Historiadores acreditam que, 
em Qui 04 Nov 2004 16:01, Ednei Pacheco disse:
> Pelo que entendi, um dos objetivos da LSB � REDUZIR as diferen�as entre as
> distribui��es. Queira ou n�o, elas sempre continuar�o � existir mesmo que
> se fa�am o maior esfor�o poss�vel para que n�o aconte�am.

Pois �. Mas seria bom se houvesse pelo menos uma rota de fuga (como o Elektra, 
por exemplo) para tentar costurar essas diferen�as. Grandes empresas 
produtoras de software se beneficiariam disso, e o usu�rio leigo tamb�m, de 
carona.

> Quanto mais op��es melhor, certo? Sabemos que, por melhor que seja
> configurar o sistema atrav�s da edi��o de arquivos-textos, nunca haver�
> 100% de aceita��o. Ent�o por que n�o criar uma op��o para isto?

Digo mais: o Elektra (que, pra quem ainda n�o caiu a ficha, � o novo nome do 
Linux Registry) � uma interface n�o-destrutiva. Os arquivos de configura��o 
ainda est�o l�. Ele s� cria uma hierarquia padronizada e virtualizada para 
chegar aos par�metros existentes dentro desses arquivos.

Usando o mesmo exemplo dos arquivos de rede, n�o importa se no conectiva 
� /etc/sysconfig/network_scripts e no Debian � /etc/network/interfaces. O que 
importa � que, no registro do Linux, vai ter uma chave ETH0_IP cujo valor 
ser� o n�mero IP da interface. O Elektra se encarregar� de propagar isso pro 
arquivo correto, n�o importa onde ele esteja nem sua sintaxe interna.

> Pra qu� um usu�rio leigo ir� utilizar um Debian, Slackware e Gentoo se ele
> n�o quer se envolver com aspectos mais t�cnicos, j� que existem
> distribui��es que facilitam bastante a vida de usu�rios que gostam apenas
> do "click-click"? Ent�o n�o � culpa do sistema, e sim da escolha que foi
> feita.

O ponto n�o � bem esse. O ponto � que o usu�rio leigo vai querer usar ou 
experimentar "o tal do Linux". S� que pra ele � tudo a mesma coisa.  

Se fosse no Windows (ou no Macintosh) ele ia querer o Windows (ou MacOS) mais 
recente. Mas no caso do Linux ele n�o pode pedir omais recente. Ele tem que 
escolher uma distro e, depois disso, escolher a mais recente. E essas 
escolhas n�o s�o assim t�o intuitivas como parecem a n�s, que j� estamos 
"contaminados" pela cultura *nix.

> Engra�ado... sua vov� (ou usu�rio) sabe selecionar uma c�mera especial
> pelas suas especifica��es de hardware, e no entanto n�o sabe aplicar um
> patch p/ recompilar o kernel... Voc� n�o acha que est� indo aos extremos?

N�o. � muito f�cil chegar na loja e dizer "me d� a melhor c�mera que voc� tem. 
Dessas de intern�te, que liga naquele buraquinho retangular que tem atr�s da 
torre". Agora, aplicar patch e recompilar kernel n�o � assim uma Brastemp...

Lembro que a primeir�ssima mensagem que mandei pra Linux BR (j� faz tempo...) 
foi pedindo ajuda pra fazer a placa de som funcionar. E a primeir�ssima 
resposta foi "tem que recompilar o kernel". Sa� correndo e fiquei escondido 
debaixo da cama por tr�s dias at� o susto passar...

> > S�bado fui procurar um fax/modem...
>
> Realmente tem raz�o. Tamb�m passei um aperto por causa de 2 softmodens. Mas
> voltemos � um tempo n�o muito long�nquo: lembra-se de que uma das maiores
> reclama��es dos linuxistas era de que n�o haviam aplica��es para o sistema?
> E gora, v� eles reclamando? Quem sabe, num futuro n�o muito distante ser� a
> vez dos hardwares problem�ticos?

� um pouco mais complicado. Desenvolver software � f�cil*, � tipo uma id�ia na 
cabe�a e um GCC na m�o.  Mas pra fazer um driver a gente precisa de muita 
coisa: especifica��es do hardware, hardware pra testar, conhecimento mais 
profundo do kernel e suas APIs, algum tempo e condi��es de engenharia 
reversa, e por a� vai. E �s vezes, mesmo com a baga�a desenvolvida, ainda n�o 
podemos ter acesso ao driver, seja porque o fabricante doi hardware processou 
algu�m, seja porque os mantenedores do kernel t�m uma restri��o est�pida 
quanto a drivers fechados "manchando" seu kernel t�o limpinho, branquinho...
Vide recente caso da webcam Phillips que n�o � mais suportada.

