Sobre o "pipoca", um exemplo de lugar pequeno. Aqui em Vitória existiu
até pouco tempo um carnaval fora de época, sempre no meio de novembro.
Era o "Vital", empreendimento privado numa via pública - a Praia de
Camburi, 5,5 km de extensão - que era fechada durante os três dias e a
população do bairro Jardim Camburi (cerca de 60 mil habitantes) era
obrigada a mudar sua rota de acesso e saída de suas casas.
Num Vital, a organização podou o "pipoca". Na hora do Cliclete com
Banana, o cara líder - é Bel Marques? - parou o trio e mandou um
discurso dirigido a organizadores e ao Prefeito da Cidade, criticando
a poda do pipoca e dizendo que o pipoca era a oportunidade aos que não
podiam pagar camarotes e lugares especiais caros para brincar...

Um movimento grande finalmente levou a prefeitura de Vitória a
cancelar o Vital, que, felizmente, acabou.
A segregação, porém, continua existindo e o carnaval oficial de
Vitória, que está ressuscitando, está se tornando foco de colunáveis.
Ou seja, é a mesma coisa em todo  lugar.

A salvação é mesmo o carnaval de rua, de blocos das comunidades, do
povaréu que brinca por brincar...
Oleari.

2009/3/3 Sonia Palhares Marinho <[email protected]>:
>
>
> Gangaz!!! Salve, salve!!! Que bom tê-lo de volta!!!
>
>
> Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)
>
>
> ----------------------------------------
>> Date: Mon, 2 Mar 2009 23:07:49 -0300
>> Subject: Re: [S-C] Pipoca para todos!
>> From: [email protected]
>> To: [email protected]
>> CC: [email protected]; [email protected]
>>
>> O carnaval historicamente falando sempre teve esse lado elitista em
>> contra-ponto a "anarquia" popular.
>> Os cortejos carnavalescos de rua do Rio nao comecaram com escolas de
>> Samba, nem com cordoes, nem com blocos.
>> Comecaram com o desfiles das chamadas grandes sociedades, onde as
>> dondocas desfilavam com modelitos vindos diretamente de Paris em cima de
>> grandes carruagens luxuosamente
>> ornamentadas.
>> Olhando por um lado isso teve ate um ponto positivo. Porque ate entao o que
>> prevalecia na epoca
>> era o entrudo, uma brincadeira onde se fazia guerra de pos, resto de comidas
>> e liquidos com perfumes questionaveis. .
>>
>> A formacao dos cordoes, blocos e escolas de samba sao na verdade a versao
>> popular e muito mais muito mais animada desses cortejos burgueses.
>> Com o crescimento dessas manifestacoes populares, os corsos da elite foram
>> sendo sufocados nas ruas
>> Existiram ate tentativas de estabelecer horarios para cada tipo de grupo,
>> mas no final das contas o povo tomou conta da Rua. E as grandes sociedades
>> sucumbiram.
>>
>> Por ironia do destino as Super Escolas de Samba acabaram se transformando
>> numa especie de Grande Sociedade.
>> Mas ate ai tudo bem, a Sapucai do Nyermyer foi projetada pra ser clube
>> prive num condominio fechado.
>>
>> O povao mesmo quer brincar na rua e de la ninguem tira.
>>
>>
>> fabio padilha(gangaz)
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