Eu achei que o Mario tinha mandado esse link como uma forma de fazer piada.
Quem acompanha sabe que sempre tem alguém por aí querendo "consertar" o
Common Lisp, mas a maioria das vezes o projeto acaba morrendo. Acho que vai
ser a última vez que vamos ouvir falar desse Phosphorous.

Concordo com o namekuseijin. O maior problema com Lisp é o "preconceito". E
preconceito eu digo literalmente: um conceito pré-formado a cerca de uma
coisa, "julgar pela aparência". Pessoas mais jovens tendem a ser mais
receptivas no sentido de aprender coisas novas, mas a maioria aprende só o
que lhes ensinam.

Lisp teve problemas para entrar no mercado por causa da ineficiência dos
compiladores (e dos garbage collectors) naquela época, e possivelmente por
outros problemas mais. Hoje em dia Lisp tem problemas para se estabelecer
mais amplamente por causa do grande número de outras linguagens no mercado,
pela curva de aprendizagem mais acentuada...

O problema é aquela idéia intuitiva que mais elementos na sintaxe (e
especialmente notação infixa) deixa a linguagem mais flexível e intuitiva.
Quando se fala que Lisp tem capacidade de gerar código, pensa-se em ter que
criar programas muito complexos para fazer isso. E quando as pessoas olham
para aquele monte de parênteses, acredito que elas têm a sensação de que vão
programar uma coisa complicada (por exemplo, como o assembly, ou ter que
escrever XML na mão) e que, no fim das contas, vão precisar se esforçar
muito para conseguir pouco resultado.

Enfim, mas acho que o que mas falta para o Lisp é presença. Algumas empresas
e institutos de pesquisa usam Lisp, mas esse é um ninho "fechado". Um
programa poderoso e popular escrito em Lisp seria uma excelente propaganda
(hahaha... já ia esquecendo do Emacs... o Emacs faz esse papel, nós
precisamos de mais programas assim, e programas mais modernos).

2009/7/19 namekuseijin <[email protected]>

>
> Numa coisa concordo com o sujeito do artigo:  Lisp é um nome muito
> batido e que remete a um "passado tortuoso" na mente da maioria dos
> programadores, não diferente de COBOL ou FORTRAN.  Mas Phosphorous é
> uma piada como nome, tem que ser mais curto também.
>
> Infelizmente, acho que poucas linguagens conseguem realmente se
> estabalecer no mercado unicamente pelos seus méritos técnicos,
> sintáticos e semânticos.  Se não tem IDE, já é vista de soslaio.  Se
> tem excesso de parênteses, mais ainda. :-)
>

Ah! Mas o excesso de parênteses é o maior charme que Lisp tem ;-)

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