Marcelo Neder > > > > -- Em dom, 1/3/09, Harley <[email protected]> escreveu: > > > De: Harley <[email protected]> > > Assunto: RES: [S-C] O ABADÁ É A NOVA SENZALA > > Para: > > Cc: [email protected] > > Data: Domingo, 1 de Março de 2009, 16:11 Gabriel, explicou bem o que > > penso sobre 'as cordas'. > > Eu também sou > > extremamente a favor da valorização da cultura, principalmente a > > baiana, no carnaval. Para terem uma idéia do movimento econômico em > > torno do carnaval, hoje em dia, blocos afro, antes apenas com enfoque > > cultural, já se renderam ao comércio, atraindo turistas de todos os > > cantos do mundo para desfilarem (é o caso do cortejo afro e olodum que > > já vendem seus abadás pela internet e filhos de gandhy que estão > > começando a se encher de turistas também). Então é uma engrenagem que > > não tem como ser parada. > > > > Mas é preciso sim, permitir com que o povo também possa pular o > > carnaval em paz com os turistas que chegam. Dependendo da forma como > > esse assunto é abordado, daqui a pouco se cria uma rivalidade entre o > > povo local e os turistas que fará com que o carnaval de verdade acabe > > para os 2 lados (2 lados estes que não devem existir). A cidade de > > Salvador conseguiu organizar uma festa única como o Carnaval e isso > > faz com que turistas de todo o Brasil queiram estar lá. Para permitir > > isso, nasceram os camarotes, as cordas e a atuação extremamente rígida > > da polícia. > > > > Quanto ao dinheirinho honesto que é possível ganhar no carnaval, é > > isso mesmo. Quem está lá vê que tem muita gente batalhando para ganhar > > seu 'miúdo'. > > > > Enfim, é um assunto muito complexo, a polêmica é grande, mas na minha > > opinião, tem espaço para todos sim. Se você olha a multidão que fica > > nas ruas vendo os trios passando, na pipoca ou em outros trios com ou > > sem corda, não tem como negar que tem muita, mas muita gente se > > divertindo sim. É impossível organizar fazer uma festa para 200mil > > pessoas e todas saírem de lá satisfeitas... > > > > Um abraço, > > Harley Medeiros > > [email protected] > > Carnaval 2010 em Salvador - Eu vou de novo!! > > > > > > -----Mensagem original----- > > De: [email protected] > > [mailto:[email protected]] Em nome de Gabriel Gomes > > Enviada em: domingo, 1 de março de 2009 13:46 > > Para: Remo Pellegrini > > Cc: [email protected] > > Assunto: Re: [S-C] O ABADÁ É A NOVA SENZALA > > > > O fato de o cara não ter dinheiro pra comprar abadá não dá a ele o > > direito de roubar. O carnaval em Salvador é uma excelente oportunidade > > de fazer um dinheirinho honesto, e o que mais tem é gente batalhando > > pra conseguir o seu com dignidade. O cara rouba porque é vagabundo > > mesmo. > > > > Olha um exemplo bacana. Há uns dois anos eu estava com um amigo que > > organiza o bloco Gravata Doida (bloco sem cordas, com muito samba e > > bandinha de > > fanfarra) na pipoca do Campo Grande atrás do Alerta Geral e saiu um > > camarada de dentro da corda pra falar com a gente. Ele havia > > trabalhado como segurança do bloco no dia anterior e naquele dia > > estava lá curtindo o carnaval dele e veio nos cumprimentar. > > > > Quanto ao carnaval do interior de Minas tenho minhas ressalvas. O que > > vejo é a playboyzada que não conseguiu juntar grana pra ir em um > > carnaval mais famoso lotar as cidades (algumas históricas, e inclusive > > tombadas) e > > promover uma verdadeira baderna ao som mecânico de Axé e Funk, > > deixando pra trás um monte de lixo e destroços. Mais ou menos o que > > estava virando Olinda antes de proibirem os carros de entrarem com > > seus equipamentos de som, valorizando os blocos e a tradição local. E > > os governos locais não tomam nenhuma providência para coibir o > > vandalismo, já que ele é bem lucrativo. > > > > Voltando ao carnaval de Salvador, não vejo muita saída não. É questão > > de mercado, oferta e procura. O turista mais abastado não quer se > > divertir na informalidade, ele quer justamente essa exclusividade de > > poder pagar por uma coisa que poucos podem. Hoje em dia os camarotes > > têm shows particulares e uma estrutura cada vez mais diferenciada. Mas > > existem os blocos mais baratos também. Tem bloco que custa 100 reais > > os três dias dividido em 12 vezes. > > Assim como tem carro mais caro e carro mais barato. E não adianta > > choramingar pra comprar uma ferrari a preço de carro "popular". > > > > O que não pode acontecer é se deixar de valorizar o carnaval mais > > tradicional, os blocos afro, a guitarra baiana, o samba de roda > > tradicional. > > A luta que deve existir é pra que essas culturas tenham seu espaço. De > > que adianta abolirem as cordas se só tocar Axé no carnaval inteiro? > > Outro problema é que já vi bloco grande atropelar, literalmente, um > > trio sem corda que estava na frente. Uma total falta de respeito com > > quem está se divertindo e com quem está fazendo seu trabalho, mesmo > > que seja em um bloco menor. A briga de Carlinhos Brown é mais ou menos > > por aí. > > > > Nos últimos anos que se tem visto são os camarotes invadindo a área > > que antes era destinada aos foliões, espremendo cada vez mais a pipoca > > contra a corda. Nesse caso sim, você tira o direito de quem quer > > brincar o carnaval na rua. Mas a corda é necessária para o modelo > > atual do carnaval baiano. E não adianta querer mudar o sistema de > > folia mais rentável que existe no país. O que deve haver é um cuidado > > para que a ganância dos empresários de bloco tenha um limite que > > garanta ao povo seu espaço na avenida. Isso é papel do Governo do > > Estado e do