Pois eh Doria: Meu interesse de pesquisa eh em logica, epistemologia, metafisica, ontologia, etc. aplicado aas ciencias naturais. Neste contexto acho que, qq em modelo de interesse, o(s) formalismo(s) logico(s) utilizados para calculo de (ou melhor, com) valores verdade sobre sentencas destas ciencias, acabam sendo "estendidas" pelo(s) formalismo(s) internos das respectivas ciencias. Esta estensao pode ser (ou parecer) relativamente trivial e estanque, ou estar cheia de consequencias e ramificacoes deficeis de seguir e explicitar. Na minha humilde opiniao, no contexo em tela, nao da para escapar deste caminho... ---Julio Date: Mon, 23 Aug 2010 12:36:01 -0300 From: [email protected] To: [email protected] CC: [email protected] Subject: Re: [Logica-l] O mundo é mal-comportado...
ou - lógica estendida à engenharia... 2010/8/18 Walter Carnielli <[email protected]> Prezados: não vai mesmo haver modo de decidir 'a priori' quais sentenças seriam confiáveis, e quais seriam mal-comportadas. Talvez se possa suspeitar das *potencialmente* mal comportadas, por uma análise Bayesiana, como os filtros anti-spam. mas isso é engenharia, não Lógica. Lembro aqui uma das coisas mais interessantes que o Saul Kripke disse, que na minha opinião só rivaliza com a sua ideia de relacionar mundos (mais ainda que se referir a 'mundos possíveis'): "There is no mathematical substitute for philosophy". Nem mesmo , completa ele, para a filosofia da Matemática. Ou da Lógica. Abs, Walter : > > 1. Re: formulas mal-comportadas (Joao Marcos) > 2. Re: formulas mal-comportadas (Decio Krause) > Olá, Julio: > > Esta é mais uma boa pergunta. Tenho a impressão, contudo, de que não > tenho muito mais a acrescentar, em princípio, do que aquilo que já foi > dito pelo Décio: não é papel da Lógica fornecer critérios ou > justificativas para a verdade, a falsidade, a > indeterminação/indecidibilidade ou a inconsistência de uma > sentença(++). Você mesmo tem falado em linguagens para *descrever* o > mundo de forma eficiente ou adequada, mas não para *regulá-lo*. > Ninguém tem dúvida assim na hora de dizer por exemplo que as > definições matemáticas devem se comportar bem, isto é, que a definição > de "função" por exemplo deve ser consistente. > > Na minha reconstrução particular da abordagem da "consistência > formal", eu entendo na realidade que a verdadeira motivação por trás > do design de linguagens suficientemente ricas a ponto de serem capazes > de expressar a consistência mesmo em um contexto paraconsistente se > baseia na proposta mais geral de que o raciocínio clássico deveria ser > de alguma forma recuperável sempre que possível. Há outras formas de > proceder a esta recuperação, contudo --- e algumas não são vistas com > particular boa vontade no Brasil, embora sejam bastante interessantes. > Este é o caso, por exemplo, da abordagem não-monotônica segundo a > qual as sentenças são consideradas consistentes por defeito, até prova > em contrário. > > Mas a questão, repito, é interessante: haverá alguma forma de decidir > "de forma prévia" quais sentenças são confiáveis, e quais são > potencialmente mal-comportadas? Seria surpreendente se houvesse um > método geral com tal efeito, já que o problema da consistência em > casos práticos tem solução custosa, e em teoria frequentemente beira o > indecidível. No caso não-monotônico, em particular, a dificuldade de > decisão fica mais clara, já que em geral não há nem mesmo um _critério > positivo_ para o meta-predicado "ser teorema" (no caso monotônico > clássico faltam apenas _critérios negativos_ para este meta-predicado, > já que os teoremas podem ao menos ser enumerados). > > Joao Marcos > > (++) Admito que a busca por tais "justificativas" talvez faça sentido, > contudo, da perspectiva do Dritte Reich do pensamento fregeano, no > qual a lógica serve para _descobrir_ verdades _intersubjetivas_. > Mas fora de um tal reino ideal dificilmente este seria o caso > > > 2010/8/14 julio cesar <[email protected]>: >> Olá, pessoal, >> estou com outra dúvida! Assumindo que certas lógicas paraconsistentes não >> querem rejeitar o princípio da não-contradição, mas apenas restringi-lo, há >> algum parâmetro prévio em tais lógicas para diferenciar quais tipos de >> formulas a não-contradição se aplica e quais não? Isto é, há alguma outra >> diferença entre fórmulas bem-comportadas e mal-comportadas sem ser as >> diferenças geradas pelo fato de que uma aceita a contradição e outra não? >> Em outras palavras, existe alguma outra justificativa lógica, interna ao >> sistema, para se aceitar as contradições de certas fórmulas sem ser o fato >> de que, se não aceitássemos tais contradições, o sistema explodiria? >> Abraços, >> Júlio > > ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Walter Carnielli Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE State University of Campinas –UNICAMP P.O. Box 6133 13083-970 Campinas -SP, Brazil Phone: (+55) (19) 3521-6515 Fax: (+55) (19) 3289-3269 e-mail: [email protected] Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l -- fad ahhata alati, awienta Wilushati _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
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