* desenvolvedores, n�o se zanguem. N�o quis dizer que qualquer um desenvolve, 
quis dizer que n�o tem os impecilhos que encontramos au tentar escrever 
device drivers cujas especifica��es do hardware n�o temos.

> � dif�cil fazer...
>
> $ man [COMANDO] ou... $ [COMANDO] --help
>
> ?

N�o. Dif�cil �, pra sua av�, lembrar de todos os comandos. Lembre-se de que 
pra dar o man voc� precisa saber pelo menos QUAL comando voc� vai usar.

> Essa � parte que eu fico decepcionado... Uma distribui��o (seja qual for)
> implementa uma solu��o diferente de padr�es pr�-determinados e o sistema
> como um todo (o GNU/Linux) paga o pato...

N�o s� isso, mas afasta potenciais usu�rios, que se tornal detratores.

> Voltemos � quest�o da escolha das distribui��es. Se existem op��es de
> distros com interfaces gr�ficas (al� Windows), para qu� a "vov�" vai meter
> �s caras em configurar o sistem � unha? Que ela use o Mandrake, por
> exemplo.

T�, e como ela vai saber que tem que usar Mandrake?
Essa � a quest�o crucial. N�o tem uma divulga��o em massa dizendo "vov�, use 
este aqui"! 

> N�o somente o GNU/Linux, mas qualquer sistema operacional, aplicativo ou
> recurso ser� USADO por �quele que realmente SABE O QUE FAZ. Cancei de ver
> gente fazendo belas cagadas na edi��o de texto no Word e ainda virem �
> dizer que "SABE usar o Word"... Na hora de organizar os trabalhos em
> C:\Meus Documentos ent�o, ai meu Deus...

Yep, tem raz�o. � perigoso dizer que um sistema poder� ser usado por qualquer 
um sem treinamento. Digo mais: em v�rios aspectos, o KDE e o Gnome fazem 
muito mais sentido para usu�rios leigos (e ainda n�o contaminados pelo "jeito 
Windows") do que a mesma opera��o no Windows.  Mas tem v�rias coisas que 
realmente s�o frustrantes. N�o poder comprar qualquer preif�rico � uma. 
Montagem de dispositivos � outra. J� vi usu�rio tirar as cal�as de raiva 
porque destruiu um disquete pois o tirou do drive sem montar.

> 1. Quantos usu�rios leigos (de mesmo n�vel de conhecimento da "vov�")
> conseguem instalar o Windows?

Quem disse que eu estava falando de instala��o?

> 2. Voc� nunca teve (ou conheceu) algum garoto ou sobrinho que "faz tudo" no
> computador? D� na m�o dele uma distribui��o amig�vel e um bom livro
> did�tico para ele conhecer o sistema aos poucos (e peri�dicamente tire
> algumas de suas d�vidas, que com certeza surgir�o). Mostre algumas das
> maravilhas do sistema (como os recursos das interfaces gr�ficas como o
> KDE), e deixe que a EMPOLGA��O termine o resto...

Concordo e discordo. Ele vai realmente amar isso tudo. 
Mas vai achar "palha" ter que desmontar o CD pra poder retir�-lo (isso quando 
o KDE deixa...), vai reclamar da falta de suporte do aMSN pra webcams e vai 
mesmo reclamar que a webcam dele nem funciona no Linux porque n�o � 
suportada...

> 3. Ou ainda, configure um desktop p/ eles (de prefer�ncia com o KDE e ainda
> ajuste o FireFox com �queles temas & extens�es maravilhosas) e deixe-os
> usar...

J� fiz isso :). Ia tudo �s mil maravilhas at� que o usu�rio (por 
conhecid�ncia, aquele das cal�as...) resolveu gravar o trabalho dele (era um 
TCC) no disquete.

> Por que n�o trabalharmos em uma "Cultura Linux" mais "modernizada"?

Mas e n�o � disso que estou falando?
Fa�o coro com voc�. Precisamos � disso.
Disso e de uns ajustes em algumas �reas, as quais j� citei.

> Novamente est� a� a quest�o de uma distribui��o n�o seguir um determinado
> padr�o e o sistema como um todo pagar o pato... Se isto realmente faz uma
> grande diferen�a, ent�o n�o use a tal distribui��o n�o padronizada.

Ou seja, nenhuma...

> Ah, ela n�o sabe, �? Ent�o como ela faz para procurar na Internet um drive
> de um determinado perif�rico para o Windows XP?

Ela n�o faz. Vem no CD junto com o perif�rico.

-- 
Henrique 
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