O conceito de liberdade parece bem definido nos 4 pontos, mas as vezes a idéia extrapola e parece referir-se a liberalismo de mercado. Se é isso, tudo bem, mas é preciso então saber que é isso.
2006/11/22, Olival Júnior <[EMAIL PROTECTED]>: > > > Em 22/11/2006, às 22:28, Álvaro Justen [Turicas] escreveu: > > > > > 1) Acredito que alguns softwares livres possam SIM estar infringindo > > patentes de software da Microsoft nos EUA [nos EUA, não aqui no > > Brasil!]. > > O problema NÃO se trata de COPIAR CÓDIGO da Microsoft, e sim de > > IMPLEMENTAR IDÉIAS PATENTEADAS POR ELA. > > Por exemplo: como muitos sabem, a Microsoft patenteou o clique duplo > > nos EUA. Então, nos EUA [e apenas lá], QUALQUER OUTRO software que > > tenha a mesma funcionalidade que essa patente descreve [no caso, o > > clique duplo] terá que pagar royalties à Microsoft. > > Repito: ninguém copia código-fonte da Microsoft [até porque não > > acredito que queiram fazer isso :-P], o que Ballmer argumentou foi que > > softwares livres implementaram funcionalidades que foram patenteadas > > pela Microsoft [nos EUA]. > > Se a Microsoft, LÁ NOS EUA, quiser processar o pessoal do Gnome por > > ele ter a funcionalidade de "clique duplo", acredito que eles > > consigam. > > Primeiro, não foi propriamente o "clique duplo". Tá mais pra clique > em dispositivos touchscreen (eu li a patente na época da notícia, mas > faz tempo . . .). > > Segundo, a questão aí é q vc está assumindo q essas patentes são > válidas em um "court test". Na verdade, boa parte dessas patentes cai > por "prior art" a primeira vez q alguém resolver desafiá-las em um > tribunal. Por isso mesmo a MS não sai processando ninguém por isso. > Na verdade, eu diria até q é um movimento defensivo, já q ela > respondia ano passado a 35 (TRINTA E CINCO) processos por violação de > propriedade intelectual de softwares de terceiros (incluindo a famosa > questão da EOLAS, q fez a MS pagar à empresa mais ou menos o q pagou > agora à Novell). > > Assim, se a MS quiser processar o GNOME por "clique duplo", ela corre > um sério risco de ter a patente invalidada pelos tribunais. E ninguém > paga royalties à MS por isso. > > > > > > 2) O Linux PODE SIM ser VENDIDO! Ele está sob GPL e, como qualquer > > outro software livre, alguém pode gravá-lo em um CD e vendê-lo. > > Repetindo o que Richard Stallman sempre diz: Software livre não é > > questão de cerveja grátis, e sim de liberdade. Se alguma empresa > > quiser cobrar para distribuir o Linux [sim, o Linux, APENAS o kernel > > de um sistema Unix-Like], ela PODERÁ SIM fazer isso, pois Linux é um > > software livre como qualquer outro. Se as distribuições GNU/Linux > > podem ter preços [e elas são, em quase - quase - sua totalidade, > > feitas de software livre], por que o Linux não poderia ter preço? > > Posso gravar CDs do Debian ou Ubuntu e cobrar R$10,00 por cada CD > > desse, assim como posso gravar um outro CD contendo o binário do Linux > > para i386 e cobrar mais R$10,00 por esse outro CD - e eu não estaria > > violando as licenças desses softwares ao fazre isso! :-) > > A rigor, vc está vendendo o "serviço de distribuição", isto é, o > esforço de queimar os CDs e entregá-los ao comprador. O q a GPL > impede é q vc cobre pelo código do Linux em si, pois o q vc pode > cobrar é, digamos, as horas q vc gastou produzindo um patch. > Diferença sutil. :-) > > [ ]s, > > olival.junior > -- > ubuntu-br mailing list > [email protected] > www.ubuntubrasil.org > https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br > -- Eis meu diário de leitura: http://prototeorias.blogspot.com o livro do momento é "Humano, Demasiado Humano", do Nietzsche. Se você se interessa dê uma olhada nos aforismas que selecionei e apresente suas interpretações. -- ubuntu-br mailing list [email protected] www.ubuntubrasil.org https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

