Por falar em programa poderoso escrito em Lisp, é bom não se esquecer do Maxima. Este sim, é o mais poderoso sistema de Computer Algebra existente (e já tentei todos) e cada vez está melhor. Claro que não é fácil fazer um Maxima em Python; as tentativas soam ridículas em comparação. Alguns sistemas fechados (e caros), como Mathematica e Mapple, implementam uns dez por cento do Maxima. Gostaria de notar também as excelentes interfaces do Maxima, a facilidade de compilar no Lisp, a existência de binários (muita gente usa Maxiam sem nem se preocupar com o fato de que é escrito em Lisp). Maxima é rápido, se você compilar no SBCL. Quer outro exemplo? Biobike é simplesmente o melhor em engenharia genética. Claro que não chega no nível do Maxima, nem é útil para tanta gente; mas se você for médico, por exemplo, Biobike é imprescindível e fundamental.
--- On Tue, 7/21/09, Gustavo <[email protected]> wrote: From: Gustavo <[email protected]> Subject: Re: Phosphorous, The Popular Lisp To: [email protected] Received: Tuesday, July 21, 2009, 9:55 AM 2009/7/20 Guaracy Monteiro <[email protected]> Gustavo escreveu: ... > Enfim, mas acho que o que mas falta para o Lisp é presença. Algumas > empresas e institutos de pesquisa usam Lisp, mas esse é um ninho > "fechado". Um programa poderoso e popular escrito em Lisp seria uma > excelente propaganda (hahaha... já ia esquecendo do Emacs... o Emacs > faz esse papel, nós precisamos de mais programas assim, e programas > mais modernos). Eu arriscaria dizer que, basta fazer um programa interessante e poderoso e, no outro dia já teria gente fazendo versão em Python, Ruby, Java, etc. para dizer que também é possível. ;-) Bem, eu não vejo isso como uma coisa totalmente ruim. Acho que, no geral, os desenvolvedores não refazem um applicativo do zero, mas muitas vezes implantam as mesmas características em outros applicativos semelhantes. Isso se chama liberdade de competir :) O Emacs até pode ter uma interface meio antiquada e o fato de eu ou os usuários do Emacs não se importarem pode fazer diferença na aceitação de outros. O Emacs com o cua-mode, que já vem por default nas versões mais recentes, deixa ele com a funcionalidade bem semelhante aos editores atuais (apesar do Emacs não ser um mero editor). Mas o que eu vejo? Um esforço para implantar Python no Emacs. Isso também não é ruim. Tem muitos programas escritos em outras linguagens que o alguém faz um plugin para poder extender o aplicativo em CL. Qualquer um faz o projeto que quiser, mas isso não impede o sucesso do Emacs, aliás, pelo contrário. E o GIMP? Precisaria de mais? Sinceramente não. É possível fazer 90% do que se precisa e, os outros 10% usa-se C para o plug-in. Mas o que acontece? É binding para Ruby, Python, Perl, etc. Um baita esforço por preguiça de aprender como lidar com uns parênteses a mais. Acho que isso tem mais a ver com as pessoas quererem proteger e desenvolver a linguagem que gostam. Se eu fizer (apenas hipótese) um aplicativo interessante e outros desenvolvedores saírem fazendo plugins para poderem desenvolver plugins em outras linguagens de programação para o meu aplicativo, eu vou ficar satisfeito, pois isso é sinal de que gostam do que eu fiz :) -- Guaracy Monteiro http://fotomix.wordpress.com/ __________________________________________________________________ Make your browsing faster, safer, and easier with the new Internet Explorer® 8. Optimized for Yahoo! Get it Now for Free! at http://downloads.yahoo.com/ca/internetexplorer/ --~--~---------~--~----~------------~-------~--~----~ You received this message because you are subscribed to the Google Groups "Lisp-br" group. To post to this group, send email to [email protected] To unsubscribe from this group, send email to [email protected] For more options, visit this group at http://groups.google.com/group/lisp-br?hl=en -~----------~----~----~----~------~----~------~--~---