Município, seja fiscalizando, patrocinando os blocos > > tradicionais, melhorando o policiamento e infraestrutura. > > > > > > Aquele abraço, > > Gabriel Gomes > > > > > > 2009/3/1 Remo Pellegrini <[email protected]> > > > > > é, ouvi dizer que tem muito bandido atrás do > > chiclete mesmo. formigas > > > atrás do açúcar, né? afinal, quem pode comprar > > abadá? > > > > > > o carnaval de rua do Rio tem aumentado; o de > > Pernambuco sempre esteve > > > lá e o das cidades históricas de Minas também tem > > recebido mais > > > turistas. sem cordas > > > > > > acho que a discussão não é se o turismo de Salvador > > vai perder > > > arrecadação > > > - e a sua economia nem é mais só fundada no turismo > > - e sim, se haverá > > > jeito das classes altas também se divertirem um pouco > > na informalidade > > > (tadinhos), mesmo que, para isso, precisem de um bando > > de trogloditas > > > espremendo o povão da pipoca > > > > > > um abraço > > > Remo > > > ----- Original Message ----- > > > From: Harley > > > To: [email protected] > > > Sent: Sunday, March 01, 2009 11:44 AM > > > Subject: RES: [S-C] O ABADÁ É A NOVA SENZALA > > > > > > > > > Nessa discussão eu tenho que entrar ... Não sou > > dono da verdade mas > > > não vejo o Carnaval de Salvador dessa forma (citado > > pelo Roberto). > > > > > > Em Salvador ainda existem muitos blocos sem corda, e > > são > > > principalmente blocos puxados pelos artistas e bandas > > que fazem muito > > > sucesso com o público local. É visível que o povo > > todo se diverte > > > (negros, brancos e inclusive turistas estrangeiros ou > > não). Agora, > > > não dá para todo mundo ir atrás do Chiclete com > > Banana... > > > > > > Gente, se vocês vissem como é a pipoca dos blocos > > do Chiclete com > > > Banana, vocês entenderiam do que eu falo. A > > quantidade de pivetes e > > > bandidos que seguem o bloco pela pipoca é > > impressionante. O Carnaval > > > (com cordas ou > > > não) > > > é uma grande festa. Não há como ter festa sem > > segurança. Sem > > > segurança os turistas fogem. Sem turistas o dinheiro > > não entra em > > Salvador. > > > > > > É inquestionável o retorno econômico que o evento > > Carnaval leva para > > > a cidade de Salvador. Investimentos e visibilidade > > nunca vistos em > > > qualquer outra época ou festa do ano. A quantidade > > de negócios que > > > são fechados, investimentos de grandes empresas etc. > > Se não forem as > > > cordas e os camarotes para fornecer um pouco de > > segurança aos > > > turistas que lotam a cidade (trazendo muito dinheiro, > > dólares e > > > euros), Salvador tende a perder demais. > > > Todos os comerciantes e prestadores de serviços > > fazem a festa nessa > > > época (taxis, restaurantes, hotéis, pousadas e até > > os moradores do > > > interior que vão pra cidade vender qualquer coisa e > > dormir na rua durante > > o carnaval). > > > E > > > a prefeitura também arrecada uma enormidade... > > > > > > Eu vejo alguns baianos criticando as cordas e tal, > > mas se o 'carnaval > > > das cordas' acabar, a própria cidade tende a se > > empobrecer mais. > > > Admiro muito Carlinhos Brown mas quando ele pede > > carnaval sem cordas, > > > ele não pensa nas pessoas que dependem do dinheiro > > dos turistas nessa > > > época. É claro que o sonho de todos é que a > > situação seja favorável > > > durante todo o ano, mas pelo menos a época do > > Carnaval é uma época de > > > prosperidade geral. Muitos pagam suas dívidas do ano > > todo só com o > > > trabalho do carnaval (só eu ouvi isso de > > > 2 > > > taxistas esse ano, imagina o restante da população > > que trabalha nessa > > > época). > > > > > > É isso, gente. Acho que o Carnaval de Salvador é um > > Carnaval onde > > > todos se divertem. Quem está lá pulando atrás do > > trio, segurando a > > > corda, curtindo na pipoca ou nos trios sem corda, > > cada um se diverte > > > à sua maneira. Quanto à isso não há diferença > > nem segregação! > > > > > > Abraço, > > > Harley Medeiros > > > [email protected] > > > -----Mensagem original----- > > > > > > > > > ---Registre seu domínio .com ou .net por apenas > > R$15,00/ano e GANHE > > > hospedagem, blog e e-mail grátis!LocaWeb - Soluções > > Completas em > > > Serviços de Internet (www.locaweb.com.br) > > > _______________________________________________ > > > Para CANCELAR sua assinatura: > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > > > Para ASSINAR esta lista: > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > > > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > > > > > _______________________________________________ > > Para CANCELAR sua assinatura: > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > > Para ASSINAR esta lista: > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > > > > _______________________________________________ > > Para CANCELAR sua assinatura: > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > > Para ASSINAR esta lista: > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > > > Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados > http://br.maisbuscados.yahoo.com > _______________________________________________ > Para CANCELAR sua assinatura: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > Para ASSINAR esta lista: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > > _______________________________________________ > Para CANCELAR sua assinatura: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > Para ASSINAR esta lista: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > -- Beijos Carol. _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
