Eta trocinho complicado, Arthur...

2010/1/31 Arthur Buchsbaum <[email protected]>

>  Caro Prof. Doria:
>
>
>
> Segundo o Hermetismo e doutrinas como a Vedanta, existiriam duas condições
> existenciais:
>
> 1) Este mundo em que aparentemente vivemos, onde manifesta-se o
> espaço-tempo, mas que seria, em essência, ilusório.
>
> 2) O Transcendente, onde não há espaço-tempo. É um Nada. Nele não existem
> coisas, nem formas, nem nada do que conhecemos, apenas nada, mas que é Tudo
> que realmente existe. David Bohm chama esta condição de a “pré-forma da
> forma”. Não possui nada tangível, mas possuiria toda a informação necessária
> para a construção mental de infinitos mundos, inclusive deste Universo em
> que aparentemente vivemos.
>
> O Transcendente também é a unidade essencial de tudo quanto há. Tudo que
> existe seria interligado de forma instantânea por este Nada. Tudo que ocorre
> em qualquer lugar do Universo também estaria ocorrendo de uma forma
> correspondente em quaisquer outros lugares. Por exemplo, as sucessivas
> posições de Júpiter no Sistema Solar refletem ocorrências do que está
> ocorrendo em todas as coisas deste Universo, e também em tudo quanto há. Não
> é por transmissão no espaço-tempo, mas simplesmente por sincronicidade, pois
> tudo quanto há é o Nada. Vale o mesmo para qualquer outro planeta, e também
> para uma borboleta ou um verme. Para tudo que uma borboleta faz, ocorre algo
> correspondente com todas as coisas do Universo, em todas as suas partes, não
> por qualquer transmissão, simplesmente por sincronicidade. Isto é algo que,
> no meu entender, fundamenta a Astrologia.
>
> Ressalto que, quando falo de Astrologia, não me refiro a práticas ou
> crenças expressas nas revistas e jornais populares, ou em diversos livros,
> de forma muitas vezes equivocada, que também usam esta palavra, mas sim a um
> conhecimento arcano, oriundo das mais elevadas escolas de mistérios do
> Egito, da Caldeia, e de outros lugares onde eram praticadas algumas das mais
> elevadas formas de Ciência.
>
>
>
> a) Arthur Buchsbaum
>
>
>
> *De:* Francisco Antonio Doria [mailto:[email protected]]
> *Enviada em:* domingo, 31 de janeiro de 2010 07:02
> *Para:* Arthur Buchsbaum; [email protected]
> *Assunto:* Re: [Logica-l] RES: pré-conceitos no ambiente acadêmico moderno
>
>
>
> Bom, nisto vai meu feeling. Gosto muito de Jung; confuso, mas riquíssimo de
> ideias. Um de seus livros mais interessantes é _A Psicologia da
> Tranferência_, no qual compara a transmutação alquímica ao processo de
> transferência numa terapia psicanalítica.
>
> Não sei se o Julio tava de gozação quando se referiu à sincronicidade, mas
> me pergunto se o argumento EPR não delimita, na verdade, dois domínios para
> os fenômenos físicos. Um, o espaçotempo. O outro, uma região (?) ou domínio
> (?) onde não há nem espaço nem tempo.
>
> 2010/1/31 Arthur Buchsbaum <[email protected]>
>
> Caro Prof. Doria, seria bem interessante ressaltar tal conexão. Sinto que
> um dos trabalhos acadêmicos mais importantes está em estabelecer ligações
> entre áreas de conhecimento aparentemente distintas, pois um dos maiores
> problemas de que padecem as universidades em geral está na sua cultura e
> prática de fragmentação do conhecimento. (Organização por departamentos,
> hiperespecialização, compartimentação, restrições ao intercâmbio entre
> diferentes áreas, etc.)
>
> Lembro que Jung era um grande admirador de áreas como Astrologia, Alquimia,
> Gnosticismo, etc. Ele não nutria pré-conceitos muito comuns à maioria dos
> academicistas de hoje.
>
> As atuais filosofias das ciências são válidas, mas incompletas, pois a sua
> visão é bem parcial e excludente. Uma filosofia da ciência mais completa
> deveria:
>
> 1) Abarcar todas as práticas científicas, não apenas aquelas validadas
> pelas academias por critérios, em sua maior parte, políticos, e eivados de
> pré-conceitos.
>
> 2) Reconhecer e estudar todos os processos cognitivos, incluindo os
> oriundos da Intuição. É pela Intuição que surgiram algumas das maiores
> descobertas científicas.
>
>
>
> a) Arthur Buchsbaum
>
>
>
> *De:* Francisco Antonio Doria [mailto:[email protected]]
> *Enviada em:* domingo, 31 de janeiro de 2010 00:00
> *Para:* Julio Stern
> *Cc:* Arthur Buchsbaum; logical logical
> *Assunto:* Re: [Logica-l] preconceitos no ambiente acadêmico moderno
>
>
>
> Tenho pensado há muito em escrever um livro sobre Jung e a física. Tem mais
> intuições em Jung sobre mecânica quântica do que na filosofia da ciência
> convencional.
>
> 2010/1/30 Julio Stern <[email protected]>
>
>
>
> Caros colegas:
>
>
>
> Acho conveniente a definicao Jungiana do
>
> conceito de Sincronicidade, a saber,
>
> uma relacao Significativa mas Nao Causal.
>
>
>
> Assim entendido o termo sincronicidade,
>
> acho muito natural encontrarmos em uma
>
> area como psicologia, relacoes sincronicas,
>
> que sao essencialmente nao verificaveis no
>
> sentido Popperiano.
>
>
>
> Assim entendido o termo sincronicidade,
>
> fica facil ver um tratado alquimico como
>
> um discurso com dupla semantica:
>
> 1- Um tratado de quimica primitiva, falando
>
> de procedimentos verificaveis na area.
>
> 2- Um tratado mistico e/ou psicologico,
>
> falando de resultados altamente significativos
>
> mas absolutamente nao verificaveis.
>
> Ademais estas duas correntes de discurso
>
> se trancam e tramam em lindos tecidos e
>
> bordados...
>
>
>
> ---Julio
>
>
>
>
>  ------------------------------
>
> From: [email protected]
> To: [email protected]
> Date: Fri, 29 Jan 2010 21:34:15 -0200
> Subject: [Logica-l] preconceitos no ambiente acadêmico moderno
>
> Caros colegas:
>
>
>
> Ressalto que ocorre o mesmo com respeito a quase tudo com respeito às
> doutrinas do Hermetismo, da Teosofia e do esoterismo em geral. Não são
> verificáveis, mas são, para muitos, como para eu próprio, por exemplo,
> convincentes, .....
>
> ...
>
> Aproveito para apontar algo que parece fundamentar a Astrologia, que é a
> sincronicidade de tudo no Universo, o que é evidenciado especialmente pelo
> comportamento de partículas muito distantes, que “sabem” de alguma forma o
> que acontece com outras a grande distância. Não parece ser por transmissão
> pelo espaço-tempo, pois a sincronia entre as mesmas seria simultânea....
>
> ...
>
> a) Arthur Buchsbaum
>
>
>
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